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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Exposição Poteiro, o popular e o público

Publicidade - Portal UAI
Obra As Três Raças / The Three Races - óleo sobre tela - de Antônio Poteiro
[QUANDO]
15/01/2020 a 30/03/2020
[QUANTO]
Gratuito
[ONDE]
CCBB - Praça da Liberdade - Funcionários, Belo Horizonte - MG, Brasil


Informações de divulgação:

 A mostra inédita traz para Belo Horizonte 30 obras do artista multidisciplinar português Antônio Poteiro. Além das peças que perpassam a vasta produção do autor, o público terá acesso, pela primeira vez, a fotografias do arquivo pessoal do artista junto a personalidades da cena cultural brasileira, como Burle Marx e Jorge Amado.

Com curadoria de Leno Veras, ele provoca um diálogo entre o crítico e o artista ao jogar luz sobre as questões levantadas pelas obras de Poteiro.  A discussão é trazida por episódios da história, traduzidos por meio das cores e formas livres da representação pictórica conhecida como cultura popular. A estética de Poteiro emerge da linguagem dita “primitivista” e abriga temas nada “ingênuos” (naïf), como na série em que a colonização brasileira é revisitada, da chegada das naus quinhentistas à construção de uma capital modernista.

Criador de um repertório narrativo amplo e diverso, Poteiro articula religiosidades e folclores, histórias e memórias, experiências e oralidades, em contínua construção de uma panorama da integração dos imaginários das civilizações que aqui convergiram, postulando um eixo discursivo que interconecta práticas dissociadas na produção erudita que, sobretudo por meio da pintura acadêmica, tardou em contemplar tais processos de integração.

Sobre o artista

Nascido em Braga, Portugal, e radicado na capital de Goiás, Antônio Poteiro fazia cerâmica utilitária antes de conhecer o pintor Siron Franco, que o incentivou a dedicar parte de seu tempo à pintura. Franciscano – sempre descalço e com longa barba – foi inicialmente classificado como naïf, sendo logo reconhecido pelos críticos como um pintor de rara inteligência visual. Dedicado às investigações sobre lendas e mitos originários, esteve por temporadas em comunidades indígenas. De origem humilde, conseguiu, devido sua perenidade e experimentação, reconhecimento de sua produção já na maturidade.

Poteiro iniciou seu trabalho com o barro, fazendo potes e vendendo-os para terceiros, e chegou a realizar diversas exposições nacionais e internacionais. Participou duas vezes da Bienal Internacional de São Paulo (1981 e 1991), da Biennalle Internazionale “NAIF”, Cittá di Como, Itália (1976) e da V Bienalle Internazionale “NAIFS”, entre Fiera e Lombardia, Itália (1980), da III Bienal de Havana, Cuba (1989), da III Bienal de Artes de Goiás (1993) e da Bienal Brasileira de Arte “NAIF”, SESC Piracicaba (1994). Recebendo, em 1985, o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) na categoria escultura. Em 1987 recebeu a comenda Ofiacialato da Ordem do Mérito, do governo português. Em 2010, faleceu em Goiânia, onde residia desde 1955.

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