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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Cinco pontos marcantes no atrapalhado Oscar 2017

Por Carol Braga

27/02/2017 às 11:17

Publicidade - Portal UAI
Mike Baker / ©A.M.P.A.S

Apesar da gafe histórica, cerimônia do Oscar em 2017 teve resultados contundentes e equilibrados. 

O diretor Barry Jenkins recebe de Warren Beatty o envelope correto. A festa terminou em um climão sem precedentes. Foto: Aaron Poole / ©A.M.P.A.S

E o Oscar vai para… La La Land. Não, Moonlight. Climão.

Era para ser uma homenagem a Warren Beatty. Coitado. Acabou como porta-voz da maior manota da história do Oscar ao anunciar erradamente o prêmio de melhor filme para La La Lan: cantando estações. O real vencedor foi Moonlight. O veterano deu uma empacada na hora de dizer o nome do filme mas a “partner” Faye Dunaway achou que era brincadeira e soltou o verbo.

Só depois das comemorações, já com as estatuetas na mão, que o produtor Jordon Horowitz, do então vencedor percebeu o erro. O Oscar terminou num climão geral.

https://www.youtube.com/watch?v=v3RLFhwzUgk

 

 

Ritmo de festa

O mais engraçado é que a cerimônia que terminou na maior saia justa da história começou em um clima totalmente diferente. Diferentemente dos outros anos, Justin Timberlake entrou no Dolby Theatre já cantando e colocando todo mundo para dançar. Ele estava indicado com a radiofônica Can´t stop the feeling canção da animação Trolls.

Docinhos e convidados

O apresentador Jimmy Kimmel caprichou nas gracinhas. Não bateu o recorde de simpatia de Ellen DeGeneris, mas ok, mandou bem. Distribuiu doces para a plateia e preparou uma surpresa para um grupo de turistas que visitava Hollywood. O público parece que gostou mas eu fiquei na dúvida: ele fez graça nas costas de gente simples. Acho isso delicado. No mais, foi irônico em suas intervenções e talvez quem mais colocou pedra no sapato do presidente Donald Trump.

Vitória da minoria

O Oscar que se anunciava o mais político de todos teve um resultado super contundente com todo o esforço feito para garantir a diversidade. Dar o prêmio a Moonlight é um avanço considerável. Lembrando que, grosso modo, é a história de um negro, pobre e gay. Ou seja, pura minoria. Pena que a confusão na entrega do prêmio tenha desestabilizado tanto na hora do discurso. Barry Jenkins, diretor, roteirista e diretor, nem teve chance de falar direito  tamanha confusão formada.

E tom político? Leve, bem leve.

O tom de protesto dos discursos foi bem leve perto do que se anunciava. Não houve ninguém com a coragem que Meryl Streep demonstrou no Globo de Ouro. O mexicano Gael García Bernal, de improviso, deixou sua marca. “Como mexicano, como latino-americano, como imigrante, como trabalhador, sou contra qualquer muro”, disse. Antes dele, a crítica mais contundente apareceu na cerimônia por carta. O diretor iraniano Ashgar Farhadi, vencedor do Oscar de melhor filme em língua estrangeira com O apartamento mandou o recado: “Minha ausência tem a ver com o respeito que sinto pelas pessoas de meu país e pelos cidadãos de outros seis países que foram vítimas de uma falta de respeito. Assim se divide o mundo. Os diretores de cinema criam empatia e unem”.

https://www.youtube.com/watch?v=DmpCKLNs7iA

 

 

 

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