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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

CURA e Verbo:Gentileza animam Belo Horizonte nos próximos dias

Os festivais proporcionam atividades online para todas as idades. Juliana Flores, uma das criadoras do CURA, e Nath Rodrigues, que faz show no Verbo:Gentileza, bateram um papo conosco no Show da Tarde

Por Jaiane Souza *

24/09/2020 às 09:14 | *Colaborador

Publicidade - Portal UAI
Instalação "Entidades", de Jaider Esbell, no Viatudo Santa Tereza pode ser vista até 22 de outubro. Foto: Área de Serviço / Divulgação

Procurando algo diferente para ver ou fazer no fim de semana? Até o dia 4 de outubro está sendo realizado o CURA e o Verbo:Gentileza em BH. Ou melhor, a partir de BH porque ambos os eventos serão online e podem ser acessados de qualquer parte do mundo. No primeiro, quatro empenas de prédios estão sendo pintadas. Vale um passeio pelas ruas do centro para acompanhar o processo. A partir de 28 de setembro, o CURA também promove bate-papos e aulões.

Entre os destaques da programação estão Preta Rara e Ailton Krenak. “Quando o CURA começou entendemos a importância de incluir novas perspectivas. Na pandemia temos que falar de pautas urgentes. Não dá para deslocar da loucura que é o ano 2020. É falar do tempo que a gente vive. E nada melhor que ouvir os saberes dos povos originários”, destaca Juliana Flores, uma das idealizadoras. Ela participou do Show da Tarde, que vai ao ar todas as quartas-feiras, às 17h30, pelo Instagram do Culturadoria

Da mesma forma, o Verbo:Gentileza também será online e gratuito. Quem também marcou presença no Show da Tarde foi a multi-instrumentista, cantora e compositora Nath Rodrigues, que participa do festival. Ela deu detalhes do disco Fio, o segundo da carreira que está em processo de produção e será lançado até o início de 2021. 

Festival Verbo:Gentileza

Com objetivo de proporcionar e promover uma convivência mais harmoniosa com os grandes centros urbanos, a edição 2020 é norteada pela ideia de que gentileza cura. Para isso, shows, performances, yoga, contação de histórias, painéis sobre diversos temas, galeria de arte compõem a programação. Basta entrar no Sympla, selecionar as atividades que mais combinam com você e se inscrever para participar gratuitamente ou fazer uma contribuição voluntária. 

Nath Rodrigues se apresenta nesse novo formato do festival ao lado de Mayí. “O show tem uma proposta experimental. A Mayí é bailarina e vai inserir uma linguagem corporal à apresentação. Além disso, é cantora e compositora, por isso, também vamos dividir algumas músicas”, detalhou a artista.

A construção da apresentação considera, também, a vivência de Nath Rodrigues em tempos de pandemia. Nos últimos meses ela avaliou a própria relação com as redes sociais e plataformas digitais. “Essa pandemia tem nos dado a possibilidade de performar de outras maneiras. Já fazemos isso normalmente, mas é pensar de uma maneira diferente agora. Por isso temos tentado criar esse show como uma experiência”, revela. 

 

cura e verbo:gentileza

Nath Rodrigues. Foto:Luisa Vilarroel / Divulgação

O novo disco

Durante o bate-papo, Nath Rodrigues passou a mensagem da novidade que está preparando. Apertando os fios dos dreads do cabelo com uma agulha de crochê, contou a que pé anda o novo álbum intitulado Fio. “São sete músicas, duas são releituras e eu vou cantar em português, francês e espanhol”. 

O primeiro disco, Fractal, foi lançado em 2019 e é uma síntese do que foi toda a carreira da artista até então. Confira a matéria com mais informações sobre o trabalho e link para ouvir no Spotify.

CURA

Em sua 5ª edição o Circuito Urbano de Arte chega com adaptações e instalações, além de programação online. Dessa forma, até o dia 4 de outubro, quatro empenas de prédios do hipercentro da capital mineira ganham cores pelas mãos dos artistas Lídia Viber, Robinho Santana, Diego Mouro e Daiara Tukano. 

Tem ainda a instalação Entidades no Viaduto Santa Tereza pela artista indígena Jaider Esbell. Ela veio de Roraima para inserir a simbologia do povo Makuxi no coração da nossa cidade. Além disso, quem passar pela Avenida do Contorno, 842, na frente da antiga Escola de Engenharia da UFMG, vai encontrar bandeiras enormes também. A instalação Bandeiras na Janela é um trabalho da curadoria do CURA e representa, de forma ampliada, obras dos artistas: Denilson Baniwa (Bercelos/AM), Randolpho Lamonier (Contagem/MG), Célia Xakriabá (São João das Missões/MG), Ventura Profana (Salvador/BA) e Cólera e Alegria (diversos/Brasil).

Para ver não precisar ter pressa! As esculturas infláveis no viaduto vão ficar até 22 de outubro e as bandeiras até 1 de dezembro. Então, não tem desculpa para aglomeração. Quando precisar sair de casa vale uma passadinha. 

Leia aqui a matéria que fizemos sobre a edição 2020 do CURA

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Ailton Krenak. Foto: Miguel Aun / Divulgação

Aulões e debates do CURA

Todas as atividades são pelo YouTube do festival e o processo de produção das artes na área urbana você pode conferir no Instagram

28/09, 19h30: Bate Papo – Imaginar caminhos: ocupando o mercado de arte contemporânea 

Convidados: Thiago Alvim e Comum, artistas e idealizadores do JUNTA; Cristiana Tejo, curadora e uma das idealizadoras do Projeto Quarantine; Micaela Cyrino, artista visual e integrante da Nacional Trovoa. 

Mediação: Fabiola Rodrigues, MUNA – Mulheres Negras nas Artes.

 

29/09, 19h30: Bate Papo – Transformando, ocupando e criando novas narrativas: os olhares de artistas, curadores e pesquisadores contra o colonialismo sobre suas produções

Convidadas: Nathalia Grilo Cipriano, pesquisadora de cultura e cosmovisões negro-africanas, editora da revista digital diCheiro; Ventura Profana, escritora, cantora, performer e artista visual; Sandra Benites, antropóloga, arte-educadora e curadora-adjunta do MASP – Museu de Arte de São Paulo.

Mediação: Luciara Ribeiro, educadora, pesquisadora e curadora independente.

 

30/09, 19h30: Aulão – O hip-hop resiste

Com Preta Rara, rapper, historiadora, turbanista, e influenciadora digital.

 

01/10, 19h30: Bate Papo – Arte e Vida, Arte é Vida

Covidados: Maurinho Mukumbe, ferreiro; Ibã Hunikuin (Isaías Sales), txana, mestre dos cantos na tradição do povo huni kuin e pintor. Integra o coletivo MAHKU – Movimento dos Artistas Huni Kuin; Bordadeiras do Curtume (Vale do Jequitinhonha).

Mediação: Célia Xakriaba, professora e ativista indígena.

 

02/10, 19h30: Aulão – A Vida não é útil

Com Ailton Krenak, líder indígena, ambientalista e escritor brasileiro. É considerado uma das maiores lideranças do movimento indígena brasileiro, possuindo reconhecimento internacional.

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