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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Exposição Chandelier Kitihawa

Publicidade - Portal UAI
Foto: Nicolas Henry / Divulgação
[QUANDO]
21/11/2019 a 08/12/2019
[QUANTO]
Gratuito
[ONDE]
Museu Mineiro - Avenida João Pinheiro - Lourdes, Belo Horizonte - MG, Brasil


Informações de divulgação:

No dia da Consciência Negra, 20 de novembro, a Aliança Francesa, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e o Museu Mineiro, abre a exposição “Chandelier Kitihawa”, com fotografias do artista francês Nicolas Henry. A mostra é um conto em imagens sobre a história mundial da escravidão, que se passa entre a África e as Américas. O Museu Mineiro recebe a exposição que apresenta 12 grandes fotografias (100×150 cm) e uma narração ilustrada de 54 fotos. A entrada é gratuita.

Henry combina o envolvimento da comunidade e a expressão pessoal com a fotografia, a técnica de teatro, a iluminação cinematográfica e o suporte e cenografia feitos à mão. O resultado é uma série de imagens que obscurecem a linha entre ficção e realidade, atestando a importância de apreciar a diversidade cultural na busca por uma sociedade justa e igualitária.

A mostra é fruto de uma pesquisa histórica minuciosa, feita para identificar os heróis negros dos processos de descolonização, a dor causada, as utopias e como a África contribui para a humanidade. Foi criada uma plataforma criativa, onde os participantes puderam trocar ideias, falar sobre os desafios enfrentados por suas comunidades e expressar suas esperanças e ideias para o futuro. A série busca instigar a compaixão do público e inspirar a ação pela mudança. Das 53 imagens do projeto, o artista traz uma dúzia para o Brasil.

O título da obra evoca Kitihawa, personagem esquecida pela história, filha de um chefe ameríndio Potawatomi e esposa do mulato Jean-Baptiste Pointe Du-Sable, fundador de Chicago (EUA). O artista revisita os grandes períodos do tráfico de negros na história das Américas e faz conhecer os heróis que participaram da luta pela sua emancipação. A narrativa passa pelo Brasil, Guiana, os Negmarrons, Ilha de Goreia no Senegal, mas, também, pela Etiópia, Namíbia, Madagascar, África do Sul, Dominica, França e Inglaterra.

A série celebra a força e a resiliência de homens, mulheres e crianças diante das adversidades e destaca a importância de reconhecer a história uns dos outros, com o objetivo de atingir uma coexistência pacifica e harmoniosa.

Sobre o fotógrafo Nicolas Henry

Nascido na França em 1978, Nicolas Henry teve sua formação na Escola de Beaux Arts de Paris. Formou-se também em cinema, como diretor, no Institute of Art and Design Emily Carr em Vancouver, Canadá.

Paralelamente a sua carreira de iluminador e cenógrafo de espetáculos (música, dança contemporânea e teatro), ele percorreu o mundo durante três anos, como diretor, para o projeto “6 milliards d’autres” de Yann Arthus-Bertrand. Em 2009, Nicolas Henry foi responsável pela direção artística da exposição no Grand Palais.  Dando continuidade a seu trabalho pessoal, ele percorreu o mundo com o intuito de realizar uma série de retratos dos ancestrais do mundo inteiro – “Les cabanes de nos grands parents” (Edições Actes Sud). O artista combinou, neste trabalho, instalações plásticas e retratos fotográficos. Seus trabalhos, unindo fotografias e esculturas, foram expostos ao redor do mundo, de Nova Iorque ao Japão, Nepal, Nigéria, Coréia, Argentina… O filme “Comfortably Lost” (2011), do diretor Quentin Clausin se baseou na história deste teatro vivo.

Nicolas Henry esteve presente nos encontros de Arles em 2014 e 2016. Neste último ano, ele recebeu o prêmio Popcap’16 pela fotografia africana. Seu novo livro sobre as comunidades através do mundo, «Contes imaginaires autor du monde – World’s in the making» foi lançado em 2016 pelas Edições Albin Michel. Em 2017, recebeu o prêmio Méditerranée pelo melhor livro de arte deste ano.

Instituições, tais como, DuSable Museum of African American History, o Museu Nacional da Imigração de Paris, as aquisições do FRAC Guiana, ou a COP 21, o elogiam pelo sentido e compromisso com o processo artístico tanto quanto sua estética.

 

SERVIÇO:

Exposição Chandelier Kitihawa

Abertura: 20 de novembro, às 19h30

Visitação: a partir de 21 de novembro

Local: Museu Mineiro (Av. João Pinheiro, 342 – Lourdes, Belo Horizonte)

Entrada Gratuita

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