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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

‘O frenético Dancin Days’ empolga na música mas fica devendo na história

Montagem com texto de Nelson Motta conta a história da mítica boate carioca que funcionou durante quatro meses e marcou a história

Por Carol Braga

04/04/2019 às 16:12

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O frenético Dancin Days Foto: Leo Aversa/Divulgação

Curitiba – Não deixa de ser frustrante você entrar para um espetáculo com a ideia de que vai conhecer mais sobre determinado assunto e sai da sala com a sensação de que havia bem mais para ser contado. Bem, foi mais ou menos isso que aconteceu com ‘O Frenético Dancyn Days’, apresentado no Teatro Guaíra como uma das atrações do Festival de Teatro de Curitiba em 2019. É claro que se trata de um ponto de vista particular.

A ficha técnica da montagem é mega convidativa. Texto de Nelson Motta e Patrícia Andrade. Direção de Déborah Colker e ainda por cima sobre a história da icônica boate do Rio de Janeiro dos anos 1970.

Pois bem, do ponto de vista estético a montagem é um acerto do início ao fim. O figurino, assinado por Fernando Cozendey, é um espanto. Muito colorido, reproduz bem a vibe a época. O mesmo vale para a iluminação de Maneco Quinderé.

A direção musical de Alexandre Elias também surpreende. Ele consegue dosar bem os momentos em que prevalece o ritmo dance da época com momentos mais intimistas. Destaque para a bela versão de ‘Feeling Good’, conhecida na voz de Nina Simone e no palco apresentada por Bruno Fraga. Ele interpreta o próprio Nelson Motta.

 

O frenético Dancin Days Foto: Leo Aversa/Divulgação

Biografia

Curiosamente, é aí que mora o ponto fraco do musical. Toda a história gira em torno de Nelsinho. Ok, ele foi criador do Dancin Days, mas precisava tudo girar em torno dele? O roteiro passa rapidamente por outros pontos que são importantes. É legal a reflexão que faz sobre a influência exercida pelo local no comportamento da época. Melhor ainda quando amplia isso para os dias atuais.

Mesmo assim, senti que faltou mais. As frenéticas, por exemplo, têm uma participação relativamente pequena. Em síntese, para quem não sabe, foi um grupo musical que badalou na época e surgiu dentro da boate. Ou seja, aquelas mulheres certamente têm histórias ótimas relacionadas ao Dancin Days. Por que ficaram de fora? Escolhas, escolhas, escolhas…

Coreografia

Como se trata de uma direção de Deborah Colker, a coreografia é ponto que, naturalmente, gerava expectativa. Ela começa bem, com impacto, mas ao longo do espetáculo vai perdendo força. Os atores/bailarinos se aglomeram no centro do palco. Por exemplo, na passagem sobre Nova York eles chegam a trombar. E olha que o palco do Guairão não é pequeno. Talvez seja uma escolha da coreógrafa para mostrar a lotação de Nova York. Será?

Do primeiro para o segundo ato há uma diferença gritante no roteiro. Cai muito o ritmo. Fica parecendo que falta história. O Frenético Dancin Days funcionou apenas durante quatro meses em 1976. Dois anos depois, em 1978, estrou a novela Dancing Days, de Gilberto Braga, na TV Globo.

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