Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Dicas de livros-reportagens para você ler no dia do jornalista

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Todo 7 de abril se comemora o dia do jornalista no Brasil. Hoje refletimos sobre a liberdade do profissional e a luta contra a censura.

Por Júlia Dara | Culturadora

Hoje, dia 7 de abril, se comemora o dia do jornalista no Brasil. A data sempre é uma oportunidade para refletirmos sobre a liberdade do profissional. Além disso, também é mais uma chance para reforçamos a luta contra a censura em um lugar onde a democracia anda ameaçada. Afinal, o jornalista é responsável por contar histórias reais. E mais: entregar aos cidadãos informações que eles precisam para tomar decisões a partir de um senso crítico. 

A união da literatura com o jornalismo é um trabalho extremamente detalhista e relevante, onde a investigação e a busca por contar histórias se destacam. Sendo assim, no geral, o jornalista enfatiza a busca pela democratização da informação, a fim de assegurar os direitos dos cidadãos.  

Dessa forma, a gente fez uma curadoria de quatro livros de reportagens que você precisa ler. Diferente de uma notícia, que é lida a curto prazo, o livro-reportagem possui uma “durabilidade” maior.

A obra permanece viva por décadas, ou até mais. Portanto, ele é de grande relevância para que as informações permaneçam para outras gerações. Também é importante para gerar conscientização dos fatos e busca pela justiça, caso ainda não tenha ocorrido. 

Os livros a seguir se fazem não só de informação, mas conscientização. Confira!

Todo Dia A Mesma Noite – Daniela Arbex

O aperto no peito é quase instantâneo a cada palavra lida de Todo Dia a Mesma Noite. Isso acontece porque Daniela Arbex relata além do que conhecemos sobre a tragédia na Boate Kiss. Ela narra as histórias das vítimas, não somente dando números, mas também nome, endereço e afirmando o passado delas, através de uma abordagem humanista. A maneira genuína com que a autora expõe os detalhes sobre aquela vida faz com que o leitor seja completamente imerso na história da vítima. Assim, criando certa afinidade e desenvolvendo a empatia, a ponto de quem está lendo dar um suspiro ao final de cada página e derramar algumas lágrimas acerca daquela vida interrompida por uma tragédia anunciada. Para ler, é preciso ter fôlego, e vale muito a pena. 

Capa do livro Todo dia a mesma noite. Crédito: Intrinseca
Capa do livro Todo dia a mesma noite. Crédito: Intrinseca

Ela Disse – Jodi Kantor e Megan Twohey

O livro de Jodi Kantor e Megan Twohey narra o trabalho assíduo das repórteres que revelaram os crimes de agressão sexual que Harvey Weinstein cometeu. São centenas de páginas que te prendem ao contar o que não foi dito na investigação e as consequências para o movimento #MeToo nos Estados Unidos. Ela Disse é um livro que narra as novas formas de ativismo: o feminismo digital. É um livro reportagem que de certa forma mostra a importância de encorajar as vítimas a contar suas histórias, com a finalidade de se unirem em uma força maior.

Capa do livro Ela Disse. Crédito: Companhia das Letras
Capa do livro Ela Disse. Crédito: Companhia das Letras

Presos que menstruam: A brutal vida das mulheres – tratadas como homens – nas prisões brasileiras – Nana Queiroz

Nana Queiroz dá voz às mulheres presas em um livro que conta o cotidiano das prisões femininas no Brasil. De acordo com a sinopse, “a autora costura e ilumina o mais completo e ambicioso panorama da vida de uma presidiária brasileira.” O trabalho mostra a importância da sensibilidade no jornalismo ao abordar um tabu, assim como estabelecido pela sociedade.  Além disso, a diretora-fundadora da Revista AzMina te coloca em reflexão ao buscar entender a complexidade humana. 

Capa do livro Presos que menstruam. Crédito: Editora Record
Capa do livro Presos que menstruam. Crédito: Editora Record

Hiroshima – John Hersey

Um dos mais famosos entre os livros-reportagem, a obra retrata a perspectiva de seis sobreviventes da bomba atômica que matou 100 mil pessoas na cidade de Hiroshima, em 1945. O livro de Hersey, sobre a bomba de Hiroshima contribui para maior entendimento da catástrofe. Esse acontecimento teve muita atenção da mídia e que por diversos dias foram documentados principalmente pelos telejornais. O autor conta sobre diferentes pessoas e como cada uma vivenciou o atentado. Com isso, ele pontuou características do cotidiano delas e da cultura. 

Capa do livro Hiroshima. Crédito: Companhia das letras
Capa do livro Hiroshima. Crédito: Companhia das letras

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