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CineOP: um legado para a cidade de Ouro Preto

Por Thiago Fonseca *

16/06/2018 às 11:14 | *Colaborador

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Foto: Leo Lara / Divulgação

O que de mais rico que um festival pode deixar para a cidade é o envolvimento da comunidade nas atividades e um legado de consciência cultural. Dessa forma age a CineOP. Seja como for, pela parceria na restauração do Cine Vila, na gratuidade de exibição dos filmes, na participação de escolas locais e na oferta de uma programação cultural viva e que agrega.

Foi tão lindo e alegre ver centenas de crianças ocuparem o Cine-Teatro do Centro de Convenções e o Cine Vila Rica para assistirem a Sessão Cine-Escola. Muitas delas não têm acesso constante a esse tipo de cultura. Na sessão desta sexta, dia 14, foram exibidos quatro curtas no Cine-Teatro. Os filmes são de cineastas de todo o Brasil.

‘Dourado’, do mineiro Bernardo Teixeira, foi um deles. O filme conta a história de Arthur, um garoto de seis anos que vive uma grande aventura ao se perder da mãe em um passeio no mercado central. Lá ele encontra um peixe dourado e a história se desenvolve. “É um prazer representar o filme na CineOP para crianças de escolas públicas da cidade. Um convite como esse nos anima, ainda mais em um país que é tão difícil fazer cinema”, afirma Leandro Wenceslau, produtor do curta.

“Adorei vir aqui, nunca tinha vindo. Gostei da história do menino que ganhou o peixe. Espero voltar aqui mais vezes”, diz Matheus Diniz, de sete anos, da Escola Estadual Dom Velloso. A professora do Matheus, Kátia Rocha,  disse que a iniciativa ajuda no desenvolvimento intelectual do aluno. “Sempre trabalhamos com o audiovisual nas aulas. Trazer os alunos para o cinema é ainda mais rico. Após a sessão fazemos uma roda e discutimos o filme, dessa forma, trabalhamos várias vertentes do aprendizado do aluno”, explica.

 

Foto: Beto Staino / Divulgação

Ocupação dos espaços públicos

 

Montar um cinema em meio à praça pública não é tarefa fácil. Mas o resultado conforta. Na Praça Tiradentes, em frente ao museu Museu da Inconfidência, foi montado um com capacidade para mil pessoas. É só chegar e sentar. Algumas interferências externas afetam, mas nada que tire a atenção. O frio também aperta. Mas é uma experiência diferente. Se você vier à Mostra, dê uma passada por lá.

Na sexta-feira, dia 14, foram exibidos no Cine-Praça cinco curtas-metragens. ‘Nada’, de Gabriel Martins, ‘Travessia’, de Safira Moreira, ‘La Mer’, de Louise Belmonte, ‘Filme-catástrofe’, de Gustavo Vinagre, e ‘Que Tal a Vida, Camaradas?”, de Luís Felipe Labaki. O Cine Vila Rica também é point da CineOP. Por lá, são exibidos os longas da “Mostra Preservação”. Ontem foi dia de ‘Dawson city: Tempo Congelado”, de Bill Morrison e  ‘O Demiurgo’, de Jorge Mautner.

O Centro de Artes e Convenções da UFOP também integra os espaços que recebem as atividades da Mostra. Dessa maneira, oferece ao público shows com músicos e DJ’s que trabalham em consonância com a Tropicália. O mais interessante é que as festas são ocupadas, principalmente, pelo moradores da cidade.  Mas tem gente de todo o canto do país que veio aproveitar a CineOP.

 

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