fbpx
Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Grupo Galpão apresenta cinco peças na festa de seus 35 anos

Por Carol Braga

30/05/2017 às 16:44

Publicidade - Portal UAI

Grupo Galpão comemora 35 anos de carreira. O elenco é o mesmo há 22 anos. Crédito: Guto Muniz

Quando os integrantes do Grupo Galpão começam a se lembrar dos encontros que costumam ter com público depois das apresentações aparece um pouco de tudo. Se um ator conta do fã que nunca viu e sempre amou a trupe mineira, o outro se lembra da experiência no interior seja de Minas ou do Maranhão. Logo aparecem mais e mais depoimentos que coincidem em um ponto: como o Galpão é importante para a vida dessas pessoas e para o teatro brasileiro.

São 35 anos ininterruptos atividades. Nos 23 espetáculos montados ao longo da carreira, teve de tudo: diversos clássicos, obras contemporâneas, espetáculos de rua, palco italiano e até um sarau musical. Mostrar um pouco dessa diversidade é o tema temporada comemorativa que começa no dia 08 de junho, no teatro Sesiminas com a montagem de Nós, o caçula do repertório.

Na sequência teremos Os Gigantes da Montanha (16/06), De tempo somos (17/06) e Till, a saga de um herói torto (18/06) na Praça do Papa; Tio Vânia (aos que vierem depois de nós) (22 a 25 de junho) no Teatro Francisco Nunes seguido do repeteco de De tempo somos, no Teatro Raul Belém Machado (29 de junho). Depois os atores seguem com o repertório para o Rio de Janeiro, Natal, João Pessoa e Aracaju.

35 anos de pesquisa

“É um trabalho que começou em 1982, nasceu na rua e vem sendo fiel ao teatro popular e de rua ao longo desses 35 anos. Sempre nos propusemos ocupar todos os espaços possíveis”, comenta o ator Eduardo Moreira. Com um adendo importante: é um projeto artístico que cresceu, fomenta a formação de novas gerações via Galpão Cine Horto, cuida da memória e se mantém fiel ao estudo do teatro. “É sempre um desafio não repetir fórmulas”, acrescenta Eduardo.

Ao longo dessas três décadas o Galpão se tornou raridade no cenário nacional por alguns aspectos: nenhum grupo conseguiu manter regularidade de produção ao longo de tanto tempo; são pelo menos 22 anos em cena com o mesmo elenco; e também é uma das poucas companhia que assume com muita dignidade o envelhecimento de cada um de seus artistas dentro da cena.

Claro que isso se reflete naquilo que o Galpão leva para a cena. Nas duas últimas montagens do grupo Nós, com direção de Márcio Abreu e De Tempo Somos, dirigida por Lydia del Picchia e Simone Ordones a companhia olha de maneira mais intensa para si própria. O resultado surpreende.

Enquanto o sarau é um encontro afetivo com a trajetória musical, Nós é mais cru na forma como simboliza o mundo contemporâneo, as dores e as delícias das convivências. É uma montagem em que o Galpão experimenta um flerte mais intenso com a performance. Ou seja: um lugar novo, desconhecido, para quem está na lida teatral há mais de 30 anos.

Trecho da Entrevista Coletiva 

Próximo espetáculo

Como Eduardo Moreira destaca, cada montagem tem uma dificuldade específica. Os Gigantes da Montanha, por exemplo, clássico de Pirandello dirigido por Gabriel Villela tem demandas técnicas que são muito específicas. Já Tio Vânia, dirigido por Yara de Novaes, requer uma presença cênica dos atores em um registro totalmente diferente.

“Estar no jogo do teatro sempre exige muita vida. É preciso concentração para que não venha como um ato morto”, pontua Eduardo. “Basta ser verdadeiro”, completa Antônio Edson. Para Lydia, espetáculos como Nós ou De tempo somos, tem o sabor especial de surpreender a plateia. Mesmo aquela que acompanha o grupo há muito tempo. “O negócio é se colocar em desafios. O que a gente ainda não fez?”, questionou Chico Pelúcio.

O Grupo Galpão renovou a parceria com Márcio Abreu. Os atores e o diretor já estão conversando sobre a nova montagem, ainda sem data definida. Aliás, nada está definido. Por enquanto se debruçam em textos teatrais contemporâneos. O desejo é esse: partir de um texto pronto para falar do hoje, do agora.

Grupo Galpão 35 anos de teatro

08 a 11 de Junho – Nós. Teatro Sesiminas (Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia) R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). [COMPRE AQUI]

16 de Junho – Os Gigantes da Montanha. Praça do Papa

17 de JunhoDe Tempo Somos. Praça do Papa

18 de JunhoTill, a saga de um herói torto. Praça do Papa

22 a 25 de JunhoTio Vânia (aos que vierem depois de nós). Teatro Francisco Nunes (Av. Afonso Pena, s/n, Centro. R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). [COMPRE AQUI] 

29 de JunhoDe tempo somos. Teatro Raul Belém Machado (Rua Leonil Prata, s/n, Alípio de Melo. R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

photo

Bia Lessa dirigirá Macunaíma com Cia Barca dos Corações Partidos

A companhia Barca dos Corações Partidos vai montar Macunaíma com direção de Bia Lessa. Foi o que revelou Alfredo Del Penho e Renato Luciano, em entrevista ao Culturadoria. Eles estão em cartaz em Belo Horizonte com o espetáculo ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’.  A montagem tem previsão de estrear em março de […]

LEIA MAIS
photo

Grupo Pigmalião cresce no exterior sem perder conexão com o Brasil

Curitiba – Não restam dúvidas: Pigmalião Escultura que Mexe é o grupo mais internacional da atualidade no teatro mineiro. Com todo merecimento. São 12 anos de trajetória e a cada espetáculo a companhia se apresenta a novos desafios. Detalhe: sem abandonar as montagens mais antigas, nem o Brasil. Muito menos os temas que precisam ser […]

LEIA MAIS
photo

Teatros apostam em audiodescrição e Libras para inclusão

“Quando não tinha ninguém para ir comigo ao teatro, ficava na dúvida se deveria ir por conta da acessibilidade. Agora já vou sozinha e me sinto mais incluída”, conta Christiane Maria Moreira. É que a lei Nº 13.146, de 6 de julho de 2015, garante para as pessoas com deficiência direito à cultura em igualdade […]

LEIA MAIS