Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

ELAS Festival volta à BH com o tema “Mulher Plural”

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Misturando empreendedorismo, empoderamento feminino e artes, ELAS Festival traz programação gratuita para a capital mineira.

Erguendo mostras de empreendedoras e de artistas visuais, exposição de fotografia, exibição de curtas metragens, shows musicais, duelo de Vogue, DJs, performance, além de comes e bebes, o ELAS Festival ocupa a Funarte MG no dia 22 de julho, das 13h às 22h, com ingressos gratuitos disponíveis pelo Sympla. Nesse sentido, o evento traz o tema “Mulher Plural”, enfatizando a diversidade da produção de mulheres e pessoas LGBTQIA+ no Brasil. 

“A participação de mulheres de diferentes vivências no empreendedorismo brasileiro contribui para a busca por equidade de gênero e a promoção da inclusão. Historicamente, as mulheres têm enfrentado barreiras e desigualdades no mundo dos negócios, e é essencial trabalhar para mudar essa realidade”, contou Luiza Firmato, gestora executiva do evento.

Misturando empreendedorismo, empoderamento feminino e artes, Elas Festival traz programação gratuita para a capital mineira.
Augusta Barna, uma das atrações do ELAS Festival - Foto: Gabriel Oliveira

“Ao permitir que mulheres de diferentes origens tenham acessos a recursos, financiamentos e oportunidades, é possível criar um ambiente mais inclusivo e equitativo, beneficiando as empreendedoras individuais, bem como a economia em geral”, completou.

Atrações musicais

Dando início ao evento, a agitadora cultural, poeta marginal, escritora, mobilizadora periférica, apresentadora e vocalista do bloco afro Angola Janga, Lelê Cirino, dá as boas-vindas ao público. Logo em seguida, a discotecagem de Lázara dos Anjos – referência da cultura preta e travesti na cidade, produtora cultural e multiartista – abre a programação.

Augusta Barna está entre as atrações musicais do ELAS. Com apenas 20 anos, venceu o prêmio Flávio Henrique de melhor álbum de música autoral 2023. A cantora, compositora e atriz, vem conquistando o coração do público com sua voz potente e letras poéticas.

Em seguida, sobe ao palco a banda Truck do Desejo. Criada a partir do bloco de Carnaval de mesmo nome, traz musicistas cis e trans, lésbicas e bissexuais com trajetórias conhecidas em Belo Horizonte. No repertório, músicas brasileiras compostas ou que se tornaram conhecidas nas vozes de Cássia Eller, Gal Costa, Maria Bethânia, Adriana Calcanhotto, Daniela Mercury, entre outras.

A noite adentra com a discotecagem de duas Djs da MASTERplano. Assim, a DJ Kingdom apresenta ao público um estudo & mix de ritmos variados da cultura musical preta brasileira e mundial. A artista aborda um estilo que explora a diversidade de ritmos como: hip hop, afro, dancehall, house, R&B, trap, funk, pop, trap e brasilidades. Já a Dj Belisa traz paisagens sonoras relacionadas à música eletrônica, mixagem, e aos temas que atravessam as questões de gênero e o universo trans.

O dia encerra, enfim, com performance da artista, dançarina, provocadora social, pesquisadora do corpo, mestra em artes da cena, Vina Jaguatirica, que pesquisa as relações entre a dança Butô e as metáforas da doença, da morte e do luto.

Mostras

A Mostra de Empreendedoras traz, no galpão 4, produtos autorais e serviços variados de 40 expositoras residentes em Belo Horizonte e região metropolitana. A variedade de produções é vasta, ofertando desde acessórios, vestuários, cosméticos, adornos e serviços para manutenção de casas, até tatuagens (flash tattoo)”,

A Mostra de Artes Visuais, intitulada “Mostra Sangria”, aborda, por meio de uma ocupação artística do galpão 5, temas ligados às lutas feministas. Desse modo, a iniciativa une artistas e produtoras locais da cena independente de Belo Horizonte, para expor e discutir tópicos como política, feminismo, maternidade, aborto, violência doméstica e ativismo, entre outros.

No galpão 1, a Mostra de Curtas Metragens traz trabalhos de cineastas de São Paulo, Pernambuco e todo estado de Minas Gerais. Na área externa, então, o público tem acesso à Praça de alimentação, com venda de bebidas e comidas, além do palco, onde é realizado o Duelo de Vogue. O movimento criado nos anos 80, nos Estados Unidos, ganhou espaço há alguns anos na cena artística da capital mineira. 

“O empreendedorismo pode ser uma poderosa ferramenta de empoderamento feminino, pois oferece às mulheres a oportunidade de assumir o controle das próprias vidas. Além disso, podem se tornar independentes financeiramente e desafiar as normas sociais tradicionais. Então, independência financeira é liberdade!”, comentou Aninha Linhares, curadora e diretora artística do festival.

Oficinas e live no Instagram

Somando às atrações artísticas, em 22/07, serão oferecidas oficinas gratuitas, em parceria com o Sebrae Delas Minas, voltadas para mulheres que buscam independência e coragem para atuar no mercado empreendedor.

Ademais, outra vertente do festival é o Papo com ELAS, que nesta edição traz discussões sobre o direito das mulheres e a sexualidade feminina. No dia 20 de julho, quinta, às 19h, no Instagram do Elas Festival, a cientista política, pesquisadora e educadora social, Carolina Bonomi; a trabalhadora sexual apaixonada por ciência e tecnologia, Sany, e a artista visual e graduanda em psicologia – que trabalha com mulheres em situação de violência e vulnerabilidade -, May Medeiros, discutem sob mediação da antropóloga Vanessa Sander o tema “Prazer e perigo: um bate-papo sobre sexualidade feminina”.

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