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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Inês Peixoto, Suely Machado e Raquel Hallak reforçam o papel da arte e da tecnologia no mundo de hoje

Artistas participaram do show da Tarde, programa transmitido no Instagram do Culturadoria, nesta quarta-feira, dia 2 de setembro

Por Thiago Fonseca *

02/09/2020 às 16:40 | *Colaborador

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Órfãs de Dinheiro. Foto: Tiago Pereira/Divulgação

Três mulheres poderosas na cultura mineira, Inês Peixoto, Suely Machado e Raquel Hallak foram as convidadas do Show da Tarde, desta quarta-feira, dia 2. O programa é transmitido no Instagram do Culturadoria semanalmente. Elas falaram da importância da cultura e da arte em tempos de isolamento social e do uso das tecnologias pela cultura.

Em cartaz nesta quarta-feira, dia 2, no Festival Feluma, com o espetáculo Órfãs de Dinheiro, atriz e diretora Inês Peixoto encena histórias de três mulheres em situações diferentes de vulnerabilidade. O texto foi escrito durante quatro meses, em uma incursão em um hotel durante gravações da novela O Sétimo Guardião, da Rede Globo. Ou seja, um processo interior. “Surgiu do desejo de fazer um solo. Um tema importante que vai atravessar tempo. São questões difíceis e complexas de serem banidas da terra”, salienta.

Inês acredita que o formato do festival é uma alternativa de encontro com o público. “Vou ocupar o palco do teatro cercada de três câmeras. Vou olhar para elas e pensar na expansão para o público. Dessa forma, vai ser um jogo verdadeiro. A gente tem que dançar conforme o que está acontecendo. A arte é viva e sempre dialoga com o que está acontecendo”, conta.

Conhecer o corpo

O Grupo de Dança 1º Ato também teve que se adaptar. Dessa maneira, migrou para TikTok e está com cursos online. Novos Tempos, Novos Atos é o nome da série de cinco cursos voltados para o corpo em isolamento social. Em síntese, eles são divididos em módulos e buscam o conhecimento do corpo. Cada um compra o tanto de aula que deseja. As inscrições já estão abertas. “A gente precisa construir o que deseja. Utilizar dessas ferramentas para que a gente possa revigorar. São aulas para se conhecer”, conta Suely.

A artista defende que este momento é de reinvenção e de se repensar. “Sempre preciso me recolher a mim e me fazer perguntas. Estudar e compartilhar. Pensar no que a gente quer. Reclamar ou atuar? Estamos sem futuro. Dessa maneira, quando a gente não tem futuro, utiliza da memória e bagagem para procurar conexões”, reflete.

 

Raquel Hallak – Foto: Beto Staino/Universo Produção

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“A gente quis trazer calor humano para o evento. Em resumo, manter tudo de forma próxima com a cidade continuando com a abordagem da história, preservação e educação como protagonistas da programação”, explica Raquel Hallak , diretora da Universo Produção e Coordenadora geral da CineOP .

Ela ainda defende o papel da cultura em tempos difíceis, como o que estamos passando. “A cultura é um bom negócio. A indústria criativa cresce e gera renda. Sendo assim, estamos reinventado outros mundos possíveis e a arte tem diferencial”, reforça.

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