Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Ricardo Aleixo é o novo imortal da Academia Mineira de Letras

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Na tarde desta segunda-feira, 20 de maio, a Academia Mineira de Letras elegeu o novo integrante: o poeta, pesquisador e artista visual Ricardo Aleixo

O poeta, pesquisador e artista visual Ricardo Aleixo é o mais novo imortal da Academia Mineira de Letras. Segundo a comissão de apuração da AML, formada pela vice-presidente da AML, Antonieta Cunha e o Secretário-geral J. D. Vital, bem como os acadêmicos Caio Boschi e Rogério Faria Tavares, o poeta disputou a cadeira 31 com outros 12 candidatos. Assim, foi eleito pela maioria, com 31 votos, em um total de 33 votantes.

A cadeira de nº 31 foi fundada por Machado Sobrinho e tem como patrono Lucindo Filho (1847–1896). Já foi ocupada por Salles Oliveira, Manoel Casasanta e Waldemar Pequeno, bem como por Luís Carlos de Portilho. Mais recentemente, pelo escritor, professor-pesquisador e crítico literário Rui Mourão, falecido no início deste ano.

Ricardo Aleixo passa a ocupar a cadeira 31 da Academia Mineira de Letras (Natália Alves/Divulgação)
Ricardo Aleixo passa a ocupar a cadeira 31 da Academia Mineira de Letras (Natália Alves/Divulgação)

Boas-vindas

O presidente da Academia Mineira de Letras, Jacyntho Lins Brandão, deu as boas-vindas ao poeta Ricardo Aleixo. Primeiramente, Brandão destacou que Ricardo Aleixo é uma das vozes mais potentes e originais da poesia contemporânea. “Ao aliar o ritmo do corpo ao da fala, obtém resultados de um rigor poético destacável, o que se mostra também em sua prosa. Dessa forma, é com alegria que celebramos o ingresso dele na Academia Mineira de Letras”.

Estética e política

Ainda sobre a chegada do poeta, a escritora e acadêmica da AML, Maria Esther Maciel comenta: “Ricardo Aleixo é um dos poetas brasileiros mais inventivos e multidisciplinares da atualidade”. Tal qual, ela acrescenta que a obra de Aleixo tem uma “notável consistência”. Desse modo, é reconhecida no Brasil e no exterior. “Assim, literatura, música, dança, artes visuais e performáticas mesclam-se no rico repertório de práticas criativas do poeta mineiro. Práticas essas potencializadas pelas suas instigantes pesquisas, bem como reflexões sobre as culturas afro-brasileiras e as questões raciais”.

Para a acadêmica, Aleixo sabe, como poucos, conjugar estética e política, imaginação e lucidez crítica. “Além disso, é professor visitante de universidades brasileiras, com uma bagagem intelectual admirável. Sua eleição para a AML é um grande presente para nós, integrantes da Casa, e para as Letras de Minas Gerais”.

Sobre Ricardo Aleixo

Belo-horizontino, nascido em 1960, o poeta, escritor, artista visual, designer sonoro e pesquisador de Literaturas, outras artes e mídias, Ricardo Aleixo recebeu da UFMG, em 2021, o título de Notório Saber, equivalente ao grau de doutor. Tem 20 livros publicados. Suas obras mesclam poesia, prosa ficcional, filosofia, etnopoética, antropologia, história, música, radioarte, artes visuais, vídeo, dança, teatro, performance e estudos urbanos. Já fez performances em quase todos os estados brasileiros. Tal qual, em países como: Argentina, Alemanha, Portugal, EUA, Espanha, México, França, Suíça e Angola.

Participa da mostra permanente Rua da Língua (Museu da Língua Portuguesa/SP). Como artista visual, Aleixo já teve várias mostras individuais. Apresentou, na 35ª Bienal de SP, o Ciclo de performances Dendorí. Atualmente, é professor visitante no Instituto de Letras da UFBA, em Salvador, e prepara-se para passar uma longa temporada em Nova York. Lá, atuará como pesquisador visitante no Departamento de Performance da NYU.

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