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Festival BH Artes Cênicas terá mais de 50 atrações até o fim de julho

Por Thiago Fonseca

06/07/2018 às 12:05

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Foto: Samuel Mendes / Divulgação

Cadê o público que estava aqui? Foi baseada nesta pergunta que o Festival BH Artes Cênicas chega para fomentar o movimento na plateia no mês de julho. O evento promete buscar um intercâmbio cultural entre grupos, produtores e artistas de todo o país. Serão 62 espetáculo em cartaz, quatro oficinas e três debates/palestras.

O evento surge da constatação que era preciso pensar em semelhante à Campanha de Popularização do Teatro e da Dança para as férias do meio do ano.  “Vivemos um período complicado nas artes cênicas. Criamos o Festival para buscar novas alternativas. Dessa forma, fazer parcerias, entender melhor o que desperta o interesse do público, ou o que o afasta e, assim, fortalecer nossa arte”, explica Rômulo Duque, presidente do Sinparc.

Fomento

Festival de Teatro de Curitiba é uma inspiração, já que trabalha com espetáculos de todo país. Entretanto, mesmo com a promessa de intercâmbio com outros Estados, o Festival BH Artes Cênicas surge apenas com espetáculos de Minas. Segundo Rômulo a crise que afeta o país impediu trazer produções de fora. Mas, mesmo assim, era necessário já por o projeto em prática.

“Vamos começar com as produções daqui, independente se são inéditas ou não. Anunciamos o Festival e quem estivesse com espetáculo em cartaz se inscreveu. Estamos dando espaço para produções profissionais. O BH das Artes Cênicas se difere da Campanha por trazer espetáculos em estreia e a formação’, pontua Rômulo.

Estarão em cartaz 40 atrações adultas e 22 infantis, entre espetáculos de drama, comédia, contemporâneo, além de musicais e dança. ‘Açoteia’, ‘Amar-te’, ‘180 Dias de Inverno’, ‘Gua-ra-pa-rir’, ‘O Pródigo’, ‘Os Inocentes’, ‘A Bela e a Fera’, ‘Alice no País das Maravilhas’, ‘Mágico de Oz’, ‘O Rei Leão’ e outros estarão em cartaz. Algumas peças contarão com acessibilidade física, visual e auditiva.

Claro que a criação de todo novo evento deve ser celebrada, mas vale também o cuidado para não fazer mais do mesmo.

A atriz e diretora Rita Clemente ministrará duas oficinas no Festival – Foto: Bianca Aun / Divulgação

Atividades de formação

Para levantar a discussão sobre o público o Sinparc convidou profissionais da cena teatral do Brasil e de Minas. Eles estarão reunidos em debates e palestras. Entre os temas a serem abordados, questões ligadas a políticas públicas, ações de fortalecimento da produção teatral, economia criativa.

Na programação das ações formativas estão as palestras: ‘Política Pública’, ‘Cadê o público que estava aqui?’ e ‘Ações para fortalecimento da produção’. Roberta Luchini ministrará a oficina ‘Vivência em MoE: aplicando o teatro às educação’, Rita Clemente as oficinas ‘Processos criativos: a criação como ferramenta para o trabalho do ator’ e ‘Exposição de cenas em processo’. Por fim, o Grupo Quatroloscinco ministrará a oficina ‘A palavra em Cena!.

A programação completa, ingressos e as inscrições para as atividades de formação você confere aqui.

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