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Musical ‘Elza’ em BH: conheça as mineiras que interpretam a cantora

Por Thiago Fonseca*

21/11/2018 às 07:56

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Foto: Leo Aversa / Divulgação

Laís Lacôrte, Janamô e Julia Tizumba além de serem multiartistas mineiras, dividem agora um mesmo papel: o de Elza Soares. As três fazem parte do elenco, de 7 mulheres, que dão vida à protagonista no musical que chega a BH nos dias 24 e 25 de novembro. A direção é de Duda Maia, direção musical de Pedro Luís e dramaturgia de Vinícius Calderoni.

Janamô lembra com emoção da primeira apresentação para Elza. Foi na sala da casa da artista que sentiu as pernas tremer diante tanta emoção. “Somos sete mulheres sonhadoras em cima de baldes. Não tem como não ficar emocionada, ainda mais apresentando para a Elza. Estou vivendo um sonho”, conta. Após o aval da cantora, o musical estreou em julho no Rio. Agora ganha o Brasil.

Elzas mineiras

Laís, Janamô e Julia são nascidas em BH e fizeram carreira na cidade. O elenco ainda conta com duas baianas, uma carioca e uma potiguar. “Poder dividir o elenco com outras duas atrizes que já conhecia é muito interessante. Apresentar em casa é diferente, tem um peso maior. Tem o lugar do afeto, da família e de estar no lugar onde você construiu sua vida”, explica Lais Lacôrte.

Aos 28 anos, sente lisonjeada e honrada em poder participar do musical. Formada em teatro pela UFMG conciliou a carreira de atriz como cantora em terras mineiras. Dessa maneira, participou por aqui de vários projetos, como por exemplo, ‘Madame Satã’. Sendo assim, não é a primeira vez que dividirá o palco com Júlia Tizumba. O trio foi selecionado em audições, entre mais de 200 atrizes, para compor o elenco.

 

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“É ótimo a presença das três mineiras no musical. Elza tem ligação com Minas, os pais delas são mineiros. Apresentar em BH é uma alegria enorme e quero fazer mais bonito. Mostrar para minha terra a força política do espetáculo. Além disso, reforçar que é muito importante homenagear Elza, uma mulher que representa muitas outras”, afirma Júlia.

“É maravilhoso ser mineira e Minas nos aprontar para o mundo com esse musical. Além dos pais da cantora serem mineiros, ela tinha uma relação muito grande com o Marku Ribas. É um sonho apresentar em BH. Tenho muita gratidão pelas minhas origens. Estou aonde estou porque Minas me deu asas”, pontua Janamô. Aos 37 anos, a artista divide a atuação no musical com a produção de novo disco. Em janeiro lançará o single ‘Negra Mulher’.

 

Foto: Leo Aversa / Divulgação

 

Montagem

Estão ainda no elenco Larissa Luz, Késia Estácio, Khrystal e Verônica Bonfim. Dessa maneira, todas evocam a figura de Elza Soares e personificam a trajetória da cantora carioca. Em cena, elas são acompanhadas por uma banda formada por seis mulheres musicistas que tocam, ao vivo, as principais canções que embalaram as seis décadas de carreira da artista. O projeto foi idealizado por Andrea Alves, da Sarau Agência, a partir de um convite da própria Elza.

Na montagem, as atrizes se dividem ao viver Elza Soares em suas mais diversas fases e interpretam outros personagens, como os familiares e amigos da cantora, além de personalidades marcantes. Segundo material de divulgação do musical, a estrutura de ‘Elza’ foge do formato convencional das biografias musicais e não tem ordem cronológica. Estão na história tragédias pessoais da artista e momentos alegres.

“O musical não é um espetáculo realista. A partir de baldes a gente caracteriza o personagem, que fazer parte do cenário e a gente vai incorporando ao figurino. Dessa forma, o público é convidado a participar do espetáculo com a imaginação, completando as coisas que não estão expostas no espetáculo. Um espetáculo homenagem que a partir da história da Elza fala de assuntos importantes, como por exemplo, machismo, racismo e feminicídio”, explica Júlia.

A montagem do musical foi feita de abril a julho. Sendo assim, quando Elza tinha acabado de lançar Deus é Mulher. Segundo as atrizes, um período de preparação corporal intensa. De acordo com Lais, as atrizes também puderam contribuir no processo de montagem. “Acabamos levando nossa vivência para o musical. Nossos timbres são distintos, no palco somos cada uma na sua busca e vivências. Falo que o espetáculo é bem autoral, pois cada uma tem seu lugar de autoria. Todas somos Elza, mas nenhuma nega suas características e corpos”.

 

[youtube modulo=”2″]C-vPX52gDy4[/youtube]

 

Serviço

[O QUE] Musical “Elza” [QUANDO] 24 e 25 de novembro, sábado às 20h e domingo, às 19h [ONDE] Grande Theatro do Cine Thaeatro Brasil Vallourec – Av. Amazonas, 315, Centro – BH [QUANTO] De R$ 60 a R$ 50

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