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CURA volta para o hipercentro de BH e terá atividades online

Projeto será realizado de 22 de setembro e 04 de outubro e contará com quatro empenas, duas instalações, debates, oficinas e aulões

Por Thiago Fonseca *

09/09/2020 às 12:31 | *Colaborador

Publicidade - Portal UAI
Foto: Area de Serviço / Divulgação

O hipercentro de Belo Horizonte ganhará mais quatro empenas pintadas pelo o CURA – Circuito Urbano de Arte. Mesmo em tempos de pandemia, a organização decidiu realizar o evento, que chega à 5ª edição, com adaptações e programação online. Dessa forma, de 22 de setembro e 04 de outubro o público poderá conferir o processo de produção das artes por meio do Instagram, passar de carro por instalações e terá acesso à debates, oficinas e aulões virtuais.

“O festival neste ano traz um oásis porque sinto que a gente está em guerra. Está tudo muito difícil e o que mantém a gente vivo é a cultura. Acho que qualquer projeto que consiga ser executado em meio ao caos traz um alento, carinho e cuidado. É o que agente precisa”, dispara Janaína Macruz, uma das idealizadoras do CURA.

De volta às origens

Nesta edição, a organização decidiu retornar para onde tudo começou: no mirante Sapucaí. O último Cura foi na região do bairro Lagoinha. Sendo assim, com os novos trabalhos, o local contará com 14 obras de artes. Três das novas, serão feitas por Lídia Viber, que é de BH, e pelos paulistas Robinho Santana e Daiara Tukano. A quarta empena será pintada pela vencedora ou vencedor da convocatória pública que será anunciada em breve. Foram 400 inscritos.

Uma delas, localizada no Edifício Itamaraty, na rua dos Tupis, número 38, terá 52 metros de altura por 33 largura. Robinho Santana ficará responsável por ela. A pintura, feita com pincel e tinta, será inspirada na infância do artista no Jardim Ruyce, em Diadema (SP). Em tamanho, é a maior obra do artista, que há cinco anos dedica a vida, exclusivamente, à arte. Ou seja, um desafio.

“Vou pintar a continuidade do meu trabalho, que desenvolve uma pesquisa sobre cotidiano e as coisas que vejo e sinto. Em resumo, é uma mãe segurando duas crianças. Inspirado em uma foto da minha família. Participar do festival tem uma importância muito grande para o meu trabalho. Estava passando pela quarentena e não estava mais animado para as coisas tentei alguns editais e não consegui. O convite foi uma surpresa muito boa”, conta Robinho.

Robinho Santana é um dos quatro artistas da 5ª edição – Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Instalações, debates e aulões

Além das empenas, a edição contará com duas grandes instalações. Uma delas é um inflável de duas cobras, de 18 metros, nos arcos viaduto Santa Tereza. Pintura feita pelo artista Jader Esbell, indígena da tribo Makuxi, de Roraima, transformada em balão. Por fim, a segunda será uma série de cinco bandeiras, com artes de cinco artistas, impressa, que vão ficar expostas na fachada da antiga Escola de Engenharia da UFMG, na avenida do Contorno.

Sem mirante neste ano, no entanto, quem quiser conferir os trabalho deverá passar de carro nas proximidades. As instalações vão ficar disponíveis de 22 de setembro a 22 de outubro. O processo de pintura das empenas, será também a partir do dia 22/9 com duração de 13 dias.

A formação é um eixo que sempre fez parte do evento e nesta edição será toda virtual. Sendo assim, nos dias 28 e 29 de setembro e 1 de outubro o público poderá conferir debates. Os aulões serão nos dias 30 setembro e 2 outubro. Um deles, por exemplo, será ministrado por Ailton Krenak, líder indígena, ambientalista e escritor.

“Com a pandemia ficamos em dúvida se faria ou não a edição. Resolvemos que sim. É um importante festival. Pensamos em adaptações e chegamos à programação online”, detalha Janaína. Segundo ela, a cobertura nas redes sociais será bem ampla.

O CURA

O Circuito Urbano de Arte foi criado em agosto de 2017. Sendo assim, com esta edição serão 18 obras de arte em fachadas e empenas, sendo 14 na região do hipercentro e quatro na região da Lagoinha. Em síntese, o conjunto é considerado a maior coleção de arte mural em grande escala já feita por um único festival brasileiro. O CURA também presenteou BH com o primeiro e, até então, único Mirante de Arte Urbana do mundo.

Debates

28/9 – Imaginar caminhos: ocupando o mercado da arte contemporânea artistas e ligado ao mercado.

29/9 – Transformando, ocupando e criando novas narrativas: os olhares de artistas e curadores contra o colonialismo nas suas produções.

1/10 – Arte vida, arte é vida.

Aulões

30/9 – Em breve.

2/10 – Ailton Krenak.

 

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