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O que achamos de O Gambito da Rainha

A série da Netflix está dando o que falar, viemos te contar nossas impressões e já adiantamos: vale a pena conferir

Por Fernanda Peixoto *

18/11/2020 às 15:27 | *Colaborador

Publicidade - Portal UAI
O Gambito da Rainha - Netflix

Se a série Emily in Paris deixou a desejar, a Netflix soube se redimir com O Gambito da Rainha. A minissérie conta história da menina prodígio no xadrez, Elizabeth Harmon, interpretada por Anya Taylor-Joy. Tanto no quesito personagem, quanto no figurino, O Gambito da Rainha trouxe uma história forte, personalidades complexas e roupas de tirar o fôlego. 

Narrativa bem feita

Lançada no catálogo da gigante do streaming no dia 23 de outubro, é quase que impossível não curtir a jornada da protagonista em O Gambito da Rainha. A história acompanha a garota da infância até a fase de jovem adulta e, mesmo com poucos episódios, o enredo conseguiu retratar o amadurecimento de Beth e o desenvolvimento de uma personagem densa e com características peculiares.

A história começa quando Beth vai para um orfanato: lugar que marcou o início da sua relação com o xadrez e com pílulas calmantes. Logo depois a vemos adolescente, perspicaz e sempre resiliente. Assim vai, como uma estrela em ascensão, mais real impossível, lidando com a genialidade e os abusos dos calmantes, os altos e baixos de uma mulher tentando conquistar um espaço totalmente masculino para a época.

Figurino que acompanha a personagem

O amadurecimento da personagem se deu, não só pelas mudanças de atitudes e posturas, como também pelas roupas que Beth usa. É claro ver como ela passa por fases, desde a menina sem personalidade do orfanato, até a glamurosa jogadora de xadrez. Durante toda a minissérie vemos Beth assumir diferentes visuais, como se tivesse tentando encontrar a sua melhor versão. E afinal, quem nunca passou por isso não é? Uma personagem de outra época, mas que dá a sensação de “gente como a gente” a cada momento, mesmo sendo tão genial no xadrez. 

Uma protagonista de respeito

Outro ponto que não podemos deixar de falar é como é fantástico ver uma personagem forte, num processo de autoconhecimento, de altos e baixos, se descobrindo e ganhando espaço em meios completamente masculinos. A complexidade personagem, o lado bom e o ruim dela, fazem com que Beth seja aquela amiga ali na tela. E mesmo que não entenda nada de xadrez, você vai ficar ali torcendo para que ela saia vitoriosa. Ah e não se deixe levar pela sinopse, pode até parecer chato ao ler, mas você vai se envolver ainda no primeiro episódio com aquela menina ruiva toda cheia de mistério.

 

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