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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Festival Curta Dança!

Publicidade - Portal UAI
Foto: Lucas Iago / Divulgação
[QUANDO]
03/12/2019 a 10/12/2019
[QUANTO]
R$ 10 (inteira), R$ 5 (meia) e atrações gratuitas
[ONDE]
Belo Horizonte, MG, Brasil
Comprar ingresso

Informações de divulgação:

Belo Horizonte recebe mais uma edição do CURTA DANÇA!. O evento traz à capital mineira uma programação com obras de curta duração, além de espetáculos, oficinas, mesa de debate e Café com Trocas, com discussões sobre a produção contemporânea de dança, gestão, sustentabilidade e ações de internacionalização para o segmento. De 3 a 10 de dezembro, o público belo-horizontino confere a programação distribuída em cinco espaços da capital: CRJ – Centro de referência da Juventude (Centro), e Espaço Aberto Cia Pierrot Lunar (Floresta), o Teatro Marília (Centro), além do Espaço Morada (Santo Agostinho) e Espaço Cafuá (Carlos Prates). Os ingressos custam R$10 e R$5 (meia) e estão à venda na bilheteria do teatro ou pela plataforma Lets Events – https://lets.events/e/curta-danca-bh. A inscrição para as oficinas também pode ser feita pela plataforma até 28.11 (quinta) e custa R$20. Os espetáculos de abertura e encerramento têm a entrada gratuita. Este projeto é realizado com os recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte e tem o patrocínio da MGS.

Na sua quarta edição, o festival recebeu cerca de 100 inscrições de várias partes do Brasil e América Latina. Entre os critérios propostos pela curadoria foi promover durante o evento o encontro de gerações, com bailarinos de longa trajetória e jovens artistas, além de priorizar a diversidade de estilos, que passam pelo hip hop, a dança contemporânea e a dança afro, entre outros.

Para o curador e idealizador do evento, Cris Diniz, “urge nos conectarmos mais, olhar para onde não olhamos. Ter Silvia Moura (CE) conosco, por exemplo, é dialogar com o que o Brasil produz, é ver o Sudeste repetindo o erro de enxergar apenas um lado, sem ver o todo. Quero estar dentro e fora, quero trocar com Cuiabá e Bogotá, quero estar em Boa Vista e Buenos Aires, quero ir a Montes Claros e Montevidéu. Acho importante nos perguntarmos o que é esse fora que tanto olhamos e repensar a construção de nossa história e de nossa produção artística, fora dos eixos convencionais, menos eurocentrada”.

A parceria com o CLT – Corredor Latinoamericano de Teatro, iniciada na última edição, foi mantida para 2019, possibilitando a vinda de artistas do Paraguai como Alejandra Díaz, que irá ministrar a oficina de Gestão para Dança, e da Colômbia, como Johans Moreno e Betancur com “VACI(j)A VACÍA de UNA sujeta múltiple” e Cesar Garcia com “Sopa de Papel”. O espetáculo “Cruces y Desvíos (Sujeto Bryan)” de Fernando Zapata Abadía encerra o festival no Teatro Marília, no dia 10 de dezembro, terça, com entrada gratuita e distribuição de senhas 1 hora antes.

Entre as obras nacionais estão previstas “Anatomia das coisas encalhadas” (Ceará), “Medusa ao Reverso” (Alagoas), “O dito, o não dito e o por dizer” (Bahia), “Por alguns cantos” (São Paulo), “We don’t have money, but we are funny” (RJ), “Por Elas” (Paraná), entre outros. De Minas Gerais e da cena belo-horizontina, foram selecionados 14 trabalhos, entre eles, “Corpos Negros Incena” de Evandro Passos e “PlaylistA” do Coletivo Movasse.

 Ao final de cada apresentação haverá a condução de bate-papo por um mediador referência no segmento. Os espetáculos serão apresentados no Teatro Marília e as danças de curta duração no Espaço Aberto Pierrot Lunar. “Não trabalhamos com um tema por ano, entendemos que o Curta Dança é o Curta Dança, e as relações se dão na construção diária do evento. Colocar um tema reduz e direciona o olhar para as danças e para as conversas”, reforça Cris Diniz

Para aprofundar as discussões desta edição, está prevista uma mesa de debate no CRJ – Centro de Referência da Juventude, com programadores de festivais do Brasil e da América Latina que pretendem “repensar os modelos dos festivais e sua função hoje na relação com a cidade, com o público e com os artistas”, explica Cris Diniz.  No dia seguinte, haverá um Café com Trocas que propõe um encontro informal entre artistas, produtores, gestores, programadores e interessados para intercâmbios e parcerias.

