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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

10° Encontro Internacional de Palhaços ocupa Mariana

Por Thiago Fonseca *

06/09/2018 às 20:09 | *Colaborador

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Foto: Lincon Zarbietti / Divulgação

O palhaço Baiaco, sentado no sofá da recepção do hotel, revira a memória enquanto conta sobre sua trajetória e assiste a alguns episódios do programa ‘Os Trapalhões’. Fala emocionado e agradecido sobre o convite que recebeu. Ele é o homenageado da décima edição do Circovolante – Encontro Internacional de Palhaços, em Mariana. O evento é considerado um dos maiores do Brasil e deixará a cidade mais alegre até domingo, dia 9.

O clima por aqui é contagiante. Baiaco sente a energia especial. Ainda mais porque foi aqui no evento, na noite desta quarta-feira, dia 5, que voltou a se apresentar após quatro anos longe da arte. Um câncer no fígado lhe afastou dos palcos. Nesse hiato, viu a vida passar por um fio. Hoje, retorna com grande estilo. “Nunca esperava ser homenageado após o tormento que passei. Estou muito agradecido”, afirma.

O convite veio por telefone. Foi Xisto Siman que deu a notícia. Ao lado de João Pinheiro, o palhaço dirige o evento. Dessa forma, assim que soube de tudo que Baiaco passou, logo decidiu que neste ano o evento homenagearia o artista. Baiaco passou anos de sua vida dedicadas ao circo e a TV. Vindo de Niterói, no Rio de Janeiro, nasceu e cresceu no circo. Aprendeu todas as artes, entretanto, foi como palhaço que se encontrou, ainda aos sete anos.

Desde então, o artista trabalhou nos circos ‘Cacique’, ‘Universo’, ‘Charles Barry’, ‘Sarrasa, ‘Beto Carreiro’, e por fim, nos Trapalhões. Além de ser dublê de acrobacias de Dedé e Renato Aragão, foi também roteirista. Atuou em diversos episódios e turnês por aí. Ainda mantém contato com os amigos. Na apresentação de ontem, o palhaço esteve ao lado de Dedé.

 

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O encontro

Com tanta bagagem Baiaco olha para o passado e vê que a arte da palhaçaria mudou muito. Xisto também. “Com a quantidade de grupos que já passaram pelo encontro dá para ver que a palhaçaria é diversa e passa por transformações. Dessa forma, o encontro é um lugar onde as pessoas com diferentes tempos e vários estágios de desenvolvimento vem para dialogar, trocar conhecimentos e as mudanças”, comenta Xisto.

É com esse intuito que o evento recebe mais de uma centena de palhaços brasileiros e estrangeiros, com variados formatos de espetáculos para shows musicais, apresentações e rodas de conversa. Tudo ocupando espaços distintos da cidade. Mas nem sempre foi assim. Quando o projeto surgiu em 2008 foi a Praça Gomes Freire, conhecida como jardim, que recebeu o encontro.

Hoje, segundo Xisto, o evento é considerado como a grande festa da cidade. O cortejo, marcado para a tarde desta sexta-feira, dia 7, é esperado com grande expectativa. “Esse é um momento em que a gente homenageia e a cidade encontra com os palhaços. Famílias se maquiam e fazem figurino. A cidade se prepara para a festa e recebemos um carinho enorme das pessoas. Um momento de confraternização e união”, pontua Xisto.

 

‘A turma do palhaço Biribinha’ – Foto: Lincon Zarbietti / Divulgação

 

Programação

Em resumo, as atrações do evento são robustas e procuram atender a todos. São espetáculos com artistas e palhaços do Brasil, Argentina, Uruguais, Itália, e por fim, França. As atrações ocuparão as praças da Sé e Gomes Freire (Jardim), a rua Frei Durão, a Praça Minas Gerais, além de asilos, hospitais e distritos de Mariana. O encontro ainda conta com Bandas, cantores e DJs. A programação completa você confere clicando aqui.

 

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