Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Bolinho encontra Van Gogh em novo mural em Ribeirão das Neves

Tradicional personagem do espaço urbano de BH ocupa mural no muro da Escola Estadual João Lopes Gontijo
Mostra de Arte do Bolinho
Maria Raquel Bolinho. Foto: Arquivo Pessoal/Bolinho

Ele já esbanja alegria pelos muros de BH. Podemos até dizer que é uma celebridade. “Tem gente que pára o carro no trânsito para tirar uma foto”, conta a grafiteira Maria Raquel. A criadora do famoso grafite do Bolinho, claro, fica super feliz. Ainda mais com a constante expansão do trabalho. 

Maria Raquel acaba de fazer um painel com o bolinho no muro da Escola Estadual João Lopes Gontijo do bairro Nova Pampulha, em Ribeirão das Neves. “A ideia do Bolinho foi sempre de espalhar mesmo. Ainda não tinha feito em Neves e fiquei bem impressionada com o retorno disso”, conta. A produção executiva do trabalho é de Nayara de Amorim.

Referências

Com cerca de oito metros de largura, o painel é resultado do Edital de Apoio a Redes 2020: COVID-19 e Redes Culturais Comunitárias do programa de cooperação cultural latino americana IberCultura Viva. Nele, as cores vivas que caracterizam o graffiti de Maria Raquel se encontram com os tons azulados que marcam o quadro  ‘A noite estrelada‘ (1889), de Van Gogh. Bela combinação, hein! 

“O estilo de pintura dele (Van Gogh) é muito diferente do meu, então foi um desafio criar esse painel. Tentei colocar no spray um pouco do que ele faz no pincel”, conta Maria Raquel. Precisa acrescentar que ficou lindo? Claro que ficou. De acordo com a artista, aproximar universos aparentemente diferentes como o do Bolinho e do pintor holandês contribui para que as pessoas conheçam um pouco sobre a história da arte.

Arte e Vulnerabilidade

A Escola Estadual João Lopes Gontijo fica em uma zona de vulnerabilidade social. A expectativa é que seja um atrativo para os alunos. “Através do graffiti a escola ganhou vida e alegria para interagir com a comunidade como um todo, seja com alunos, pais, professores e servidores, de uma forma acolhedora. A escola era carente desta interação da arte e através desse projeto a escola começa a ganhar vida além das paredes e conhecimento formal”, ressalta a diretora Nilza Resende.

Para Maria Raquel, o colorido que Belo Horizonte tem ganhado nos últimos anos contribui para uma transformação do espaço urbano. “Hoje consigo ver de uma forma muito mais humana. As pessoas encaram a arte urbana de uma maneira bem menos marginalizada”, constata.

 

Maria Raquel Bolinho. Foto: Arquivo Pessoal/Bolinho

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