04 abr 2018

Exposição de grafite retrata memórias urbanas sobre BH

Quem passa pelas ruas da cidade e se encanta pelos grafites espalhados por aí agora pode conferir a arte exposta dentro de uma galeria. A exposição “Arte Favela – Memórias Urbanas” está em exibição até o dia 28 Abril no Museu Inimá de Paula. Ao todo estão expostas 35 telas feitas por artistas convidados do projeto.

As obras são de Ataide Miranda, ED-Mun, Gud Assis, Hely Costa, John Viana, Nilo Zack e Scalabrini Kaos. Eles utilizam diversas técnicas e valorizam as próprias memórias.

Segundo Hely Costa, coordenador do Projeto Arte e Favela, a mostra tem como objetivo valorizar um polo artístico. Além disso, também contribui para o fortalecimento da identidade cultural de artistas urbanos da cidade. “Pegamos um pouco do trabalho dos artistas de rua e levamos para dentro do museu”.

A exposição apresenta o grafite no contexto das artes visuais. Desta forma, não apenas reconhece a rua como espaço natural mas também cria outras formas para ampliar as possibilidades técnicas, expressão criativa e difusão cultural.

 

A exposição “Arte Favela – Memórias Urbanas” está em exibição até o dia 28 Abril no Museu Inimá de Paula. Foto: Alexandre Tavera / Divulgação.

OUTRO OLHAR PARA O GRAFFITI

“Dentro do museu as pessoas estão tendo outro olhar. Veem a parte artística do grafite e suas manifestações. Às vezes, na rua, elas passam despercebidas mas dentro de uma galeria podem observar com mais detalhes. Além de tratar a arte de maneira diferenciada e não como atos de vandalismo e depredação ao patrimônio público”, pontua Hely.

Além disso, a mostra também propõe criar um ambiente de discussão quanto ao aspecto da particularidade da criação local. As obras enfatizam a visão pessoal dos participantes na interpretação da realidade e também a emoção como um fator a ser alcançado. As artes não são só concebidas numa perspectiva de livre expressão.

VIVA FAVELA

A Exposição dá continuidade ao projeto Arte Favela, realizado desde 2003, na Vila Presidente Vargas, bairro Goiânia, região nordeste de BH. Ele surgiu em um momento em que a comunidade enfrentava um aumento na violência e conflitos envolvendo adolescentes na criminalidade. Desta maneira, o grafite contribuiu para a mudança da realidade do local, já que se trata de uma linguagem artística de interesse dos jovens.

Hely Costa acredita que o grafite é uma arte que tem um valor social. Além disso, tem enorme valor artístico e deve ser praticada pelos jovens. “Além de ser uma arte o grafite tem o cunho social de educar. Trabalhar o graffiti com jovens traz muitos benefícios, além de ser algo com que a juventude gosta e quer participar”.

 

 

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