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FestCurtasBH 2020 será digital: saiba o que ver

O evento, que é um dos principais festivais de curtas do mundo, é realizado de 23 de outubro ao dia 1 de novembro e tem 102 filmes na programação

Por Thiago Fonseca *

22/10/2020 às 18:13 | *Colaborador

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Evento homenageia a cineasta Carole Roussopoulos / Foto: Arquivo Pessoal de Carole Roussopoulos

“O maior desafio desta edição foi como transformar a distância em proximidade”, revela Ana Siqueira. Ela é curadora do 22º FestCurtasBH. O evento será realizado de 23 de outubro ao dia 1 de novembro em plataforma própria. Neste ano, a curadoria pretender instigar o público a refletir sobre a dimensão política dos corpos em tempos pandêmicos. Além de prestar homenagem à cineasta Carole Roussopoulos.

“A principal mudança é a migração para o online, além da data. Tivemos que pensar o que funciona à distância. Reduzimos a programação em 20%. Por outro lado, vamos conseguir ter conversas com estrangeiros, mais acessos e conexão de diferentes pessoas”, conta a curadora.

O formato

Mesmo em ambiente digital, o evento segue com escopo do presencial. Sendo assim, terá as Mostras: Especial – Carole Roussopoulos: Câmera na mão, Corpo na luta; Infantil; Juventudes; Animação; Corpo Político; A Vida das Coisas; Competitiva Minas, Brasil e Internacional. Tem premiação de R$ 3 mil do Júri Popular e de R$ 5 mil do Júri Oficial nas três últimas categorias. Na programação, 102 filmes, de 34 países e 12 estados brasileiros.

As produções podem ser vistas pela plataforma Cine Humberto Mauro Mais. As votações, debates e premiações também serão nela. “Festivais de cinema tem uma importância enorme por ser um lugar que se encontram e cruzam pessoas de todas as áreas do cinema. Além disso, de debater temas importantes. O FestCurtasBH cuida muito bem desse encontro”, ressalta Ana.

Como a programação é bem extensa, deixamos aqui seis indicações das mostras que não  competitivas e que você não pode perder.

Foto: Ponte Produções

Swinguerra, de Barbara Wagner e Benjamin de Burca | Pernambuco – Brasil, 2019, 23’

Este é um título que caiu nas graças do público na 58ª edição da Bienal de Veneza. Swinguerra, em resumo, mostra o ensaio de três companhias de dança de swingueira pernambucana. Eles são feitos em uma quadra. O curta relata a tensão dos grupos ao serem observados pelos rivais.

Você pode assistir ao filme no FestCurtasBH das 20h do dia 29/10 às 20h do dia 31/10.

Pirámide Erosionada (Eroded Pyramid), do Coletivo Los Ingrávidos | México, 2019, 9’

A produção mexicana é diferente do que o público está acostumado a ver. Segundo o material de divulgação, “é uma experiência feroz em um único quadro e free jazz, completamente desligada das tradicionais tramas lineares do cinema. A sinopse poética: A pirâmide já foi uma montanha.” Um linguagem já experimentada pelo Coletivo Los Ingrávidos.

Disponível das 20h do dia 24/10 às 20h do dia 26/10.

Carne (Flesh), de Camila Kater | São Paulo – Brasil/Espanha, 2019, 12’

O curta é um documentário animado. Em síntese, a história passa por cinco mulheres que compartilham experiências em relação ao corpo em todas as fases da vida. Cinco técnicas foram utilizadas na produção: animação de pintura a óleo, em aquarela, digital 2D, massinha e pintura. O curta já passou em festivais de diversos países como, por exemplo, França, Canadá, Holanda, Alemanha e EUA.

Veja das 20h do dia 29/10 às 20h do dia 31/10.

Warum Schnecken Keine Beine Haben (Why Slugs Have no Legs), de Aline Höchli | Suíça, 2019, 11′

Esta é uma animação infanto-juvenil, mas que agrada à todas as idades. Foi feita em aquarela e não tem diálogos. Contudo, conta a histórias de lesmas que se tornam insuportáveis ​​para seus colegas de trabalho. Sendo assim, durante a grande crise financeira na cidade dos insetos, as abelhas têm que tomar uma decisão para salvar a todos. A produção estreou em Toronto e foi bem elogiada.

Assista das 20h do dia 25/10 às 20h do dia 27/10.

A Fool God, de Hiwot Admasu Getaneh | França, 2019, 19’

A Fool God é o representante da Mostra Juventudes e fala sobre crença e religião. É a história de Mesi, uma menina que salva o irmão de matar um galo em um rito religioso. Logo em seguida, a mãe dos garotos morre e a avó coloca a culpa na menina por desobedecer aos mandamentos religiosos. Mesi então, decide revirar os livros e histórias para ter sua própria crença. O curta já passou pelo Festival Internacional de Cinema de Berlim.

Disponível das 20h do dia 30/10 às 20h do dia 01/11

Maso et Miso vont en bateau, de Carole Roussopoulos, Delphine Seyrig, Iona Wieder e NadjaRingart | França, 1976, 55′

Esta produção é uma das escolhidas para homenagear Carole Roussopoulos. O longa, o único do evento, faz uma paródia da entrevista de Bernard Pivot ao então secretário de estado da condição feminina da França, Françoise Giroud. Sendo assim, expõe ao ridículo o posicionamentos machistas e misóginos dos entrevistados.

Você confere a produção no FestCurtasBH das 20h do dia 31/10 às 20h do dia 02/11.

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