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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

“Imo”: Feminismo expandindo as fronteiras da linguagem

Por matheusbongiovani

24/01/2018 às 17:53

Publicidade - Portal UAI
Sessão do longa 'Imo'. Foto Jackson Romanelli/Divulgação

Uma das discussões mais marcantes no debate sobre o filme Imo, exibido na Mostra de Tiradentes, foi a tentativa da realizadora de criar uma linguagem própria de comunicação entre as mulheres.

Para elas, é fácil entender o medo de andar sozinha em uma rua escura e perceber uma presença masculina. Para um homem, nem tanto. É nessa ideia de sororidade que “Imo” se apoia tão fortemente.

A diretora Bruna Shelb Corrêa explicou que o título se refere a algo que é íntimo. Extremamente adequado para um filme em que os sentimentos falam tão mais alto que qualquer tipo de razão ou lógica.

 

Equipe do longa ‘Imo’. Foto Jackson Romanelli

 

Compreensão

Por tratar-se de um longa carregado de símbolos, era esperado que não houvesse consenso imediato quanto à compreensão de sua mensagem. As diferenças de percepção entre homens e mulheres eram visíveis, tanto na exibição quanto no debate realizado posteriormente.

A diretora estreante Bruna Schelb afirmou tratar-se de um longa feito por mulheres e para mulheres. Empoderamento foi uma das grandes preocupações na produção. Além de garantir o protagonismo feminino na tela, ela fez o mesmo nos bastidores. Garantiu que todos os departamentos fossem chefiados por mulheres.

No segmento que encerra o longa uma mulher fica nua, deitada em uma mesa de banquete ocupada por homens. Uma crítica à vulnerabilidade das mulheres dentro da sociedade machista e opressora é apenas uma das interpretações possíveis.

A cineasta se mostrou conflitada diante da questão do entendimento. “Ao mesmo tempo em que gosto da ideia de deixar as coisas claras, me agrada também as interpretações individuais e subjetivas”, explicou.

 

 

O filme

Esqueça a narrativa coerente. Aqui acompanhamos três personagens femininas vivenciando situações de cunho extremamente metafórico. Há muitas cenas contemplativas, que retratam ações banais do dia-a-dia, assumidamente inspiradas no cinema de Chantal Akerman.

Também chama a atenção o fato de ser uma experiência sensorial, principalmente no que diz respeito ao áudio. Com a presença de vários ruídos diegéticos fortes, muitas vezes incômodos. Quando não é a água correndo, é o telefone tocando incessantemente.

Estes sons preenchem o vazio causado pela ausência dos diálogos. Uma decisão com propósito bem definido por parte da diretora. “É mostrar que as vezes nossas ações podem falar por nós. Além de termos o direito de falar, também podemos nos recusar a fazê-lo ”, concluiu Bruna.

*Viajou a convite da Mostra de Cinema de Tiradentes

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