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Aretuza Lovi: “Uma pessoa LGBTQIA+ no Brasil mais sobrevive do que vive”

Aretuza Lovi falou ao Culturadoria sobre a arte drag e sobre como é completar 30 anos

Por Jaiane Souza *

08/07/2020 às 18:35 | *Colaborador

Publicidade - Portal UAI
Foto: Ernna Cost

Completar 30 anos é um marco na vida das pessoas. É, muitas vezes, uma fase de transformação, amadurecimento e maior busca por autoconhecimento. Em resumo, compreender de vez o que é ser “adulto”. Pelo menos é o que está acontecendo com Bruno Tutida Nascimento, a artista drag queen Aretuza Lovi, que participou do Show da Tarde desta quarta (08/07). O programa do Culturadoria vai ao ar todas as quartas-feiras no Instagram.

Arethuza é uma das pioneiras na relação de artistas drag queen com a música no Brasil. “Quando eu comecei, não tinha nenhuma drag que fazia música pop brasileira no nosso país. Então, as pessoas debochavam de mim. Não tinha uma Pabllo Vittar ou uma Gloria Groove”, comenta.

O formato artístico, que foi durante muitos anos colocado à margem, está em efervescência no Brasil. “Daqui uns anos, eu vou parar e ver que o meu nome foi escrito na história da música: homens vestidos de mulheres, cantando um tipo de música que é para todo mundo e atinge diferentes públicos”, salienta Are, como gosta de ser chamado. 

Militância 

Para além disso, a música e a existência desses artistas são, também, um ato de resistência, já que na indústria, durante anos, não havia espaço. “Eu uso as minhas músicas para militar independentemente do assunto. Uma pessoa LGBTQIA+ no Brasil mais sobrevive do que vive. Então, eu e muitas outras estamos na linha de frente, defendendo como um muro quem está atrás”, destaca Aretuza.

Vale ressaltar o fato de que o Brasil é o país que mais mata essa minoria no mundo, com destaque para transexuais, por isso é tão importante este e outros tipos de arte e discussões sobre o assunto. 

Arte drag

Ser drag queen vai além de colocar uma roupa, uma peruca e sair por aí dando close. “No carnaval, por exemplo, os homens se vestem de mulher para ‘chacotizar’”, frisa Aretuza Lovi. “Então, é importante entender que com a nossa arte nós conseguimos passar mensagens que vão além disso, já que ela sempre foi banalizada”. Só para exemplificar, um dos primeiros registros do termo “drag” se refere a atores com roupas femininas em 1870. Entretanto, a história é extensa. Você pode ler esta reportagem do G1 sobre o assunto

Carreira de Aretuza

A estreia na carreira artística foi em 2012 com a música Streaptease, mesmo ano que foi apresentador de um programa em parceria com o Ministério da Saúde. Também fez parte do projeto Ezatamentchy, uma iniciativa de humor que tem o propósito de combater o preconceito e empoderar o pública LGBTQIA+  .

O primeiro disco de Aretuza foi lançado em 2018. Intitulado Mercadinho o trabalho contou com participações de Solange Almeida, Iza e Pabllo Vittar e trata principalmente de empoderamento e discussões sobre relacionamentos em músicas lentas e animadas. E recentemente lançou Dodoi. “Escrevi essa música em 2018 com Pablo Bispo, Ruxel e Sérgio Santos e deixei guardada, não era o momento de lançar ainda. A mensagem maior dela não é fazer sucesso e sim fazer com que seja transformadora na vida das pessoas”, revela a artista.

Em meio ao bate-papo no Show da Tarde e das reflexões, ela ainda indicou as séries Pose, disponível na Netflix, Hollywood e a novela Chica da Silva.

 

aretuza lovi

Foto: Ernna Cost

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