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Conheça 3 clubes de assinatura para amantes dos discos de vinil

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Clubes de assinatura de discos de vinil estão aquecendo o mercado e a paixão de entusiastas.

Por Adonai Elias | Culturador

Os clubes de assinatura de discos de vinil surgem, no Brasil, em 2014. São serviços de assinatura – como de uma revista – que entregam periodicamente uma nova edição em sua casa. Em conjunto, foram uns dos grandes responsáveis pela forte retomada do bolachão no mercado fonográfico brasileiro. Sendo assim, hoje, esse mercado é maior que os dos cd ‘s.

Ariel Fagundes, editor-chefe da Noize Record Club (Foto: Luiza Prado)
Ariel Fagundes, editor-chefe da Noize Record Club (Foto: Luiza Prado)

Além da experiência de tocar, ouvir o disco e ler o encarte – que já é incrível por si só – o motivo do sucesso dos clubes de vinis tem a ver com a exclusividade de cada edição. Ou seja, eles personalizam o LP, acrescentam informações inéditas, nos apresentam artistas e álbuns novos, além de alimentarem uma comunidade que adora cada detalhe da história e da produção musical.

Clubes de assinatura de discos de vinil no Brasil

Possuímos três grandes clubes de assinatura de discos no país. Todos possuem um excelente trabalho de curadoria, que vai desde a reedição de clássicos da música popular brasileira, até o lançamento de artistas novos da música pop. 

Noize Record Club

O primeiro e maior clube de assinatura de discos de vinil da América Latina, a Noize surgiu em 2014, com o intuito de “dar à música o protagonismo que ela merece”. Além dos discos, cada edição vem acompanhada de uma revista exclusiva, recheada de entrevistas, bastidores, histórias e mais.

No catálogo do clube, há uma grande variedade de ritmos, artistas e épocas. A cada mês existe a expectativa do que virá a seguir. Por isso, indico a assinatura para pessoas mais ecléticas, que gostam de música boa, mas que não sejam tão apegadas a algum “swingue” mais específico. 

(Foto do catálogo da Noize Record Club/ Fonte: site da Noize)
(Foto do catálogo da Noize Record Club/ Fonte: site da Noize)

Desde o surgimento, até hoje, a Noize  foi responsável pelo lançamento de álbuns que já são considerados clássicos, apesar do curto tempo. Alguns deles são, por exemplo, Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos (2009), de Otto, Japan Pop Show (2008), do Curumin, e BaianaSystem (2009), da banda homônima.

As reedições de grandes clássicos da história da música também chamam atenção. Ou seja, Os Afro-Sambas (1966), de Baden Powell e Vinicius de Moraes; o álbum homônimo Gilberto Gil (1968); Pérola Negra (1973), do Luiz Melodia e vários outros.

Valor da assinatura mensal: R$85,00 + Frete.

Três Selos

O clube Três Selos surgiu em 2018, já com o objetivo de conquistar uma parte do mercado de assinaturas de vinil. Diferente da Noize, aqui você não encontra lançamentos de discos de música pop, nem de artistas tão novos. Porém o catálogo de jazz e de uma MPB mais marginal (pouco conhecida) brilha!

(Foto do catálogo de discos da Três Selos/ Fonte: site Disconversa)
(Foto do catálogo de discos da Três Selos/ Fonte: site Disconversa)

Por isso é indicado para pessoas que gostam de clássicos desse estilo. Sendo assim, você também vai descobrir artistas e álbuns incríveis dos quais nunca ouviu falar. E, particularmente, conhecer algo novo através do vinil é uma experiência extremamente feliz!

Entre os discos que já foram lançados pelo clube estão, por exemplo, Aos Vivos (1994), de Chico César, Fogueira Doce (2017), de Mateus Aleluia, Rasif (2018), de Amaro Freitas e Banzeiro (2016), de Dona Onete.

Valor da assinatura mensal: R$120,00 + frete.

Vinil Brasil Clube

O Clube Vinil Brasil surge em 2020, como uma extensão da fábrica paulista de discos homônima. O intuito do selo é produzir a maior quantidade e diversidade possível de discos brasileiros. E, aqui, já é possível notar a grande abrangência que a curadoria pretende ter.

Michel Nath da Vinil Brasil (Foto: Rogério Albuquerque)
Michel Nath da Vinil Brasil (Foto: Rogério Albuquerque)

Ao navegar pelo catálogo do clube, vemos uma grande variedade de estilos. Desde o rock experimental e psicodélico, até a black music nacional. Confesso que não encontrei relação conceitual de curadoria entre os discos, o que dificulta a indicação para um público específico. Porém, enquanto colecionador, eu gostaria de ter (quase) todos.

Entre os discos que já foram lançados estão: Uma tarde na Fruteira, de Júpiter Maçã, Sambolero, de João Donato, Sintoniza Lá, de BNegão e os Seletores de Frequência e Jogo das Semelhanças, de Edgar Scandurra.

Assinatura Mensal: R$155,00 (frete incluso)

E aí, já escolheu seu clube?

É importante ponderar se você quer receber discos mais “atualizados” ou se prefere os clássicos. Ou então se gostaria de conhecer algo mais “oculto” da música popular brasileira. Existe também a possibilidade de algo radicalmente mais abrangente, ai a surpresa é total. 

O importante é você se jogar nessa possibilidade! Independente da escolha, a experiência de receber um disco em casa e escutá-lo pela primeira vez, é mágica!

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