Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Daparte reafirma compromisso com o pop leve em Fugadoce

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O segundo disco da banda de Belo Horizonte é o atestado que a renovação do pop rock que vem de Minas vai muito bem. Daparte é a primeira convidada do podcast Culturadoria Entrevista.

Por Carol Braga | Editora 

João Ferreira, vocalista da banda Daparte, usa o adjetivo “agridoce” para descrever o clima do disco Fugadoce. Pois cabe acrescentar aqui que o segundo álbum da banda formada por Bernardo Cipriano (voz e teclado), Daniel Crase (bateria), João Ferreira (voz e guitarra), Juliano Alvarenga (voz e guitarra) e Túlio Lima (voz e baixo) é também uma bem-vinda brisa no cenário do pop rock nacional. 

Banda Daparte. Foto: Rafaela Urbanin
Banda Daparte. Foto: Rafaela Urbanin

Embora seja possível reconhecer na sonoridade da banda o grande mix de referências que constitui a Daparte. Ouvimos ali a herança de Los Hermanos, de Skank (claroo!) mas, Fugadoce é original. É também um som alegre, bem humorado. 

É um álbum que sacode a poeira, experimenta outras possibilidades para o pop sem medo de ser romântico. São 13 canções, boa delas dedicada a cantar o amor. As idas e vindas. Aqueles que vingam mas também os outros que não rendem além de boas letras de música.

Experimentação

Foram mais de dois anos planejando e executando o trabalho que nasce depois de Charles (2018). Se no momento da estreia eles não tinham fãs, existia em torno da Daparte a expectativa da renovação. Ainda bem que isso não parece ter sido um peso. Se fosse não teriam feito um disco tão leve.

E o curioso é que a Daparte fez desse disco também uma oportunidade para experimentar suas próprias possibilidades. Em outras palavras: Fugadoce não tem um produtor musical, mas cinco. Ou seja: Renato Cipriano, Pedro Peixoto, Tibery, Leo Marques e Otávio Cardoso (ZaniLagum). É ou não é um sinal de que estão dispostos a trabalhar?

Do mesmo modo, as faixas foram gravadas em diferentes estúdios. O processo inclui, entre outros meios, gravações no Sonastério, New Doors, Ilha do Corvo e Lightz.

As músicas 

Além do amor, Daparte também canta algumas ansiedades da geração que tem hoje seus 20 e poucos anos. Calma, Carnaval e Pescador, com participação de Zé Ibarra, são canções mais reflexivas. 

Mas, é fato: quase todas as faixas falam sobre relacionamentos. Você gosta dela, Iaiá, Segundas Intenções, 3 da manhã, Seu endereço, Queria Eu, Acrobata são algumas das canções que tem essa vibe. Uma sofrência pop? Talvez! 

Sabe aquele tipo de música que você ouve se perguntando se aquela história realmente aconteceu? Se as pessoas existem? É essa a linha dramatúrgica da Daparte. Em tempo: Nunca fui desse lugar, é um belo encontro com a banda Lagum.

Em resumo: Fugadoce é a prova de que para ser profundo não precisa ser hermético. O mundo precisa de mais leveza e, principalmente, de amor. 

Confira a entrevista com João Ferreira e Juliano Alvarenga:

Banda Daparte. Foto: Rafaela Urbanin
Banda Daparte. Foto: Rafaela Urbanin

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