Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

O Terço festeja cinco décadas de trajetória em show único na capital mineira

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A apresentação do Terço, marcada para esta sexta-feira, terá as participações especiais de Cláudio Venturini, Marcus Vianna e Sérgio Melo

Patrícia Cassese | Editora Assistente

Formado em 1968, tendo lançado o primeiro disco dois anos depois, o grupo O Terço não precisou de muito tempo para se tornar uma referência do rock progressivo made in Brasil. “Logo após o grande sucesso dos Mutantes, acho que foi a banda que mais se destacou nesta vertente do rock”, entende Flávio Venturini, que entrou para o grupo em 1974, por indicação de Milton Nascimento.

O grupo O Terço, em foto de Jane Monteiro
O grupo O Terço, em foto de Jane Monteiro

Flávio Venturini permaneceu no grupo até 1977, mas, a partir dos anos 1980, voltou várias ao núcleo em projetos especiais, muitos dos quais propostos por Sérgio Hinds.

Como os fãs bem sabem, cantor e guitarrista, Hinds vem da formação original, completada pelo guitarrista Jorge Amiden (1950-2014) e pelo cantor, compositor e baterista Vinícius Cantuária.

Uma olhada rápída nesta trajetória deixa evidente que O Terço já ultrapassou o marco de 50 anos de fundação. Mas não, a baliza não havia sido comemorada até então, muito por conta de turbulências recentes de variadas naturezas, como a pandemia do novo coronavírus.

Convidados especiais

Neste ano, porém, Sérgio Hinds, Sérgio Magrão (que entrou no grupo O Terço após a gravação do segundo disco) e Flávio Venturini encontraram espaço nas agendas para festejar as cinco décadas, convocando, para a ocasião, além de um baterista (Sérgio Melo, do “The Voice Brasil”), os amigos e parceiros Marcus Vianna e Cláudio Venturini.

A reunião será nesta sexta-feira (14), às 21h, no palco do Grande Teatro Cemig do Palácio das Artes. No repertório, músicas que se tornaram icônicas na trajetória do Terço, como “Criaturas da Noite” e “Casa Encantada”.

Não bastasse, o público poderá adquirir, o livro “O Terço – 50 anos” (Editora Ibrasa), concebido a quatro mãos por Sérgio Hinds e o jornalista e pesquisador Nélio Rodrigues. Após o show, haverá sessão de autógrafos no foyer.

Tempos de delicadezas

Ao Culturadoria, Flávio Venturini diz entender que o show tem potencial de se apresentar em capitais brasileiras nas quais o Terço se apresentou com sucesso, como Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Salvador. “Mas, veja, ainda não é certo, por ora, não há nada marcado. Agora, este show vai ser gravado em vídeo e áudio, pode ser que aconteça de virar um DVD ou gerar material para redes sociais”, conta.

De toda forma, mesmo que ainda não haja desdobramentos, ele confessa a felicidade diante da oportunidade. “Porque 50 anos é muita história”.

Perguntado do que mais sente saudades da época áurea do Terço, Venturini ressalta que foi um período muito feliz. “Era o início da minha carreira e já de cara entrei n’O Terço, uma banda que fazia muito sucesso. E era uma outra época, realmente mais suave, vamos dizer assim. Mais leve”.

O artista prossegue: “A gente não tinha internet, celular tocando, whatsapp. Podia curtir a vida de maneira mais tranquila. Acho que é disso que tenho mais saudade, do astral dos shows e das tantas coisas bonitas que a gente viveu naquele tempo”.

Interesse das novas gerações

Perguntado sobre a renovação do público, Flávio Venturini pontua que a música do Terço de fato foi vencendo o passar do tempo. “Fizemos shows durante várias épocas, sempre lotados e com muito sucesso. A gente percebe que há um interesse das novas gerações em saber o que é o rock progressivo, que a minha geração e outras curtiram tanto”.

Sobre o repertório, ele ressalta a presença de duas músicas marcantes. “Uma, claro, é Criaturas da Noite’, que é o maior sucesso do Terço até hoje. A música deu nome ao disco que é considerado um clássico do rock progressivo brasileiro”, frisa.

Já a outra é “1974”, batizada assim por ter sido composta naquele ano. “Aquela época foi tão mágica para mim e para todo o grupo que a gente quis homenageá-la por tudo que estávamos vivendo. É uma música instrumental de mais de dez minutos, com muitos elementos de rock progressivo”, finaliza.

Discografia

Álbuns de estúdio
1970 – O Terço
1973 – Terço
1975 – Criaturas da Noite
1976 – Casa Encantada
1978 – Mudança de Tempo
1982 – Som Mais Puro
1990 – O Terço
1992 – Time Travellers
1996 – Compositores
1998 – Spiral Words
1999 – Tributo a Raul Seixas

Álbuns ao vivo

1975 – Ao Vivo em Londrina
1994 – Live at Palace
2005 – Ao Vivo 1976
2005 – Ao Vivo no Canecão
2014 – O Terço 3D

Serviço

O Terço
Participações especiais: Cláudio Venturini, Marcus Vianna e Sérgio Melo
Nesta sexta, dia 14, às 21h
Grande Teatro Cemig do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, Centro)
Ingressos:
Ingressos: R$ 200 (plateia 1), R$ 160 (plateia 2) e R$ 120 (plateia 3)
Vendas: pelo site da Eventim ou na bilheteria do teatro

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