Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Seis filmes com histórias de pais e filhos

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Com a chegada do Dia dos Pais no próximo domingo (13/08), selecionamos seis filmes sobre paternidade.

Por Helena Tomaz e Patrícia Cassese

Enquanto muitos países – em grande parte no hemisfério norte – comemoram o Dia dos Pais em março, no dia de São José, a data escolhida para celebrar a presença das figuras paternas no Brasil foi o segundo domingo de agosto. Sendo assim, a data está logo ali, no próximo fim de semana. Portanto, para inspirar as celebrações e, quem sabe, refletir sobre as relações entre pais e filhos, selecionamos seis filmes que tratam sobre as relações paternas. 

Trecho de Aftersun. O pai é um homem branco, de cabelos castanhos e blusa branca. A menina também é branca, tem cabelos escuros. O pai está apoiado no barco, de costas para o mar, e a menina está de frente para o mar.
Aftersun. Foto: O2 Filmes e A24. Direção: Charlotte Wells. Direção de fotografia: Gregory Oke

“Aftersun”

Lançado nos últimos dias de 2022, Aftersun é, provavelmente, o melhor retrato de uma relação entre pai e filha dos últimos anos no cinema. Na trama, somos conduzidos pelas memórias de Sophie (personagem de estreia da brilhante Frankie Corio). As lembranças da garota narram uma viagem de verão que fez com o pai, Callum (Paul Mescal), pela Turquia aos onze anos.

Se, no começo, o que vemos parecem ser lembranças felizes, com o passar do tempo, a atuação dos dois brilhantes atores nos mostra que ali há muito mais: Aftersun se consagra por escancarar o não dito. Não foi à toa que ouvi da boca de uma amiga, ao sair da sessão de cinema: “Achei que não estivesse acontecendo nada, até perceber que estava acontecendo tudo”.

Disponível em: Apple TV, Prime Video, MUBI.

“Meu Pai”

Se Aftersun explora a relação de um pai jovem e sua uma filha criança, em “Meu pai” (“The Father”, originalmente), vemos exatamente o contrário. O filme, adaptado de uma peça homônima, além de (logicamente, como o título indica) falar sobre paternidade, é uma obra sobre tempo e sobre cuidado. 

Quando Annie (interpretada por, ninguém mais, ninguém menos, que Olivia Colman) decide se mudar para Paris, ela busca por alguém para cuidar de seu pai. Ele (interpretado por Anthony Hopkins), por sua vez, sofre de demência e está cada dia mais frágil e confuso. 

Além da relação entre pai e filha, é interessante perceber como “Meu Pai” lida com as ferramentas – que, aqui, vão muito além do próprio texto – para narrar a confusão mental de Anthony. Além do fato, é claro, de histórias sobre inversões de papel nas relações de cuidado serem sempre potencialmente ricas. O longa foi premiado em seis categorias do Oscar de 2021, sendo um deles o de Melhor Ator, para Anthony Hopkins.

Disponível em: Netflix, Prime Video, YouTube, Apple TV, Paramount +.

“Capitão Fantástico”

Imagine crescer longe da civilização, apenas com seus irmãos e seus pais, em uma floresta afastada das cidades. É esse o cenário de Capitão Fantástico. Surfando na oportunidade do homeschooling (a possibilidade de crianças serem educadas sem frequentar a escola nos Estados Unidos), um casal decide criar seus filhos à própria maneira. As crianças aprendem a sobreviver sozinhas, têm contato constante com a natureza e estudam, ao lado do pai, grandes teorias da filosofia e da sociologia. 

Apesar dos conhecimentos adquiridos pelas crianças nesse modo de criação, no mínimo, inusitado, lhes faltam outros saberes. Eles não têm traquejo social, conhecimento da vida em sociedade ou dos costumes dos membros mais distantes da própria família. 

Quando uma doença da mãe das crianças os obriga a ir até a cidade, toda a forma de vida que eles conhecem começa a ruir, tudo é posto à prova. Inclusive a relação entre pai e filhos.

Disponível em: Star+, YouTube, Apple TV, Prime Video e Google Play.

“Milagre na Cela 7”

Esta produção Netflix registra um índice de 93% de aprovação na avaliação que a plataforma promove junto aos espectadores. Dirigido por Mehmet Ada Öztekin, “Milagre na Cela 7” é, na verdade, a adaptação turca de um filme sul-coreano de 2013, que, no caso, foi dirigido por Lee Hwan-Kyung.

A ação se passa nos anos 1980. Em cena, Memo (Aras Bulut ?ynemli) é um pastor de ovelhas que tem uma deficiência mental. Ele vive com a filha, a fofa Ova (Nisa Sofiya Aksongur), em um vilarejo situado na costa. Mas eis que, após um acidente, Memo é acusado de assassinato e, assim, condenado à morte. Encarcerado na Cela 7, junto a vários outros detentos que não entendem o comportamento do colega, Memo tenta lidar com a nova realidade. Para os mais sensíveis, é bom separar uma caixa de lenços de papel.

Disponível em: Netflix, Globoplay, Google Play, Prime Video, YouTube, Apple TV.

“I Am Sam – Uma Lição de Amor”

Quem assistiu a este filme de 2002, dirigido por Jessie Nelson, certamente vai acabar relacionando-o ao citado “Milagre na Cela 7” – que, claro, veio muito depois, mas tem premissa similar. 

Nesta produção norte-americana, Sam Dawson (Sean Penn) é um pai com deficiência intelectual que cuida da filha, Lucy (Dakota Fanning). A mãe da garota, uma mulher em situação de rua, os abandonou. Para dar conta do recado, Sam conta um grupo de apoio. 

Ocorre que, ao notar que a garota já está para ultrapassar a idade mental do pai, o Serviço Social entende que o melhor, para ela, seria morar em uma instituição. Sam, claro, revolta-se. Na luta pela filha, ele contará com o auxílio da advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), que, a princípio, só aceita o caso para provar, a colegas, que pode fazer uma defesa sem cobrar nada. Cereja do bolo: a trilha sonora.

Disponível em: Prime Video.

“À Procura da Felicidade”

Filme de 2006 dirigido por Gabriele Muccino e baseado em uma história real. Em cena, Chris Gardner (Will Smith) é um pai de família às voltas com problemas familiares. Ele achou que se daria bem comercializando scanners de densidade óssea portáteis, o que não aconteceu. 

Cansada, a mulher, Linda (Thandie Newton), resolve sair de casa por conta de um convite para trabalhar do outro lado da costa, em Nova York. Incumbido de criar o filho Christopher (Jaden Smith, filho de Will na vida real), de apenas 5 anos, ele passa vários perrengues, mesmo quando consegue um estágio. Assim, os dois acabam sendo despojados.

Com isso, passam a dormir não só em abrigos, mas, também, em estações de trem ou banheiros. Ah, sim. O filho de Smith no filme é Jaden Smith, que, como se sabe, é filho do ator na vida real.

Disponível em: Netflix, Prime Video, Google Play, HBO Max, Apple TV, YouTube.

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