Com viés formativo ampliado, a quarta edição traz também cinco oficinas com enfoques em criação, identidade, gestão e internacionalização, que serão realizadas no CRJ, Teatro Marília e nos Espaços Morada e Cafuá – ambos referência na criação em dançaEntre os ministrantes estão Silvia Moura (Fortaleza/CE), Dana Isabel Piedrahita (Colômbia /Medellín), Johans Moreno (Medellín), Rubia Romani (Curitiba) e Alejandra Díaz (Paraguai/Argentina).

ESPETÁCULO DE ABERTURA

No dia 3 de dezembro, terça, 19h, Sílvia Moura (CE) apresenta no Teatro Marília seu solo “Anatomia das Coisas encalhadas”, inédito em BH. É uma criação artística e de vida, um inventário em cena do que a artista guardou por anos. A relação com o descartável. Através do uso, da manipulação dos objetos fazemos uma análise das nossas relações pessoas. Em cena a trajetória de cada um na luta pela convivência com o outro. Uma busca pelo entendimento das relações como modo de operar a vida, um chamado a observação do consumo desenfreado de objetos e ao uso das pessoas com parte de uma cadeia de consumo. (Estreia: abril de 2011 | classificação: LIVRE | duração: 60 min.) | Ficha Técnica: Argumento/Direção/Interpretação – Silvia Moura | Trilha Sonora – Uirá dos Reis | Figurino – Dário de Albuquerque | Imagens – Viviane Pinheiro | Produção executiva – Jota Junior Santos

 

CURTA DANÇA! EM NÚMEROS – 4ª edição 2019

> 26 obras: 24 danças curtas e 2 espetáculos.

> Das 24 danças curtas, 2 são internacionais (Bogotá e Medellín)

> Trabalhos de 5 estados brasileiros – São Paulo (SP), Curitiba (PR), Salvador (BA), Maceió (Alagoas), Londrina (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Volta redonda (RJ).

14 trabalhos de Minas –São João Del Rei, Juiz de Fora, Belo Horizonte e região metropolitana.

> 5 oficinas

> 1 mesa de debate e 1 Café com Trocas

> Programação distribuída em 5 espaços da capital mineira CRJ – Centro de referência da Juventude (Centro), Teatro Marília (Centro), Espaço Morada (referência na criação em dança), Espaço Cafuá (Carlos Prates) e no Espaço Aberto Cia Pierrot Lunar (Floresta)

 

FICHA TÉCNICA – CURTA DANÇA

Idealização: Cris Diniz | Curadoria: Cris Diniz e Fernando Barcelos | Coordenação Geral: Stephanie Cunha

Coordenação de Produção: Natálha Abreu | Coordenação técnica: Cris Diniz | Logística: Maria Rita Fonseca | Produção executiva: Laís Penna | Assistência de Produção: Siele Barbosa | Assistência da Coordenação técnica: Anna Paula Santos | Assessoria de Imprensa: Beatriz França | Redes Sociais: Letícia Leiva | Técnicos: Lui Rodrigues e Lucas Mathias | Arte Gráfica: Léo Quintão | Fotos: Maria Laura de Vilhena e Marú Moraes | Vídeo: Byron O’Neil | Financeiro: Marcos Queiroz | Assessoria Jurídica: Marina Florentino | Transporte: Martinho Álvares | Realização: Corredor Latinoamericano de Teatro

SOBRE CURTA DANÇA!

O Curta Dança é uma mostra de danças de curta duração, que podem chegar a no mínimo 1 minuto e que tem o foco em experimentação em dança. Idealizado por Cristiano Diniz, conta com a participação de mediadores que debatem com cada grupo artístico suas impressões ao final das apresentações, promovendo assim a troca e o diálogo entre os artistas e suas pesquisas de linguagem.

 

SOBRE CRIS DINIZ – IDEALIZADOR E CURADOR

Cris Diniz – Coordenador Internacional CLT / Estado de Minas Gerais, Brasil. Cristiano Diniz é formado em Artes Cênicas pela UFMG, Mestrando em Artes Cênicas pela UFOP. Atualmente é professor no CEFART do curso de Tecnologia da Cena e da UFMG nas cadeiras de Iluminação, Cenografia e Produção Cultural. Foi professor temporário de Direção, Iluminação e Cenografia no Curso de graduação em Teatro da UFSJ, Trabalha como ator, dublador, iluminador, cenógrafo e performer; é Coordenador Técnico dos festivais: FETO (Festival Estudantil de Teatro), Festival de Artes Cênicas de João Monlevade e um dos idealizadores e coordenadores do A-Mostra.Lab, Curta Dança, Curta Jovens Realizadores e Encontro Latinoamericano de Teatro de Grupo. Fez circulação do Sesc Palco Giratório como produtor executivo da Cia 5 Cabeças em 2016 e Pigmalião em 2017. Hoje é também ator convidado da Cia Pierrot Lunar, iluminador dos grupos: Grupo dos Dois, Trampulim e Cia Negra, além de outros trabalhos com cinema, teatro, dança e performance.

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