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Happy: um documentário sobre a busca pela felicidade

Documentário na Netflix, dirigido pelo americano Roko Belic, investiga a incansável busca da humanidade pela felicidade ao longo do tempo

Especial para o Culturadoria | Por Gabriel Gomes

26/07/2019 às 08:00

Publicidade - Portal UAI
Cena do documentário Happy. Foto: Netflix/Divulgação

Happy

Entre as perguntas mais antigas que os seres humanos se fazem, definitivamente, está “O que é a felicidade?”. Tem mais uma:  “como faço para ser feliz?”.

Apesar de todo avanço tecnológico que testemunhamos diariamente, essas duas perguntas ainda não foram respondidas. Diferentemente do que se poderia imaginar, o desenvolvimento econômico, científico e social não fez com que os seres humanos se tornassem mais felizes. Isso é demonstrado pelos altíssimos índices de insatisfação, estresse, depressão e, até mesmo, de suicídios no mundo. Inclusive em países considerados os mais desenvolvidos do mundo, como Japão, Finlândia e Noruega.

Pensando nisso, um grupo de pesquisadores das universidades mais conceituadas do mundo passou a ter como foco o estudo da felicidade. As respostas que estão sendo encontradas são surpreendentes. Algumas delas estão no documentário, Happy (2011), dirigido pelo americano Roko Belic dirigiu, em 2011. O longa está disponível na Netflix.

O objetivo do diretor é explorar as novas descobertas feitas sobre a felicidade e mostrá-las ao público. Mas o que realmente podemos aprender com o longa-metragem?

Vendo a felicidade com outros olhos

Happy leva o espectador a uma série de questionamentos sobre a felicidade. Eles são retirados de curtas entrevistas com cientistas, psicólogos, líderes religiosos. Tem também depoimentos de pessoas que passaram por experiências que transformaram, de algum modo, sua visão sobre o tema. Assistir ao documentário é uma experiência cinematográfica reflexiva, pois confronta o senso comum, nos fazendo repensar nossos atos e a forma com a qual lidamos com a busca pela felicidade.

Uma das cenas mais surpreendentes está logo no início do filme. São apresentadas pesquisas que demonstram que um trabalhador autônomo indiano, que vive muito próximo da linha da pobreza, tem, em média, o mesmo nível de felicidade que um cidadão norte-americano de classe média. O segundo, por sua vez, tem uma renda média quase dez vezes maior que o primeiro. Além disso, desfruta de muito mais conforto e tem acesso a níveis de consumo muito superiores.

A linha da pobreza, definida pelo Banco Mundial, considera a renda diária média de US$ 3,20, ou aproximadamente R$12. Ou seja, alguém que sustente a família com um salário mensal de R$ 360. A renda média de uma família norte-americana de quatro pessoas gira, em 2019, em torno de US$ 6 mil por mês, ou seja, cerca de R$ 24 mil.

Esses fatos contrariam o modelo de felicidade ocidental.  Ou seja, a crença que a felicidade depende majoritariamente da acumulação de bens materiais e do sucesso individual. Isso nos faz pensar: o que é necessário fazer para ser feliz?

 

Cena do documentário Happy. Foto: Netflix/Divulgação

 

História da felicidade

Para responder a essa pergunta, Happy faz uma breve contextualização da importância dada à felicidade ao longo da história. Para isso, são apresentados diversos documentos, como textos da antiguidade clássica, livros de medicina da Idade Média e, até mesmo, a Constituição Federal dos Estados Unidos. Todos descrevem a felicidade como algo que as pessoas devem buscar. Entretanto, este tema não foi estudado a fundo. O motivo disso é a dificuldade de mensurar, quantitativamente as pesquisas. A felicidade sempre foi observada sob o paradigma de ser o estado de ausência de depressão ou melancolia.

Felicidade e Ciência

O filme apresenta, ainda, pesquisas atuais que buscam estudar a felicidade enquanto objeto. Assim, foi demonstrado, primeiramente, que cerca de 50% dos fatores definidores dos níveis de felicidade de uma pessoa dependem de sua constituição genética. Em segundo lugar, 10% depende das circunstâncias em que se está inserido, como a renda, local em que vive e reconhecimento social. E por último, mas não menos importante, 40% é o número de fatores que fazem parte de um campo ainda não explorado.

Para explorar essa zona ainda desconhecida desenvolveu-se, a partir das últimas décadas, a psicologia positiva. Ela se ocupa de quantificar a felicidade dos indivíduos e pensar maneiras de oferecer ferramentas para aumentar o nível de felicidade. A psicologia positiva é altamente explorada no documentário, podendo ser considerada o fio condutor de toda a trama.

Onde ver?

O filme Happy está, atualmente, disponível na Netflix. A obra trata, com linguagem simples e um formato dinâmico sobre um tema complexo e caro à humanidade.  Além de introduzir o espectador a alguns conceitos da psicologia positiva e suas descobertas, o documentário pode despertar questionamentos e levar a mudanças de comportamento que poderão torná-los indivíduos mais felizes.

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