Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Anna Ratto coloca a voz a serviço das composições de Arnaldo Antunes

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A cantora e compositora carioca Anna Ratto traz o show “Contato Imediato” a BH, nesta sexta-feira, dia 12 de julho

Patrícia Cassese | Editora Assistente

Em 2021, após quatro discos mesclando canções autorais (com parceiros), a cantora e compositora Anna Ratto sentiu a vontade de lançar um disco só como intérprete. “Porque, né, cantar é de fato o meu ofício maior. Pra mim, cantar é antes de tudo, acima de tudo – apesar de sim, de gostar de compor. Aliás, quero compor ainda mais”. E foi assim, nesta toada, que, três anos atrás, surgia o disco “Contato Imediato – Anna Ratto visita Arnaldo Antunes” (Biscoito Fino). No momento atual, em que se prepara para voltar ao estúdio para dar prosseguimento ao projeto (com uma espécie de “volume 2”), Anna traz o show de mesmo nome à capital mineira. Precisamente, na sexta-feira, dia 12 de julho, no palco do Teatro de Bolso Sesiminas.

A cantora e compositora Anna Ratto, que chega a BH para show nesta sexta-feira, 12 de julho (Catarina Ribeiro/Divulgação)
A cantora e compositora Anna Ratto, que chega a BH para show nesta sexta-feira, 12 de julho (Catarina Ribeiro/Divulgação)

Na apresentação em BH, Anna Ratto, que também toca guitarra no show, divide o palco com Elísio Freitas, que se reveza no baixo, guitarra, violão e programações. No repertório, além de músicas que entraram no disco “Contato Imediato” (como “A Casa é Sua”, “Desistiu de Mim”, “A lhe esperar”, “Ela é Tarja Preta” e “Ligado a Você”), entram canções como “Lágrimas do Mar”, “Sem Você”, “Comida” e “Se Tudo pode Acontecer”.

O início

Mas vamos voltar aos primórdios do projeto, ou seja, ao ano de 2021. Anna Ratto conta que, naquele momento, já batido o martelo de que iria gravar um disco como intérprete, começou a aventar o nome de um artista/compositor. “E são tantos que me influenciaram ao longo da minha história. Mas o Arnaldo Antunes vinha sendo esse cara gritando no meu ouvido, sabe? Porque há coisa de cinco, seis anos, eu já vinha me debruçando sobre a obra dele, ouvindo muito seus discos. Principalmente o trabalho solo, pós-Titãs. Então, ali, não havia outro para mim”.

Para Anna, Arnaldo Antunes é um dos maiores artistas de todos os tempos. “É um artista sem data. De uma autenticidade, de uma pluralidade, de uma versatilidade. Tem uma maneira de lidar com as palavras que é muito dele, e com a qual me identifico muito. Ele é muito plural e, por isso, escolhi, vamos dizer assim, uma porção de Arnaldo que me cabia bem, que me vestia bem”.

Para o processo, ela tratou de convidar o produtor Liminha, que, diz, era outro “sonho de consumo”. “Aliás, de muito tempo. Sempre quis trabalhar com o Liminha em algum momento e, com este projeto, achei que era a oportunidade melhor do mundo. Ele rapidamente gostou do convite. Já fui com o dever de casa meio feito para ele, pois tinha muita coisa escrita no meu caderninho. Então, a gente foi muito feliz nesse encontro todo. Foi muito gostoso. Aliás, vem sendo e vai continuar sendo”.

Músicas

Desafiada a citar algumas faixas do repertório do disco e do show, Anna opta inicialmente por “A Casa é Sua”. “Por motivos quase óbvios. Acho que é o hit do Arnaldo. Eu já sabia que era hit, mas eu fui descobrir depois que realmente é a música mais tocada do Arnaldo, de todos os tempos. Eu fiquei impressionada. E eu acho que a solução que a gente teve de releitura para ela foi muito bacana, que é muito diferente da original, gravada por ele, que é mais dançante. A nossa é meio balada, meio folk, pop, uma levada de violão… E foi muito bem recebida também. Eu tive muitos elogios e realmente acho que considera o hit do disco”.

Uma outra seria “Ela é Tarja Preta”. “Porque ele também participa da faixa e foi a cereja do bolo do disco. A gente cantando a mesma música! Foi um presente muito bacana, assim, ter o Arnaldo próximo. E cada vez mais, tanto que ele me deu seis inéditas. Na verdade, até mais, agora, já ganhei outros presentes. A gente segue se falando, mas uma delas que já está até gravada a base, chama-se ‘Visom Negro’ ((Arnaldo Antunes, Paulo Miklos e Liminha). O nome já é super forte, tem uma pegada envenenada, assim, de rock. Até lembra um pouco Titãs, eu adoro isso também. A gente vai estar com ela no show”.

Volume 2

Em meio à turnê, Anna Ratto prepara um novo álbum, agora com canções inéditas de Antunes, presentes do compositor para a cantora. O novo projeto sairá no segundo semestre, também pela gravadora Biscoito Fino.

Em BH

Apresentar o show em BH era um sonho de Anna Ratto. “BH é uma delícia. Eu tenho uma familiaridade muito grande por ter muita gente minha aí, familiares mesmo, por parte da minha mãe. Então, frequento muito essa cidade – e arredores também – desde a infância. Estive em BH com o meu primeiro e segundo disco, se não me engano. E depois não voltei mais, por uma questão, enfim, destino, que não me levou de novo. Uma pena, quis muito. E agora é muito feliz de voltar trazendo esse trabalho, que acho que tem tudo a ver também. Belo Horizonte é uma cidade que recebe muito bem música, arte, cultura de maneira geral, percebo isso assim. É um público quente pra isso, sabe? Então, muito gostoso poder voltar”.

Serviço

“Contato Imediato – Anna Ratto visita Arnaldo Antunes”

Quando. O show acontece nesta sexta-feira, dia 12 de julho, às 20h
Onde. Teatro de Bolso Sesiminas (Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia)
Quanto. R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)
Classificação etária: livre
Tempo de duração: 75 minutos

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