Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Divertida Mente 2: motivos que fazem valer a ida ao cinema

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Divertida mente 2 ganha novos personagens para a jornada da protagonista Riley pela adolescência

Por Carol Braga

Divertida Mente, a animação da Pixar lançada em 2015, é um filme tão bom que só de pensar em uma continuação, confesso que não fiquei tão empolgada. Na verdade, não acreditava na possibilidade de que uma sequência pudesse estar na mesma altura da estreia. Ainda bem que isso não passava de uma expectativa equivocada. 

Divertida Mente 2. Foto: Pixar Divulgação
Divertida Mente 2. Foto: Pixar Divulgação

A continuação, Divertida Mente 2, não só está à altura como também surpreende em vários aspectos. O filme expande o universo emocional de Riley de uma forma que é ao mesmo tempo familiar e inovadora. A chegada da Ansiedade, da Inveja, do Vergonha e Tédio revigoram a dinâmica da narrativa. Mas os antigos personagens – Alegria, Tristeza, Raiva, Nojinho e Medo – continuam a encantar e a provocar reflexões profundas sobre a complexidade das emoções humanas.

Trama

Como a protagonista Riley agora é uma adolescente, o longa mergulha ainda mais fundo nas experiências de crescimento e mudança dessa fase da vida. Faz isso com muito cuidado e – sobretudo – com muito humor. Afinal, se a vida vai ficando mais complexa, é na adolescência que as emoções se intensificam, aceleram e se multiplicam de maneiras imprevisíveis.

Tudo isso está no longa dirigido por Kelsey Mann (Red: crescer é uma fera). Agora, como é comum na vida de uma garota de 13 anos, Riley enfrenta pressões, vive a busca por identidade, aceitação e por aí vai. Naturalmente, o QG das emoções fica meio descontrolado e é invadido por novos personagens. 

A maneira como o filme aborda temas como identidade, maturidade e a transição para a vida adulta é sensível e perspicaz. Assim, mantém o equilíbrio perfeito entre humor e emoção que caracterizou o primeiro filme.

Animação

Nove anos separam o primeiro do segundo longa. Nesse tempo, não só a Riley amadureceu, como também as tecnologias que envolvem esse tipo de linguagem. Sendo assim, a Pixar utilizou técnicas de animação 3D aprimoradas, com maior realismo nos personagens, cenários e movimentos, proporcionando uma experiência visual mais imersiva.

Os detalhes dos personagens e dos cenários são impressionantes. A textura dos cabelos e roupas, as expressões faciais e a linguagem corporal são extremamente realistas, o que os torna mais críveis. Além disso, o filme combina diferentes estilos de animação, desde o realismo até o cartunesco, criando uma estética própria. É, também, uma bela homenagem ao gênero.

Divertida Mente 2. Foto: Pixar Divulgação
Divertida Mente 2. Foto: Pixar Divulgação

Além dos novos personagens

Mas, para além dos novos – e divertidos – personagens, Divertida Mente 2 surpreende no modo como aborda a construção do nosso sistema de crenças: um buraco fundo, né? De uma maneira muito lúdica o filme mostra como as impressões que Riley constrói sobre ela mesma podem ter um impacto positivo ou negativo ao longo da vida.

Por exemplo, quando Riley acredita que é capaz de superar um desafio, ela se sente mais confiante e motivada para alcançar seus objetivos. No entanto, quando Riley acredita que não é boa o suficiente, ela se sente desanimada e desiste facilmente. Todo o roteiro do filme gira em torno da defesa da construção de boas memórias.

Ou seja, além de manter a diversão em alto nível, Divertida Mente 2 também amadurece as reflexões que faz sobre a importância do autoconhecimento.

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