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Em Paisagens Sonoras Flávio Venturini passeia por estilos de 45 anos de carreira

O disco foi lançado em novembro de 2020 e une sonoridades de mais de quatro décadas de trajetória

Por Jaiane Souza *

03/12/2020 às 16:40 | *Colaborador

Publicidade - Portal UAI
Foto: @Anchellfotografia / Divulgação

Há sete anos Flávio Venturini não lançava um álbum de inéditas. Mesmo assim, desde 2017, andou colocando no mundo singles do disco Paisagens sonoras. O resultado são 12 canções que passam pelas mais diferentes identidades de Venturini como compositor: baladeiro romântico, folk mineiro, soul, a pegada do 14 Bis e do Clube da Esquina.

A voz em todas as faixas é inconfundível, tem a suavidade e presença marcante do artista. Além disso, harmonicamente, reflete a experiência e mostra como a carreira foi construída de forma sólida. Como todos os trabalhos e parcerias dialogam na personalidade do disco.

Durante o período que ficou sem gravar, Venturini participou de turnê com o 14 Bis, grupo que foi um dos fundadores, e com Sá & Guarabyra. O encontro resultou em DVD e CD. Confira o show completo aqui

Paisagens sonoras é o primeiro volume de uma sequência de três. O último da série eram registros instrumentais de apresentações em festivais e trilhas de filmes.

Faixas

A canção de abertura, Girassol, traz de cara aquele violão característico de Venturini, sabe? Que anuncia que vem aí uma música que vai acalentar e despertar memórias e sensações. Tem uma aura nostálgica! A letra resume exatamente a romanticidade já citada. É uma parceria com o músico, também mineiro, Cláudio Fraga. Além dela, o viés romântico está nas faixas Uma cidade um lugar, ao lado de Murilo Antunes, e Azul com poeiras de ouro, com Ronaldo Bastos. 

Outro destaque é a faixa O que é normal, composta por Frederico Heliodoro, filho de Affonsinho, e Vitor Velozzo. É uma música emocionante. Traduz e reflete a sensação dos tempos de pandemia. A letra é sobre a passagem do tempo. Além disso, questiona o que é “normal” e pede calma.  

Tem ainda aproximação com o Rio de Janeiro em Lua de Marajó, O céu de quem ama e em Viver a vida. Em resumo, Paisagens sonoras é um disco que caminha de Minas a Belém. Com traços da origem musical de Flávio Venturini até os mais recentes encontros. 

Novas e antigas parcerias

É sempre interessante quando um artista já consolidado e com anos de estrada dialoga com os parceiros de longa data e, ao mesmo tempo, com nomes da nova geração. Em Paisagens sonoras, Venturini mostra na prática essa troca de experiências. Estão presentes grandes nomes como Murilo Antunes, Ronaldo Bastos, Nilson Chaves e Luiz Carlos Sá (da dupla com Guarabyra).

Por outro lado, prestigia novos compositores também. Entre eles, os já mencionados Frederico Heliodoro e Vitor Velozzo em O que é normal, e Edmar Gonçalves e Marco Lupi na faixa Em cima do tempo

Em suma, o trabalho de Venturini com o produtor mineiro Christiano Caldas consegue unir todas as nuances de forma concisa. O resultado é um disco que exprime o estilo de Venturini, mas, ao mesmo tempo, o perfil dos novos artistas.

Ademais, Paisagens sonoras está no YouTube e nas plataformas de streaming. Ouça no Spotify. Para adquirir o CD físico acesse o Instagram @produtosventurini

 

paisagens sonoras

Foto: @Anchellfotografia / Divulgação

 

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