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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Como as ocupações de arte transformaram a paisagem de BH

Projetos de arte em diversos bairros de BH tornaram a cidade mais viva e ressignificaram o ambiente

Por Thiago Fonseca *

12/12/2019 às 11:04 | *Colaborador

Publicidade - Portal UAI
Foto: Area de Serviço / Divulgação

Há três anos, quem passa do alto do bairro Floresta, principalmente na rua Sapucaí, observa que a paisagem de Belo Horizonte está diferente. Colorida. No Lagoinha, no Morro das Pedras, Horto, Santa Tereza e em dezenas de outros bairros também. São as ocupações artísticas que modificaram o cenário de BH. Dia após dia, a capital tem se transformado em um museu a céu aberto e com influências diversas. O grafite é uma das linguagens que tem contribuído pela transformação da imagem da cidade.

Surgido em Nova York, em 1970, o grafite começou nas mãos de jovens que queriam deixar suas marcas pelas paredes. Dessa maneira, a arte evoluiu e se tornou símbolo de manifestação artística em espaços públicos. Em BH, surgiu nas periferias e debaixo dos viadutos. Com o tempo, se difundiu e ganhou projetos por todos os lados. Um deles foi o Circuito Urbano de Arte, o CURA, que surgiu em 2017.

CURA

Ele é o primeiro festival de pintura em empenas de Belo Horizonte. Em quatro edições entregou para a cidade 24 painéis, pintados por 54 artistas, em empenas de prédios no Centro e na Lagoinha. O que resultou nos mirantes Sapucaí e Diamantina, consecutivamente. Uma ocupação cultural que mudou o cotidiano da cidade.

“A ideia foi criar um festival de arte urbana que colocasse BH no mapa mundial do grafite e fomentar a cena artística local. Ocupações como essa, mudam visualmente o centro. Dessa forma, o que aconteceu é uma verdadeira transformação. Além de trazer visibilidade a arte urbana, os grafites atraem as pessoas e mostra uma cidade diferente”, explica Juliana Flores, idealizadora do CURA.

Sendo assim, as pinturas viraram atração turística da cidade. Quem passa por perto nota que o ambiente é outro. Com tanto sucesso, a ideia é expandir para outros bairros da cidade. Sempre com o objetivo de buscar a diversidade estética e igualdade de gênero. Artistas como Thiago Mazza, Davi de Melo Santos e Criola já participaram do projeto e ganharam projeção internacional.

 

Intervenção do artista Catapreta no  bairro Santa Tereza  – Foto: Catapreta / Divulgação

Ressignificado

Os bairros Horto e Santa Tereza também mudaram desde a chegada do Território Arte Urbana, o TAU. O projeto é uma mostra de intervenções de artes visuais em diversos suportes e técnicas que acontece nas fachadas e vitrines de bares e comércios dos bairros. Sendo assim, em duas edições, entregou 33 obras, de 34 artistas, em diversas técnicas e linguagens como desenho, colagem, grafite, muralismo, vídeo arte, escultura, instalação, bordado, fotografia, dentre outros.

A idealizadora, Gisele Milagres, conta que depois que o projeto foi entregue muita coisa mudou nos locais. “Houve um favorecimento nos bairros, valorizou os estabelecimentos, principalmente os que estavam apagados e que existem histórias. Além de ter trazido vida e interação com os moradores, as ocupações ressignificam a cidade”, conta.

O artista plástico e grafiteiro, Catapreta, afirma que o grafite e as intervenções mudam os ritmos de compreensão do espaço. “A arte chama atenção. As intervenções tem o poder de tirar o cinza e o branco da cidade e dá vida ao espaço. Além disso, faz com que as pessoas reflitam sobre a mensagem”, salienta o artista.

Grafite por toda parte

A arte que enfeita a cidade também conta histórias. Como o trabalho de Dagson Silva, artista do Aglomerado Morro das Pedras, na Região Oeste de Belo Horizonte. Além de ter cerca de quinze murais pintados na comunidade dele, usou seu talento para transformar até o gabinete do prefeito Alexandre Kalil (PHS).

A passarela da Lagoinha também foi ocupada. Os artistas mineiros Clara Valente, Gabriel Dias, João Gabriel e a italiana Alice Pasquini, coloriram 400 metros de extensão do espaço e do entorno. A ação foi realizada pelo Movimento Gentileza. As ocupações são tão fortes que são potencializadas para diminuir as pichações em BH. Sendo assim, a prefeitura criou o projeto Telas Urbanas. Começou na região da Pampulha, em suma, colorindo muros e fachadas de galpões nos principais corredores viários. A ideia é ampliar para novos bairros.

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