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Fãs e críticos listam cinco motivos para ir ao show de Roger Waters em BH

Por Thiago Fonseca *

16/10/2018 às 07:43 | *Colaborador

Publicidade - Portal UAI
Foto: Kate Izor / Divulgação.

Roger Waters desembarca em BH no dia 21 de outubro com a já polêmica turnê ‘Us + Them’. Sendo assim, montou setlist com canções mais conhecidas do Pink Floyd e novas de seu trabalho solo. Uma apresentação que promete ser política, inesquecível e emocionante. O Culturadoria conversou com fãs e críticos de música para apontar os cinco motivos pelos quais você deve ir ao show deste domingo.

Oportunidade quase única

Esta é a sétima vez que Roger Waters chega ao Brasil e a primeira em BH. Segundo a jornalista Márcia Costanti, que é fã de Roger desde a adolescência, quem gosta do músico ou de Pink Floyd não pode perder a apresentação. “Roger está com 75 anos. Já é um senhor. Não se sabe se ele retornará com turnê. Talvez essa seja a última oportunidade de escutar as músicas do Pink Floyd ao vivo”, diz.

A estudante Flávia Marques, de 31 anos, também fã do cantor, concorda com Márcia. Segundo ela, é uma chance incrível para ver a velha guarda do rock mundial se apresentar. “Ele pode parar de tocar, sendo assim, a primeira oportunidade de ver Roger a pessoa tem que aproveitar. A experiência é única. Já fui em um show dele em 2012 e recomendo”, afirma.

Show politizado

“Roger Waters é um cara politizado. É uma figura engajada com a história e política. Sempre se posiciona em relação a algum fato do momento. Em seus shows faz algum protesto. Acho bem provável que vá fazer algo político na apresentação em BH”, comenta Rodrigo James, crítico de música. Márcia também destaca essa característica do show do ex-Pinky Floyd. “Em 2012, em São Paulo, ele falou em português sobre Jean Charles. Podemos esperar uma manifestação política por parte dele. Roger é muito atento e envolvido com o que acontece no mundo”, afirma.

“Além de ser uma lenda do rock Roger Waters é um ativista. Mais do que nunca o rock precisa de uma veia ativista. Certamente ele vai comentar algo sobre política durante o show. Ele é um cara franco, não tem papas da língua e medo”, afirma o crítico de música Gustavo Morais.

No show em São Paulo, no dia 9, e em Brasília, no dia 13, Roger exibiu no telão #elenão e colocou o nome de Bolsonaro em uma lista de líderes mundiais classificados por ele como neo-fascistas. Ou seja, é quase certo que vá repetir a manifestação aqui em BH. Em junho do ano passado, o cantor mostrou ciência do momento político que o Brasil vive e mandou um recado ao país em uma postagem nas redes sociais. Nela, usou uma foto do presidente Michel Temer e a legenda: “Brasil, é essa a vida que vocês realmente querem?”.

 

Foto: Kate Izor / Divulgação

 

Excelência técnica e estética

A banda Pink Floyd sempre foi conhecida pela excelência técnica. Da mesma forma são os shows de Roger Waters. De acordo com Lucas Botelho, fã de Roger desde criança, o público pode esperar uma apresentação impecável. “No show é possível prestar atenção na complexidade das harmonias e na capacidade em que Roger tem de criar história com a música. Um som que sai fora da curva”.

“Os shows de Roger são marcados por terem um sistema de som de última geração, quadrifônico e que pega o estádio inteiro. Sempre se preocuparam com qualidade técnica e experiência em cima do palco e da pessoa que está ali assistindo”, comenta Rodrigo. Quem acompanha a carreira do músico sabe que é um espetáculo visual. “Na turnê de 2012 de ‘The Wall’ havia um muro de fora a fora do palco que desmontava. Os shows de Roger são sempre um espetáculo visual e sensorialmente muito bem feitos. Há muito investimento em iluminação e efeitos”, comenta Flávia. “O show conta com muito aparato tecnológico, aparatos visuais e pirotecnia de última geração. Não é um simples show. É semelhante a estar dentro de um filme. A técnica de Roger é tão boa que se ele fosse artista circense, seria do Circo de Soleil”, diz Gustavo.

O espetáculo conta com uma superprodução: são, em média, oito dias para montagem de toda a estrutura e quatro para a desmontagem. A realização da turnê no Brasil utiliza 4 kits de equipamentos que somam 25 carretas de material. O palco possui mais de 1.000m² e conta com um telão de LED com 790 m². O show também conta com infláveis que interagem com o público, um deles o porco com medida de 6mx10m.

Experiência

Misturar um ícone do rock, com músicas emocionantes e show tecnológico em um só lugar faz a turnê de Roger Waters ser inesquecível. “Não é apenas um show, é um espetáculo. As pessoas saem anestesiadas”, comenta Márcia. Já Gustavo afirma que ir ao show é um acontecimento social importante. “Estar ali é ser testemunha ocular do que a música passou da década de 60 para cá”.

Referência no rock mundial

Roger Waters é considerado um dos ícones do rock mundial. Um dos fundadores da Pink Floyd foi baxista, vocalista e letrista. Percorreu gerações e viu o rock progressivo crescer. Sendo assim, é considerado por Gustavo como uma entidade. “Um cara com 75 anos, que viu o rock acontecer, e que ainda roda o mundo. Um artista no mínimo exemplar. Referência obrigatória”, pontua Gustavo. “Um dos caras mais antigos que vem de décadas atrás e carrega uma bagagem do Pink Floyd”, comenta Flávia. “Se a gente pensar em termos de transgressão musical, Roger inovou muita coisa em dinâmica e conceitual. Levar isso para os palcos é sensacional. Imperdível”, afirma Rodrigo.

[O QUE] Turnê ‘Us + Them’, de Roger Waters [QUANDO] 21 de outubro, às 21h [ONDE] Estádio do Mineirão – Av. Antônio Abrahão Caram, 1001, Pampulha – BH [QUANTO] de R$ 150 a R$ 720

[COMPRE AQUI] 

 

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