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Letra em Cena dá início à temporada 2024 lembrando Gonçalves Dias

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Primeira edição do Letra em Cena 2024, acontece neste 12 de março, no Centro Cultural Unimed-BH Minas, aborda obra de Gonçalves Dias

A primeira sessão da temporada 2024 do Letra em Cena será sobre a poesia de Gonçalves Dias (1823-1864), sob o olhar do professor da faculdade de Letras da UFMG Sérgio Alcides. O encontro acontece neste dia 12 de março, terça-feira, às 19h, no Café Cultural do Centro Cultural Unimed-BH Minas. De acordo com o jornalista e escritor José Eduardo Gonçalves, curador do programa literário do Centro Cultural Unimed-BH Minas, “Gonçalves Dias escreveu alguns dos versos mais populares de nossa literatura e influenciou gerações de escritores”. Assim, a declamação de poemas de Gonçalves Dias será feita pelo ator Odilon Esteves. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site da Sympla.

O professor da faculdade de Letras da UFMG, Sérgio Alcides, que vai falar sobre Gonçalves Dias no Letra em Cena (Pedro Freitas/Divulgação)
O professor da faculdade de Letras da UFMG, Sérgio Alcides, que vai falar sobre Gonçalves Dias no Letra em Cena (Pedro Freitas/Divulgação)

Sobre o autor

“Gonçalves Dias foi um dos grandes poetas do século XIX. No Brasil, foi um dos nomes mais importantes do movimento romântico, que aqui surgiu tardiamente”, diz Sérgio Alcides. A obra do escritor é grande em volume e qualidade. Ou seja, mesmo tendo vivido apenas 41 anos, Gonçalves Dias deixou poemas que são clássicos da literatura nacional. “A obra do poeta é extensa”, prossegue Alcides, pontuando que talvez a parte mais importante para os brasileiros, hoje, seja o conjunto das “Poesias americanas”. “Assim, ele reúne poemas ligados a temas brasileiros e ameríndios”.

Os poemas de Gonçalves Dias que na escola, eram chamados de “indianistas” pertencem a essa série. Muitos deles, como “I-Juca Pirama”, “O canto do Piaga”, “Leito de folhas verdes”, “Marabá” e “O canto do guerreiro” são, observa Alcides, obras-primas da poesia oitocentista, assim como a famosa “Canção do Exílio”.

Vida e obra

Antônio Gonçalves Dias estudou na universidade de Coimbra, o que contribuiu para a formação dele como poeta. “A estadia em Portugal teve importância para ele, porque, lá, teve acesso a uma universidade (numa época em que não havia universidades no Brasil)”, explica Alcides. O poema “Canção do Exílio”, foi escrito em 1943 e publicado em 1846, período em que o poeta estava em Coimbra. “O ‘exílio’, no caso, é só uma noção, a noção de estar desterrado, longe da terra natal”, diz o palestrante.

Sérgio Alcides, para quem não conhece a obra de Gonçalves Dias, indica a leitura inicial de Poesias Americanas. “São, inclusive, [poemas] muito atuais, sobretudo quando tratam dos ameríndios, de sua valentia e coragem, em contraste com a vida medíocre da burguesia imperial, metida em casacas e vestidos piramidais. Já os índios, quase despidos, ou, antes, vestidos com esplêndidos adereços feitos de plumas de aves nativas e fibras por eles mesmos tecidas, exibem, nesses poemas, corpos atléticos. Assim, como verdadeiras imagens de saúde e uma perfeita integração ao mundo natural, onde o leitor de poesia brasileiro oitocentista não sobreviveria nem por uma semana”, atesta o professor.

Serviço

Letra em Cena – Gonçalves Dias

Palestrante:
 Sérgio Alcides, professor da faculdade de Letras da UFMG
Leitura de textos: Odilon Esteves
Data: 12 de março, terça-feira
Horário: 19h
Local: Café do Centro Cultural Unimed-BH Minas (Rua da Bahia, 2.244)
Classificação: livre
Inscrições: Gratuitas no site da Sympla.

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