Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

CineOP: o que não perder na programação da Mostra

Evento realizado entre os dias de 3 a 7 de setembro será digital e terá mais de 100 filmes

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Neste ano a Mostra de Cinema de Ouro Preto, a CineOP, será digital. Realizada há 15 anos na cidade histórica, no mês de junho, nesta edição teve que se reinventar e migrar para o online. Dessa forma, de 3 a 7 de setembro levará para o site e redes sociais mais de 100 filmes em pré-estreias e mostras temáticas, além de debates, oficinas, masterclasses, rodas de conversa, exposições, projetos audiovisuais e lives shows. 

Cinema de Todas as Telas é a temática central da edição, que será desdobrada em preservação, história e educação. Sendo assim, os filmes exibidos vão propor reflexões que dialogam com o cenário atual de distanciamento social e suas consequências sob a recepção, a memória e o aprendizado.

A Mostra será totalmente gratuita e poderá ser acessada de dispositivos móveis e computadores. Os filmes ficarão disponíveis durante todo o evento. Ou seja, o público poderá escolher quando e onde ver. Já as demais atrações serão realizadas ao vivo. Na programação artística tem show de Lô Borges, no dia 7, e muito mais. 

baquete coutinho
Banquete Coutinho integra a Mostra Contemporânea da 15ª CineOP - Foto: Heco Produções / Divulgação

O evento recebe ainda, o Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros e o Encontro da Educação: Fórum da Rede Kino – Rede Latino-Americana de Educação, Cinema e Audiovisual. Clique aqui e confira a programação completa da CineOP.

Como a lista de filmes é enorme, separamos cinco produções que você não pode perder!

Banquete Coutinho

Dirigido por Josafá Veloso, o longa propõe olhar para a obra do cineasta e jornalista Eduardo Coutinho como um todo. Essa reflexão é feita a partir de um encontro filmado com o diretor em 2012 e material de arquivo. Coutinho tinha como uma de suas marcas entrevistar pessoas comuns. É considerado um mestre do cinema documental. São dele filmes como Cabra Marcado para Morrer, Edifício Master, Jogo de Cena e Últimas Conversas. O filme já passou por diversos festivais, como o do Rio e o de São Paulo. 

Meu Nome é Daniel

Vencedor do prêmio Documental Califado Oscar, do Festival Internacional de Cine de Cartagena, que classificou o longa para disputar o Oscar 2020 na categoria Melhor Documentário, traz a história real do cineasta que nasceu com uma deficiência que nenhum médico foi capaz de diagnosticar. Por meio de fotos, vídeos e arquivos da família Daniel traça o caminho de sua vida para tentar compreender sua condição. Em janeiro de 2019, na 22ª Mostra de Cinema de Tiradentes, o longa venceu o Troféu Barroco de Melhor Filme eleito pelo Júri Popular.

Pixote, a Lei do Mais Fraco

Hector Babenco morreu em 2016 e deixou um legado para o cinema brasileiro. Ele é o responsável por Pixote, a Lei do Mais Fraco. O longa de 1981 foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor filme estrangeiro, em 1982. Além de levar outros seis prêmios, por exemplo, New York Film Critics Circle Awards. A produção mostra a história de quatro meninos, de São Paulo, que fogem e passam a conviver com uma prostituta, envolvendo-se com traficantes de drogas e trapaceiros. O filme se tornou um sucesso de crítica por retratar a realidade de quem mora nas ruas da metrópole. Na 15ª CineOP ainda haverá bate-papo, no dia 7, às 15h, sobre o restauro da película. 

A Luta do Povo

Renato Tapajós traz no documentário a luta e o sofrimento de movimentos operários entre 1978 e 1980. A narrativa do curta é contato a partir do enterro do operário Santo Dias da Silva e passa por cenas de movimentos como Movimento contra a Carestia, Movimento das Favelas, Movimento de Saúde, Luta dos posseiros do Vale da Ribeira, o Primeiro de Maio de 1979, greve dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo em 1980, terminando com o 1º de maio de 1980. Foi premiado na Jornada Brasileira de Curta metragem, em 1981. 

A Jangada de Welles

A passagem do cineasta americano Orson Welles pelo Brasil, em 1942, é o tema central do documentário, de Firmino Holanda e Petrus Cariry, que será exibido na CineOP. Sendo assim, mostra os bastidores da filmagem do documentário It’s All True, sobre o carnaval carioca e os jangadeiros cearenses. Um fato que marcou a época foi a morte do líder dos Jangadeiros, Manuel “Jacaré”, que morreu acidentalmente nas filmagens do filme. A Jangada de Welles já passou pelos festivais de cinema de São Paulo, de Habana, França e outros.

Meu nome é Daniel - Foto: Olhar Distribuição / Divulgação

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