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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Mostra de espetáculos Grupo XIX de Teatro

Publicidade - Portal UAI
Foto: Eduardo Figueiredo / Divulgação
[QUANDO]
12/11/2020 a 22/11/2020
[QUANTO]
Gratuito
[ONDE]
Plataforma Zoom

[QUANDO] 12 e 22 de novembro [ONDE] Plataforma Zoom

ACORDA, ALICE! ATAVÉS DA TELA!
Dias 12 e 14 de novembro 
– Quinta-feira, às 21h, e Sábado, às 19h

O ponto de partida é a chegada de seis mulheres em um espaço de encontro digital habitado por outras, que parecem saber sobre o tempo e sua passagem. As recém-chegadas perguntam e demonstram insegurança quanto as horas, os dias, os anos: Qual é o tempo em que vivo, o que ele marcou na minha carne? O que esperam de mim, de nós no decorrer desse tempo? Como ele nos percorre e como nós o atravessamos? Sempre marcado pelo tempo, o espetáculo percorre a trajetória cíclica da mulher, passando pelas fases da menina, adolescente, adulta e anciã. Nesse jogo, todas se misturam e se contagiam numa dança de cumplicidade e sororidade. As perguntas e as respostas já não importam mais, pois elas se colocam juntas neste tempo.

***
MEMÓRIAS DE CABECEIRA

Dias 13 e 15 de novembro – Sexta e domingo, às 20h

O espetáculo materializa, em uma experiência cênica, o plano da memória dos atores sobre seus avós e desperta as lembranças do público sobre seu próprio passado, que permanece ocupando o presente em forma de saudade. Através da investigação da memória dos atores, a história de quatro avós é remontada. Essas figuras presentes no imaginário comum, que carregam como peculiaridade a importância e saudade deixada nesses netos-atores e plateia, acabam se revelando como testemunhas, arquivos e índices de nossa própria trajetória.

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PLANTAR CAVALOS PARA COLHER SEMENTES

Dias 14 e 15 de outubro – Sábado, às 21h30, e Domingo, às 18h

Livremente inspirada no manifesto Falo Por Minha Diferença, do ativista chileno Pedro Lemebel, Plantar Cavalos Para Colher Sementes é uma peça-manifesto de caráter performativo que coloca em cena corpos que podem falar sobre aquilo que vivem, corpos a quem comumente não é dada a chance de ocupar esse espaço de poder que é também o teatro. A peça é a denúncia de um corpo que está morrendo, e que precisa gritar para se manter vivo. O que se propõe aqui é o encontro vivo, mas nem sempre confortável, com o OUTRO. Uma espécie confronto entre o manifestante e aquele para quem ele se manifesta para que através da recusa do silêncio, o deslocamento aconteça e possamos fazer ver a perversa estrutura que engendra discursos e mecanismos racistas, homofóbicos, misóginos e transfóbicos, e tensionar em nós o que é reprodução da norma e incapacidade de desprogramar o previsto.