fbpx
Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

“Cor”, novo disco de Anavitória, tem nova sonoridade, mas não deixa de lado marca registrada da dupla

Disco conta com participação Rita Lee, Lenine, traz novas sonoridades mas mantém fiel à identidade do duo

Por Jaiane Souza *

08/01/2021 às 16:27 | *Colaborador

Publicidade - Portal UAI
Capa do disco Cor de Anavitoria. Foto: Breno Galtier / Divulação

2021 começou com tudo para os fãs e para o duo Anavitória. Isso porque, já no primeiro dia do ano, a dupla formada por Ana Caetano e Vitória Falcão lançou o disco Cor. Este é o quarto álbum de Anavitória e chegou sem aviso prévio. Apenas a foto das duas um dia antes foi publicada nas redes sociais.

Já na abertura está Rita Lee, um dos maiores nomes da música brasileira, recitando alguns versos. “Ao meu passado, eu devo o meu saber e a minha ignorância. As minhas necessidades e as minhas relações. A minha cultura e o meu corpo. Que espaço o meu passado deixa para a minha liberdade hoje? Não sou escrava dele”, diz no meio da faixa Amarelo, azul e branco. Por outro lado, o encerramento do álbum conta com participação de Lenine, com voz tão suave quanto as da dupla. 

Clima

A calmaria é a marca registrada de Anavitória. Não tem jeito. Mesmo Cor trazendo uma sonoridade diferente e com arranjos mais elaborados em alguns momentos, a marca registrada das jovens artistas está presente. O swingado e o clima de baladinha está em todas as faixas. A primeira, Amarelo, azul e branco tem uma levada percussiva mais forte. Também sobressai Dia 34, de Tó Brandileone e Fábio Sá. É uma faixa instrumental. Falando em Brandileone, o integrante do grupo 5 a Seco assina a produção musical das 14 faixas do disco ao lado de Ana Caetano.

Evolução

Como um todo, Cor é um disco que fala de amor, romântico ou não. A dupla não falou isso em entrevista, nem nas redes sociais. Mas a impressão que dá é que uma história foi construída, desde o encontro entre pessoas, passando por um ou mais relacionamentos, até o fim e as marcas que deixaram. É possível notar pelas letras.

As primeiras canções versam sobre encontros. Sendo assim, falam sobre o quanto é bom amar o outro e estar junto.  Te amar é massa demais, por exemplo, diz “Te amar é fácil demais, é / Num é só eu quem digo isso não / Tua cara na televisão / Não me adianta a falta. Entretanto, na medida em que avança, o clima muda um pouco. Abril diz: Não quero te ver por perto / Por medo de se afastar / Não quero que escolha o certo / Por medo da tua dúvida.”

Clipes

Para completar o combo do lançamento, todas as músicas têm videoclipe. Todos são bastante coloridos e dialogam diretamente com as músicas, mesmo que sutilmente ou de forma subentendida. No clipe da já citada Abril, por exemplo, Anavitória estão no mar. A letra fala sobre uma relação de entrega unilateral, na qual uma pessoa parece se importar e a outra nem tanto. No clipe, Vitória Falcão está com os cabelos molhados, como se tivesse mergulhado (na relação e na água), enquanto Ana Caetano está seca e com os cabelos esvoaçantes. Veja acima.

Em resumo, o duo Anavitória entrega um trabalho com várias nuances, possibilidades de interpretações e riqueza técnica. Todas as músicas são assinadas por Ana Caetano, menos Dia 34. Algumas coescritas com outros artistas, como João Ferreira, Deco Martins, Pedro Novaes, Nina Fernandes e Saulo Fernandes. 

Trabalhos anteriores

Pouco antes de Cor, Anavitória lançou o single e o clipe Não passa vontade em parceria com Duda Beat. O trabalho também encantou por ser recheado de referências cinematográficas. Veja aqui

Antes de Cor, a dupla lançou N, em 2019, com releituras de Nando Reis, O tempo é agora (2018) e Anavitória (2016) abrindo a carreira de sucesso. 

Cor está disponível nas plataformas de streaming e no YouTube

 

fim de ano

Foto: Felipe Cotrim / Divulgação

photo

Temporada de prêmios do cinema: acompanhe as novas datas

A tradicional temporada de prêmios do cinema internacional está toda diferente em 2021. Claro que isso se deve aos reflexos do enorme impacto da pandemia no calendário de entretenimento, em especial, no lançamento dos filmes. Dessa maneira, mesmo com o Oscar e outras premiações flexibilizando regras, aceitando produções que estrearam no streaming, ainda há muita […]

LEIA MAIS
photo

EP ‘Só conheço o mar’, de Roberta Campos fala sobre amor, autoconhecimento e esperança

Não é possível ouvir Roberta Campos sem que sejamos cobertos por uma sensação de paz. Mais uma vez, o sentimento está presente. Agora, no novo EP Só conheço o mar, lançado em 11 de dezembro. O trabalho é resultado da concretização de reflexões e sentimentos da artista durante o período de quarentena. Dessa forma, ao […]

LEIA MAIS
photo

Em Paisagens Sonoras Flávio Venturini passeia por estilos de 45 anos de carreira

Há sete anos Flávio Venturini não lançava um álbum de inéditas. Mesmo assim, desde 2017, andou colocando no mundo singles do disco Paisagens sonoras. O resultado são 12 canções que passam pelas mais diferentes identidades de Venturini como compositor: baladeiro romântico, folk mineiro, soul, a pegada do 14 Bis e do Clube da Esquina. A […]

LEIA MAIS