fbpx
Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Quarta Queer 5ª Edição

Publicidade - Portal UAI
Foto: Imagem Canvas Pro/Culturadoria
[QUANDO]
15/07/2020 a 26/08/2020
[QUANTO]
Gratuito
[ONDE]
Instagram: @quartaqueer e @plataformabeijo

15/07 às 19h – Conversações : Corpas e fracassos como modos de criação com Vina Jaguá

29/07 às 19h – Conversações: Teatros e Rituais com Aisha Brunno

12/08 às 19h – Conversações: Invenções ou Porque fazemos arte hoje? com Eli Nunes

26/08 às 21h – BINGONA (Bingo-performance)

[ONDE] Instagram: @quartaqueer e @plataformabeijo

A programação Conversações é gratuita e acontece em 3 quarta-feiras, sempre às 19h, através do Instagram da @quartaqueer. Para a participação na BINGONA, que acontece através do Instagram da @quartaqueer e também da @plataformabeijo, no dia 26 de agosto, às 21h, haverá venda de cartelas pela internet pelos realizadores.

Informações de divulgação:

Com curadoria de Cláudio Dias, da Companhia Luna Lunera, e de Igor Leal, da Plataforma Beijo, os encontros têm o objetivo de ampliar a visibilidade da arte produzida por pessoas LGBTQIA+ para além dos seus públicos habituais, promovendo discussões acerca da arte que foge dos padrões heteronormativos e cisgêneros, e fazendo um recorte do panorama artístico-cultural LGBTQIA+ do estado. Nessa edição, Igor vai realizar conversas com as artistas convidadas Vina Jaguá, Aisha Brunno e Eli Nunes e, no encerramento, a BINGONA, bingo-performance com as artistas Will Soares e Cláudio Dias (DJ Papito), promete instaurar um ritual festivo e de celebração, mesmo num tempo de distância e isolamento.

 

No dia 15 de julho, na conversa com a artista e performer Vina Jaguá, serão compartilhadas as dúvidas e desafios artísticos no mundo de pandemias e a tentativa de encontrar outros potenciais para invenção de uma nova vida. A partir de suas vivências artísticas e também  do coletivo Queerlombos de Ouro Preto, serão compartilhados verbos para desmontar, desfazer, não chegar a ser, não saber, na aposta de encontrar formas mais criativas e cooperativas de estar no mundo. Um movimento da derrocada a produções e experimentos audiovisuais entre corpos e tecnologias.

 

Com a atriz Aisha Brunno, no dia 29, a proposta busca gerar um espaço de magia como intervenção política e criativa. A conversa é ampla sobre os possíveis teatros e rituais cotidianos e afirma uma ideia de ação que visa provocar deslocamentos naquilo que já está pronto como realidade. Com os saberes que nossas avós nos ensinaram, dos chás às simpatias, e com nossas vozes, propõe-se a invenção de uma realidade no espaço virtual para tocar nos corpos, nas aparências, na guerra, na pobreza, nos preconceitos e na arte.

 

Já em 12 de agosto, com o dançarine e drag-king Eli Nunes, a conversa e troca navega nos cruzamentos entre movimento, corpo, mente, espiritualidade e tela, na produção de sentido das criações em tempos de pandemia. Dessa forma, conversaremos sobre os procedimentos de cuidado e fertilização da vontade criativa como modo de permanência e sobre as infiltrações na ordem hegemônica das produções da indústria cultural e de mercado, tudo isso com muita irreverência e afetação.

 

SOBRE QUARTA QUEER

Com primeira temporada realizada de junho a setembro de 2018 no Teatro Francisco Nunes, em 4 edições, a Quarta Queer surge com o objetivo de superar práticas recorrentes de esquecimento e silenciamento de saberes culturais de pessoas LGBTQIA+. Isto é, sujeitos que não comportam e compartilham da heterossexualidade dominante são impedidos historicamente de produzirem produzirem memória coletiva e social. As lésbicas, gays, bissexuais, as travestis, trans, intersexos, não binários e uma multidão queer produzem significados coletivos de forma a exercerem o direito de construir publicamente uma memória coletiva de sua existência, para romper o silêncio e o local clandestino de suas vidas. Nesta perspectiva, a Quarta Queer busca ativar as memórias LGBTQIA+ em tempos de pandemia. O evento é uma parceria da Plataforma Beijo com a Cia Luna Lunera.

 

SOBRE PLATAFORMA BEIJO

A Plataforma BEIJO é uma frente artística-política de resistência à norma heterossexual e cisgênero formada por diferentes artistas LGBTQIA+ de Belo Horizonte e Grande BH (MG). Temos como objetivo promover trabalhos artísticos que friccionam as dimensões estéticas, éticas e políticas em sua linguagem. Em atividade desde 2014, quando promoveu uma performance contra a violência sexual no Carnaval de Belo Horizonte, a Plataforma tem em sua trajetória a cenas curtas “Não Conte Comigo Para Proliferar Mentiras” (2015), “Minha História Que Nunca Vi” (2017), e os espetáculos “Espécie” (2017) e “Projeto Maravilhas” (2018), além das estreias previstas para 2021 de “Escapulário” e “Em Cura: Poéticas de Afeto nos Tempos de Destruição”. A Plataforma BEIJO também é a realizadora de outros projetos no carnaval mineiro como a Marcha da Diversidade (2016) e a Fecha a Santa (2017, 2018 e 2019), além de eventos que reúnem a comunidade LGBTIQ como a Afazeres Queers – Arte Viada no Centro (no Teatro Espanca!) e a Quarta Queer (no Teatro Francisco Nunes).

 

SOBRE CIA LUNA LUNERA

A Cia Luna Lunera é considerada uma das companhias de destaque na cena teatral brasileira. Seus trabalhos são fruto da pesquisa continuada e do diálogo com outros criadores contemporâneos do teatro, da dança, da música e das artes visuais. Ao longo de vinte anos de trajetória, a Cia já produziu sete espetáculos, com ampla repercussão nacional, que propõem ao espectador reflexões sobre temas e conflitos pertinentes à vida contemporânea. Com eles, vem circulando por todo o território nacional e em países como Argentina, Chile, Colômbia, México e Portugal.