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CineOP 2018 a valorização de atividades de formação e da cena local

Por Thiago Fonseca *

21/06/2018 às 10:00 | *Colaborador

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Foto: Leo Lara / Divulgação

O investimento em atividades de formação para o crescimento da indústria audiovisual e a valorização da cena local são os pilares mais fortes da CineOP 2018. Essa é a percepção que fica após seis dias de Mostra, que ocupou Ouro Preto entre 13 e 18 de junho. É dessa forma, que se diferencia dos demais. Nesta edição, a Mostra contou com a presença de mais de 320 profissionais do audiovisual para discutir três vertentes: a história, preservação e educação.

Em meio a esse contexto foram exibidos 134 filmes. Atrações artísticas também foram fortes, até muito mais que muitas exibições. Não é à toa que reuniu um público 18 mil pessoas. Gente de toda parte que estava em busca de algo diferenciado no audiovisual. E encontrou. A riqueza da CineOP ainda está na maneira como integra e dialoga com a comunidade local e no carinho com as pessoas.

Com programação ocupando três espaços da cidade com mais de 1700 lugares. Atividade o tempo inteiro. Vivenciar a Mostra é quase uma maratona. Claro, que se ganha muito.

Acertos

É claro que em cada edição a produção encontra desafios. Este ano foi a saída do BNDES como patrocinador. “A ausência desse órgão na nossa Mostra é sentida. Ainda sinto falta de investimentos de empresas locais. Dessa forma, a gente vai driblando a crise e buscando parceiros”, explica Raquel Hallak, coordenadora geral do evento. Um desses parceiros foi o Sesc, que a cada dia está mais presente nos eventos do estado.

Nesta edição o que mais chamou a atenção na programação do cinema foram ‘Fevereiros’, de Marcio Debellian, e ‘Adoniran – Meu nome é João Rubinato’, de Pedro Serrano. Na seleção homenagem destaque para o longa ‘Vida”, documentário sobre Maria Gladys, de Paula Gaitán. Houve também filmes que não agradam a todos. Mas na CineOP tudo tem um sentido. Não há inserção de elementos sem um estudo e um conceito. Assim, a Mostra destaca o profissionalismo que as coisas são feitas.

Ao trazer a temática ‘Vanguarda Tropical: cinema e as outras artes’ a CineOP traz um olhar contemporâneo para o período. E faz isso de maneira assertiva. Seja como for, na abertura com performance que impacta, com filmes da época ou da atualidade que mostram a temática. Ainda com inserção de atrações musicais que dialogam com o período e com homenagem a Maria Gladys.

 

 

Foto: Beto Staino / Divulgação

Avanços

A percepção que fica após a edição 2018 é de que a Mostra avança se mostrando um evento mais dinâmico. E inaugurou uma nova fase, que segundo Raquel, é a ampliação do entendimento da preservação no audiovisual no sentido de indústria. Ainda avança ao propor questão de pensar a escola pública enquanto espaço físico e conteúdo. A tendência do evento é ampliar o diálogo com o exterior para pensar maneiras de se preservar o audiovisual.

“Do ponto de vista da educação, percebemos um avanço muito grande ao propor, para esta edição, a discussão sobre a escola pública, qual é seu papel como espaço físico, como conteúdo e sobre as pessoas que ali estão se formando. Na temática Histórica, em comemoração aos 50 anos da Tropicália, promovemos o diálogo entre o cinema e outras artes, como esta contracultura se configurou na década de 1970 e como olhar contemporâneo pode trazer outras formas de perceber este movimento”, pontua Raquel.  Dessa maneira, a 13º edição da CineOP reforça seu papel como instrumento de luta pela preservação do patrimônio audiovisual.

 

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