Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Desenhos do arquiteto Alexandre Menezes exploram edificações de BH

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O arquiteto Alexandre Menezes lança livro “Arquitetura em Desenhos – Notas de Viagem” neste sábado, dia 8 de junho, na Livraria da Rua

O arquiteto Alexandre Menezes lança neste sábado, 8 de junho, na Livraria da Rua, o livro “Arquitetura em Desenhos – Notas de Viagem”, que reúne 150 desenhos elaborados com caneta esferográfica. Na publicação, ele destaca principalmente edificações – museus, teatros, igrejas, campanários, praças e jardins  – e cenas de cidades brasileiras e estrangeiras, tendo sempre como referência a arquitetura. Alexandre, vale dizer, é professor de desenho e já lecionou em várias universidades mineiras. Atualmente, ministra aulas no curso de arquitetura da UFMG. O livro é dedicado aos alunos.

Alexandre Menezes define o trabalho como “cadernos de viagens”. Ou seja, registros de momentos em que teve o olhar atraído por algum ponto que o fez parar, observar e desenhar. E como isto pode acontecer a qualquer momento, o arquiteto está sempre munido do material necessário para levar a tarefa adiante. “Tenho vários desses cadernos e procuro desenhar neles não apenas o mundo visível, mas também sons, ventos e cheiros dos lugares aonde fui e vou. Assim, visitá-los traz sempre sensações gostosas relacionadas com memórias, emoções e impressões já vividas”, explica.

Por meio de seu traço, Alexandre Menezes explora edificações de Belo Horizonte, cidades históricas mineiras e pontos icônicos de capitais brasileiras (Tisa Castro Silva/Divulgação)
Por meio de seu traço, Alexandre Menezes explora edificações de Belo Horizonte, cidades históricas mineiras e pontos icônicos de capitais brasileiras (Tisa Castro Silva/Divulgação)

Arquitetura e arte

Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade Metodista Izabela Hendrix e em Belas Artes pela UFMG, Alexandre Menezes se valeu da fusão destes dois campos de estudo para o hábito de registrar, através dos desenhos, as edificações, as memórias e os lugares por onde passa. “O uso de desenhos tem tradicionalmente sido mais tratado como talento e habilidade do que como parte essencial do processo de pensamento e conhecimento do mundo que nos rodeia”, explica o arquiteto.

No entanto, acrescenta Alexandre, desenhos de observação desenvolvidos in loco são mais do que um simples recipiente passivo do olhar do autor. “Eles são um meio poderoso, que influencia o pensamento assim como são influenciados pelo pensamento do autor desenhista. Oferecem, ainda, informações importantes e necessárias para ajudar a organizar a percepção e o melhor entendimento dos objetos no espaço”, pontua.

Riqueza

No livro, estão, por exemplo, trabalhos realizados em Sheffield, onde Alexandre Menezes residiu por quatro anos, cursando o doutorado em arquitetura. Tal qual, imagens de pontos icônicos de Belo Horizonte, como a Praça do Papa, a Praça da Liberdade (com o icônico coreto) e a Praça da Estação, no caso dos situados ao ar livre. Ou, ainda, o Palácio das Artes, Casa do Baile, Museu de Arte da Pampulha, Teatro Francisco Nunes e Palácio das Artes, além de estudos sobre as principais universidades da capital. Abaixo, os traços do arquiteto se colocam a serviço da Casa JK.

Não bastasse, cenas do conjunto arquitetônico formado pelo casario, capelas, igrejas e campanários de cidades do interior de Minas Gerais, sejam elas consideradas históricas ou não. Do mesmo modo, desenhos elaborados por Alexandre em cidades como Salvador, Trancoso e Curitiba, ou estados como Amazônia e Rio Grande do Norte. Há ainda, vistas de praias, interiores e exteriores de hotéis e pousadas no Brasil.

Arquitetura transformada em arte

Sobre o trabalho de Alexandre Menezes, o arquiteto João Diniz pontua, “o rigor do desenho do observador, que registra precisamente as edificações, se expande na vitalidade da pintura, criando um inédito equilíbrio entre alinhamentos da perspectiva e gestualidades espontâneas”. Ainda de acordo com ele, essa investigação resulta numa obra coesa e inesperada, em que a arquitetura se transforma em arte pictórica. “E essa, mais que abstrata ou autorreferente, passa a participar intensamente do espaço construído”.

O Teatro Francisco Nunes traduzido nos traços e no olhar de Alexandre Menezes (Reprodução/Salamandra Comunicação/Divulgação)
O Teatro Francisco Nunes traduzido nos traços e no olhar de Alexandre Menezes (Reprodução/Salamandra Comunicação/Divulgação)

O livro inclui, ainda, comentários de colegas de Alexandre, como Marco Flávio Matos, Patrício Dutra Monteiro e Andréa Vilela. A publicação é da editora Miguilim.

Frases

“O desenho é um instrumento útil e poderoso para aquisição de conhecimento, construção do pensamento e comunicação de ideias”

“Posso afirmar que Arquitetura em Desenhos: notas de viagens reúne desenhos impregnados de memórias, lembranças, realidades, poesias, vidas, alegrias, tristezas, simbolismo, dores, amores, esperanças e sonhos. Muito sonhos”.

Serviço

Livro “Arquitetura em Desenhos – Notas de Viagem”

(Editora Miguilim, 205 páginas, R$ 95)

Lançamento neste sábado, 8 de abril, das 11h às 14h

Onde. Livraria da Rua (Rua Antônio de Albuquerque, 913, Savassi)

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