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Filme sueco ‘Triangle of Sadness’ vence Festival de Cannes

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Crítica a super-ricos vence o Festival de Cannes. Prêmio de melhor roteiro vai para Boy From Heaven e deu empate no Grande Prêmio do Júri

Por Carolina Cassese | Correspondente

Sátiras sobre os super-ricos parecem nunca perder relevância. Provavelmente porque, mesmo nos contemporâneos tempos de crise, uma parcela ínfima da população segue acumulando uma quantidade absurda de  capital.  A vitória do longa Parasita em Cannes no ano de 2019 (quando o filme de Bong Joon-ho levou a Palma de Ouro). Posteriormente no Oscar, o mesmo filme mostrou que a discussão acerca das desigualdades definitivamente está na ordem do dia. Neste ano, o prêmio principal do Festival de Cannes também contemplou um filme que crítica os super-ricos: Triangle of Sadness, do sueco Ruben Ostlund.

O longa, que conquistou a Palma de Ouro neste sábado (28), conta a história de um casal de modelos que é convidado para um cruzeiro de luxo. A viagem, no entanto, não demora a se tornar um desastre. Essa não é a primeira vez que Ostlund é contemplado pelo maior prêmio de Cannes. Em 2017, a produção The Square, assinado pelo sueco, também venceu a Palma.

No que diz respeito aos outros prêmios do festival, quem levou melhor roteiro foi  Boy from Heaven do sueco de origem egípcia Tarik Saleh. Já o Prémio do Júri foi dividido entre Oito montanhas dos belgas Charlotte Vandermeersch e Felix Van Groeningen, e Hi Han / EO, do polaco Jerzy Skolimowski.

Confira aqui a lista completa.

Stars at Noon

Outro longa que se destacou no encerramento foi Stars at Noon, da diretora Claire Denis. O filme dividiu o grande prêmio com Close, de Lukas Dhont. Na conferência de imprensa da produção, a diretora francesa destacou o quanto se emocionou na noite de exibição do próprio filme. “Após a pandemia, ficou ainda mais evidente para mim a importância da sala de cinema. É sobre estar sozinho e junto ao mesmo tempo. Esse ambiente cria uma eletricidade que não existe em mais nenhum outro lugar”, destacou.

Inspirado no livro homônimo escrito por Denis Johnson, o filme de Claire Denis é centrado no encontro entre um empresário britânico (Joe Alwyn) e uma jornalista estadunidense (Margaret Qualley). No entanto, enquanto o romance se passa em 1984, Denis resolveu trazer a história para a nossa época. Ela exibe, inclusive, os  tempos de pandemia da Covid-19 no Panamá.

Qualley, que se destacou recentemente como a protagonista da série Maid (Netflix), era só elogios para a diretora: “Ela olha com tanto amor que você se sente bem para fazer qualquer coisa. Eu me sinto muito, muito sortuda”, destacou. Denis retribuiu a fala, ressaltando que se apaixonou por Qualley desde a primeira vez que a viu.

Claire Denis Foto: Festival de Cannes

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