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Heartstopper: a série de romance LGBTQ que adoça o coração

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A série de Heartstopper, adaptada da história em quadrinhos de mesmo nome, aborda questões relevantes ao retratar um doce romance adolescente

Por Ana Pisani | Culturadora

Heartstopper é baseada em uma história em quadrinhos da autora Alice Oseman. Sendo assim, a série da Netflix já chegou com uma legião de fãs à espera. Mas Heartstopper consegue ser um daqueles casos raros, que é quando uma produção supre todas as mais altas expectativas. O motivo é simples: além da excelente adaptação, trata-se de uma história de amor tão positiva capaz de aquecer qualquer coração.

A série acompanha Charlie, um menino gay assumido, recém saído de um relacionamento nada bom. Nesse contexto, ele conhece Nick, o atleta do grupo popular da escola. A partir daí, o crush se instaura e eles passam a criar uma ligação especial. O melhores amigos de Charlie são Tao, o cinéfilo que brinca que é a cota hétero do grupo, e Isaac, que passa o dia lendo livros. Conhecemos também Elle, a amiga trans que teve que mudar de escola. Lá, ela se junta à Tara e Darcy, o simpático casal de amigas lésbicas.

Através desse grupo, desenvolve-se uma história sobre amor e amizade na adolescência. Uma fase da vida marcada por novas experiências e sentimentos, mas que é muito particular para pessoas LGBTQ. Não é à toa que muitas produções do gênero são marcadas por finais infelizes. Assim sendo, Heartstopper se destaca pela escolha de tratar dessa fase de maneira singela e honesta. Esse é o maior diferencial que ecoa o valor da existência da série.

A juventude LGBTQ 

O seriado retrata partes complexas da trajetória da juventude LGBTQ. A trama permeia não só o processo de descobrimento, como também o processo de se aceitar e se assumir. Nesse sentido, Heartstopper mostra a importância de respeitar seu tempo e buscar ser você mesmo. Assumir-se para o mundo demanda coragem, pois traz consequências palpáveis. Como exemplo, a série mostra o julgamento alheio, o isolamento e até o bullying.

Entretanto, o modo leve que essas questões problemáticas são abordadas fazem com que o gosto que fica não seja o dos pesares. Mesmo com obstáculos, o otimismo prevalece. Muito disso, decorrente do apoio que os personagens têm uns pelos outros. Dessa forma, o enredo, combinado com a grande diversidade exposta, faz com que o público que se identifica se sinta visto e validado.

A doçura em tela

É admirável o cuidado que a série tem para fazer jus à obra original. Há todo momento, a produção traz elementos que remetem aos visuais dos quadrinhos. Diversas cenas e cenários são semelhantes às ilustrações das HQs. Divisões de quadros, mensagens de texto e animações de desenhos tomam conta, de forma que as borboletas do estômago voam e os romances literalmente florescem em tela.

A busca por um retrato autêntico também pode ser vista na narrativa. Os acontecimentos são realistas para a faixa etária dos personagens e o ambiente do ensino médio. Os diversos problemas e inseguranças enfrentados não são exagerados, nem pesam a narrativa. Pelo contrário, ela é de uma simplicidade tão fácil de acompanhar que torna natural maratonar os 8 episódios. Logo, os típicos dramas adolescentes não geram uma história original, mas a forma doce como são contados é o que agrada.

Heartstopper pode ser chamada de água com açúcar. Como diria Isabela Boscov: é inovador e revolucionário? Não. Mas durante aquela meia hora cria ali para você um lugar tão reconfortante… O fato é que o clima leve da série a torna simplesmente aconchegante. Ao apostar em temáticas sociais relevantes, o real poder dessa história está em mostrar que todos merecem poder viver um amor adolescente.

Por Ana Pisani

Jornalista em formação. Fascinada pelo mundo do entretenimento, maratonista de séries e ouvinte de Lady Gaga.

Heartstopper. Foto: Netflix/Divulgação
Heartstopper. Foto: Netflix/Divulgação

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