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Dia do Chocolate: conheça três marcas bean to bar fundadas em BH

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Kalapa, Java e Cacau Dourado são representantes de chocolate artesanal 

Por Aline Gonçalves | Colunista de Gastronomia


O Dia Mundial do Chocolate é celebrado sempre no 7 de julho. Sendo assim, inevitavelmente, a melhor forma de honrá-lo é saboreando o doce que é paixão no mundo inteiro. Em meio a tantas marcas, uma possibilidade na ‘comemoração’ é experimentar os chocolates 100% artesanais e locais.

Em BH, há três marcas que seguem o conceito bean to bar, ou seja, empresas que compram grãos de cacau e controlam todo o processo até a criação das barras. Esses chocolates se destacam no mercado porque pressupõem sustentabilidade, relacionamento justo com os produtores de cacau, entre outros importantes princípios que não podem mais ser colocados em segundo plano. Abaixo, veja mais sobre Kalapa, Java e Cacau Dourado.

Kalapa

Há cinco anos, a bióloga Luiza Santiago começou a fazer chocolate em casa, no bairro Saudade, sem intenção de comercializá-lo. “Era apenas um campo de pesquisa e encanto; sempre consumi muito chocolate, e me encantei com a possibilidade de fazer meu próprio, com cacau agroecológico”, conta. 

Aos poucos, Luiza se profissionalizou. Assim, chegou a um portfólio (com 11 chocolates fixos) que está entre os mais reconhecidos do país. Inclusive, saiu na revista Forbes como uma das cem mulheres poderosas do Agro. As receitas têm alto teor de cacau e usam apenas ingredientes vegetais e brasileiros. O cacau vem da Bahia. As amêndoas cruas são torradas, quebradas, descascadas, processadas e derretidas na fábrica.

Ao fim, tornam-se uma das opções de cremes ou barras, a exemplo da imperdível Maresia de Limão 70% cacau (com flor de sal e limão-siciliano; R$ 18, 50 g) ou da Pirilampos em ouro (chocolate branco ao leite de gergelim com nibs de cupuaçu; R$ 18, 50 g). Além da venda direta, é possível encontrar em cafeterias e restaurantes, como Academia do Café, San Ro e Cozinha Santo Antônio.

@kalapachocolate
WhatsApp (31) 971034585

Java 

Pioneira em BH, a fábrica existe desde 2014 no bairro Santa Efigênia. Um ano depois, migrou para o bean to bar. Aline Palmira e  André Chaves estão à frente da produção de barras sem glúten nem lactose, voltadas principalmente a quem tem restrições alimentares .

“Nosso objetivo é sempre oferecer um alimento que possa ser consumido por todos, com alto padrão de qualidade e com boas práticas de sustentabilidade, como uso de energia limpa e valorização do produtor na cadeia curta de compra do cacau fino”, define Aline.

O portfólio já tem mais de 50 variedades, entre barras culinárias, barrinhas para consumo imediato e outros produtos, como o preparo para chocolate quente e cappuccino. O cacau utilizado vem da Bahia, Amazônia e Minas Gerais. Uma das novidades, por exemplo, é a linha com avelã. A barra de 80 g feita de chocolate 50% cacau meio amargo e cravejada de avelãs levemente torradas sai a R$ 19,07, no e-commerce. Você encontra no Verdemar e em empórios. 

@javachocolates

WhatsApp (31) 97326-7809

Cacau Dourado

Três irmãs mineiras comandam a Cacau Dourado desde 2019, sob a tutela de Maísa Araújo, chocolate maker. Geógrafa de formação, Maísa atuou por mais de 10 anos como consultora ambiental. Inicialmente, fundou a empresa em Goiânia, onde vivia, motivada ao observar a intolerância à lactose dos filhos. Depois de visitar a casa dos pais, em Dionísio, e reencontrar um antigo cacaueiro na propriedade, a ideia se formatou. 

Sendo assim, em 2020, Maísa voltou para Minas. A partir de então, a Cacau Dourado se consolidou. Hoje, o critério essencial da empresa é a produção de um chocolate de qualidade com poucos e selecionados ingredientes. O cacau vem da Bahia e do Espírito Santo.

O portfólio tem 11 versões de chocolates (25g e 90g), creme de castanha de caju com cacau, drageados e nibs de cacau. Está à venda Padaria Vianney e empórios, além de venda direta. As barras de 25g saem a R$ 8 cada. Já as de 90g, custam entre R$ 23 e R$ 27. Entre os sabores, há, por exemplo, opções 75% cacau com banana até 82% cacau com açúcar de coco.

@cacaudouradochocolate
WhatsApp (31) 99347-3270

Chocolate Kalápa. Foto: Laura Bonetti
Chocolate Kalápa. Foto: Laura Bonetti

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