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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Grupo Trampulim completa 25 anos de risos e riscos

Celebração será com o aperfeiçoamento dos atores palhaços em buscas de novos caminhos para a linguagem cênica do Trampulim

Por Carol Braga

28/06/2019 às 18:52

Publicidade - Portal UAI

“Sabe que vem um filme”, comenta, em tom pensativo, o ator Tiago Mafra, o palhaço Sabonete. É esse inevitável exercício nostálgico que ele e seus companheiros do Grupo Trampulim tem feito nos últimos dias. Afinal de contas, em 2019, a trupe completa 25 anos de carreira.

“Não é porque a gente tem 25 anos de estrada que está mais fácil. Traz mais responsabilidade e vontade de ter força para completar mais 25”, diz.  Pois, sendo assim, diferentemente dos festejos comuns de datas exatas, o grupo fundado em 1994, dentro da Spasso Escola Popular de Circo, não planeja mostras especiais ou espetáculos inéditos para o momento.

Atualmente o elenco do Trampulim é formado por Adriana Morales, a palhaça Benedita Jacarandá, Tiago Mafra, o Sabonete, Chaya Vazquez, a Conselhos, Poliana Tuchia, a Socorro e Rafael Protner, o Afinete. Eles convidaram Renata Corrê do Grupo Umpossível e Luciano Antinarelli, da Cia Circunstância para marcar as bodas de prata com muito estudo. Tudo devidamente compartilhado com o público, claro!

Mostra de processo e Manotas musicais

A partir deste sábado (29), o grupo apresenta a primeira etapa da mostra que eles chamam de Risco e Riso. O que significa? Serão momentos em que os atores/palhaços vão abrir para o público o que descobriram sobre a possível combinação de duas metodologias de artes cênicas que podem ser  consideradas novas. São elas, o Sistema Impro, criado pelo inglês Keith Johnson, e as máscaras do palhaço, da canadense Sue Morrison.

Sendo assim, no sábado, às 11h, o grupo se apresenta no Centro Cultural Pampulha (R. Expedicionário Paulo de Souza, 185 – Itatiaia). No dia 5 de julho, às 20h, no Auditório da Escola de Belas Artes da UFMG (Av. Presidente Antônio Carlos, 6627 – Pampulha). Todas com entrada franca. No segundo semestre deste ano a pesquisa continua com mais cursos e oficinas com mestres do Brasil e exterior.

Em julho, o Trampulim participa, ainda, do festival “Férias nos Teatros”, promovido pela Fundação Municipal de Cultura. “Manotas Musicais” estará em cartaz no Teatro Francisco Nunes, nos dias 6 e 7 de julho, sábado e domingo, às 16h. Também dentro da programação do “Férias nos Teatros”, serão realizadas oficinas de circo com Lourenço Marques e Rafael Mourão e de palhaçaria com Adriana Morales e Tiago Mafra, no Espaço Cênico Yoshifumi Yagi / Teatro Raul Belém Machado, aos sábados, dias 13, 20 e 27 de Julho, com duração média de 3 horas cada. Toda a programação também é gratuita.

 

Grupo Trampulim. Foto: Henrique Manara/Divulgação

Estudos

Mesmo com a agenda de apresentações ativa, desde março os integrantes da companhia e seus convidados têm se dedicado a pesquisar os pontos de encontro dessas duas metodologias de artes cênicas que são bem diferentes mas que possuem alguns pontos de encontro. A atriz e diretora Mariana Muniz tem sido parceira fundamental na pesquisa do Trampulim sobre o Sistema Impro, baseado em jogos de improvisação teatral. Do outro lado, uma técnica com a qual o Trampulim já tem mais familiaridade. É a metodologia Palhaço Através das Máscaras, criada pela canadense Sue Morrison.

“Ficamos muito inspirados, estamos levantando ideias para um espetáculo. Mas isso fica para o futuro”, diz Adriana Morales. Segundo ela, a partir dos estudos, o grupo entendeu que é preciso primeiro finalizar a pesquisa para depois pensar algo para ocupar a cena propriamente dita.

Sendo assim, sem pressões de datas de estreia, o Trampulim tirou 2019 para estudar, testar, pesquisar, experimentar. O que é fundamental para o trabalho artístico.

O início

Já tem um tempo que o ator Tiago Mafra não passa pela esquina da avenida Francisco Sá e rua Erê no Prado. Se fosse ele, nem passaria por ali para evitar nostalgia. É que galpão que um dia abrigou a Spasso Escola Popular de Circo é hoje um supermercado. E foi lá que tudo começou.

Tiago Mafra e Adriana Morales foram alunos das primeiras turmas de circo da escola fundada por Rogério Sette Câmara e Inimá Santos Júnior. Foi ideia deles fundar o Trampulim que, nos primeiros anos, tinha um trabalho mais voltado para números circenses. “Eles fundaram o grupo antes da escola com aulas de ginástica olímpica. Como o circo era muito incipiente eles acabaram colocando essa pilha”, conta Tiago.

Dessa maneira, no começo, o Trampulim tinha um trio de palhaços e os acróbatas. Aos poucos, os números aéreos foram diminuindo, os palhaços ganhando mais espaço, assim como a música. Isso já eram os anos 2000, Tiago e Adriana estavam se formando e se apaixonando cada vez mais pela linguagem do palhaço, novos agregados chegando e o Trampulim seguindo seu caminho. “Nunca estudamos em escola de teatro, sempre fomos do circo mas agora estamos cada vez mais próximos do teatro”, conta Tiago.

Ao longo dessas duas décadas e meia, foram 18 montagens. Uma curiosidade é que as peças da companhia permanecem em repertório por muitos anos. Por exemplo, lá se vão 16 anos que eles fazem “Manotas Musicais”. A estreia mais recente é “Acorda”, de 2017.

Apresentações

“As coisas vão acontecendo, universo vai conspirando e só depois a gente vai entendendo”, comenta Adriana Morales. Toda fez que foi preciso definir o Trampulim, dizia que as bases eram a arte do palhaço, a música e a improvisação. “O palhaço vem como a figura que usa isso tudo para estar em cena”, explica. A música, por sua vez, sempre foi uma força complementar. A improvisação, por exemplo, aparecia mais na vontade de brincar, do aqui agora.

Portanto, o que o Trampulim faz na comemoração desses 25 anos é um mergulho mais radical – e vertical – no estudo do Sistema Impro para saber de que modo podem fazer com que a própria linguagem criada pelo grupo também evolua. “Nos interessa onde e como o palhaço pode transitar e usar isso em cena, na própria formação”, completa Tiago.

 

 

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