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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

[Crítica] John Wick volta às telas com sede de vingança

Por Carol Braga

16/02/2017 às 11:01

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Keanu Reeves na pele de John Wick. Crédito: Paris Filmes

Keanu Reeves na pele de John Wick. Crédito: Paris Filmes

Se para você um bom filme é aquele com muita ação, luta, tiros e pouca história pode ser que curta John Wick: um novo dia para matar (2017). É continuação de De volta ao jogo (2014), ambos protagonizados por Keanu Reeves. Eu, particularmente, gosto de filmes que tenha um argumento que me prenda.

Aos 52 anos, com mais de 80 filmes e séries no currículo, ainda tenho dificuldade em reconhecer Keanu Reeves como bom ator. Gostei do trabalho feito na trilogia Matrix mas depois disso pouca coisa chamou minha atenção. Se você discorda ou concorda, comente aqui que conversaremos a respeito.

Na produção dirigida por Chad Stahelski o ator tem feição congelada na pele do matador ávido por aposentadoria mas que precisa abortar o plano para pagar uma dívida de honra.

Como um filme de ação John Wick: um novo dia para matar (2017) cumpre todos os requisitos de uma boa produção. É veloz, as cenas de confrontos são brutais e eletrizantes. O argumento, no entanto, é irrelevante. A trama não importa nada. Tem vingança, acerto de contas, mas o roteiro não se preocupa muito em situar o espectador sobre o histórico do personagem. Ponto para quem é fã do matador.

Direção de arte
Vale destacar todas as sequências supostamente dentro do Metropolitan, um dos principais museus de Nova York e na sala dos espelhos do New Museum, também em Manhattan. Digo supostamente porque, na verdade, as cenas foram rodadas na Galleria d’Arte Moderna em Roma, na Itália.

É uma John Wick: um novo dia para matar faz homenagens a vários filmes do gênero. Inclusive podemos fazer um paralelo com os Deuses gregos que aparecem em estátua e o mito gerado em torno do matador. A estátua de Hércules, filho de Zeus, é destacada no centro da sala. É uma figura mitológica conhecida como grande guerreiro. John Wick é um pouco assim também. Esse interessante paralelo foi traçado pela revista Forbes.

Repito: John Wick: um novo dia para matar (2017) é um filme para quem gosta de ação e se contenta só com isso.

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