Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

‘Antonia: uma sinfonia’ e a luta pela batuta feminina

Produção disponível na Netflix narra a história de superação da pianista Antonia Brico para conseguir reger uma orquestra

Repara para você ver, todo filme que conta a história de mulheres que se destacaram em suas respectivas atividades é também uma narrativa de muita luta e superação. Com Antonia: uma sinfonia, não é diferente.

É uma produção holandesa de 2018, mas que somente em 2021 chegou ao catálogo da Netflix. Conta a vida de Antonia Brico, uma pianista nascida na Holanda mas criada nos Estados Unidos. O sonho dela era ser uma regente de orquestra. Para isso, como é comum na história desse mundo machista, precisou enfrentar muita gente, abrir mão do amor, sofrer assédio, passar por dificuldade financeira e por aí vai. 

História Real

O longa é dirigido por Maria Peters e protagonizado por Christanne de Bruijn. A dedicação dela à personagem é emocionante. Ao apresentar a história de Antonia, o filme reforça comportamentos que marcam a luta feminina para ser percebida. 

Antonia uma sinfonia. Foto: Netflix
Antonia uma sinfonia. Foto: Netflix

Por exemplo, determinada, a protagonista procurou os melhores mestres para receber formação. Antes de ser aceita, em todos eles, precisou demonstrar grande conhecimento técnico e teórico. Ou seja, resiliência é a palavra chave para toda mulher que colocou o nome na história. Mas, sejamos justas, ela teve parceria importantes inclusive com homens que acreditaram na potência.

O filme tem uma narrativa rápida e uma história bem envolvente. Vai nos contando batalha por batalha da protagonista, mas sem ser piegas. Com desconto para a parte do romance. 

Aspectos técnicos

Como é um filme que se concentra mais na história da personagem, do que no entorno, certamente há escorregões nos detalhes musicais. Por exemplo, o site IMDB traz uma curiosidade sobre isso. No filme, a orquestra executa algumas partes de Pedro e o Lobo, composta por Sergej Prokofjev. Mas, Antonia, uma sinfonia termina em 1935. Detalhe: a estreia deste clássico foi em Moscou em 1936. Ops!

Batuta feminina

Antônia Brico pavimentou o caminho de muita gente. O universo da regência está longe de ser igualitário, mas alguns sinais já aparecem. Por exemplo, o tradicional laboratório de regência realizado pela Orquestra Filarmônica de Minas Gerais teve, em 2021, três mulheres entre os quatro profissionais selecionados. Ana Laura Mathias Gentile (26), Emanuelle Guedes (24) e Raphaela Lacerda (25). É, tem uma nova geração de maestrinas pronta para brilhar.

Antonia uma sinfonia. Foto: Netflix
Antonia uma sinfonia. Foto: Netflix

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