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A cena do Reggae de BH: alguns nomes para descobrir

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Neste Dia Nacional do Reggae, escolhemos bandas e artistas brasileiros para conhecer e valorizar a cena do reggae no país.

Por Letícia Finamore | Culturadora

Foi no dia 11 de maio que o inesquecível cantor de reggae Bob Marley nos deixou, no ano de 1981. Desde então, os anos que sucederam sua morte passaram a celebrar, na data em que Marley partiu, o Dia Mundial do Reggae, também chamado de “Bob Marley Day”. É inegável que o mestre do gênero jamaicano deixou um legado imenso, e diante de tamanho sucesso, seu trabalho se espalhou pelo mundo, tornando-se inspiração para muitos artistas fora da Jamaica, país onde o reggae nasceu.

O Brasil é um desses países: por aqui, o ritmo calmo, dançante e animado chegou às terras tupiniquins pelo estado do Maranhão. Devido à proximidade geográfica do Caribe, as ondas sonoras emitidas por rádios dessa região da América conseguiam ser sintonizadas pelo povo ludovicense, que ficaram encantados com o reggae que chegava de locais desconhecidos. Do Maranhão, reconhecida, por esse motivo, como a Capital Brasileira do Reggae, o ritmo passeou por todo o Brasil, contagiando músicos e musicistas. 

Belo Horizonte não ficou de fora dessa lista – aqui estão cinco nomes do reggae da capital mineira para acompanhar!

1. Pequena Morte

Fazendo referência ao termo “petit mort”, expressão da língua francesa que designa experiências de extremo prazer, a banda Pequena Morte não poupa trocadilhos e críticas em seu trabalho – seja dentro ou fora dos palcos. A banda afirma que o reggae é uma “célula rítmica que obriga a mexer o corpo em ressonância com o Mar do Caribe” – antes do derramamento de petróleo na região, é claro. Seu som não tem nada a ver com a morte que carrega no nome, e sim seu significado semântico: é leve, divertido e verdadeiramente dançante. 

Tô Nem Ai – Pequena Morte – Clipe

2. Celso Moretti

O mineiro Celso Moretti, nascido em São João Del Rei e criado em Contagem incorpora a seu trabalho elementos que o marcaram enquanto morador da favela Vila Nova Brasília, na região metropolitana de Belo Horizonte. Assim surgiu o “Reggae Favela”, mistura dos sons das comunidades com o reggae jamaicano. Suas principais influências são Luiz Melodia, Marku Ribas, Itamar Assumpção e Bob Marley. Junto com seus companheiros de música, Moretti fundou a primeira banda de reggae do estado, o grupo NÊGO GATO. As raízes de seu trabalho envolvem coragem, sinceridade, perspicácia e alegria. Como diz o próprio artista, Moretti não brinca de fazer música e nem faz música de brincadeira.

Celso Moretti – Zape na Mão (Clipe Oficial)

Celso Moretti. Foto: Divulgação
Celso Moretti. Foto: Divulgação

3. Lucas Rasta

MC original do hipercentro belo-horizontino e filho do grande músico Vander Lee, Lucas Rasta se mune do reggae para conscientizar o público que frequenta suas apresentações. Também conhecido como Mano Rasta, Lucas performa em locais diversos, passando pelo Viaduto Santa Tereza, conhecido centro de arte de rua, chegando até centros de recuperação e ocupações urbanas. Suas composições firmes perpassam o rap, ritmo que, apesar de ser mais bruto, conversa com o reggae no que tange à necessidade de mudanças sociais para uma sociedade mais igualitária.

Lucas Rasta – Queima – Pocket Show Duelo de MCs – 10/05/15

4. UAI SOUND SYSTEM

Além de músicos, os integrantes do grupo Uai Sound System são participantes de movimentos socioculturais e orientadores de oficinas de grafite, DJ e ritmo e poesia. A maior parte de suas apresentações são voltadas para as periferias da Grande BH, e muitas vezes sem fins lucrativos. É comum que a Uai Sound System convide grupos e MC’s para integrarem suas intervenções, o que resulta em uma mistura característica da banda: reggae e rap, ragga e dancehall, new roots ska.

UAISS – SENTE O PESO

5. Bruno Dub

Integrante da cena underground do reggae desde o início da década de 2000, Bruno Dub é DJ e suas mixagens envolvem majoritariamente o ritmo do reggae. Aprendeu a tocar e atuar como DJ enquanto acompanhava amigos e observava-os tocar. Colecionador de vinis, o músico se aventura ao misturar o analógico e o digital ao perseverar as raízes do reggae em terras mineiras. As inspirações de Bruno vão além do reggae, e perpassam rock, samba, afrobeat, maracatu, rap e soul. Um de seus trabalhos feitos exclusivamente para o Bob Marley Day foi a mixtape abaixo, disponível em seu canal no YouTube.

MIXTAPE – Bob Marley

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