Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

Helvécio Ratton é o 4º convidado do projeto Envelheço na Cidade

Foto: Quimera Filmes / Divulgação.

Mais importante cineasta mineiro da atualidade, Helvécio Ratton tem nove longas-metragens. Mas quatro deles foram rodados, em parte ou totalmente, em Belo Horizonte. Nascido em Divinópolis “por acidente” (já que seu pai era juiz naquela cidade), Ratton criou-se em BH. Ele é o quarto convidado do projeto Envelheço na Cidade.

As lembranças de sua infância fazem parte de seus dois primeiros longas, os infantis “A dança dos bonecos” (1986) e “O menino maluquinho” (1995).Ratton conta como era fazer cinema numa cidade de pouca produção. Em 2002 ele lançou “Uma onda no ar”, o mais belo-horizontino dos seus longas. O filme conta a história da Rádio Favela, suas dificuldades com a polícia, a censura.

Foi o primeiro longa rodado em uma comunidade de BH – Helvécio Ratton conta que só chegava para filmar depois que os moradores saíam para trabalhar, já que as vielas estreitas não permitiam o trânsito de mão dupla. A produção criou até sua própria antena de rádio que, do alto, destaca uma vista incrível da cidade.

Produções atuais

Depois de vários outros filmes, em 2019 ele rodou o mais recente. Ainda inédito no circuito, “O lodo” (2020) é também muito belo-horizontino. Foi adaptado do conto de Murilo Rubião, é estrelado por Eduardo Moreira, do Grupo Galpão, e traz outros atores da companhia, como Teuda Bara, Fernanda Vianna e Inês Peixoto.

Com várias locações históricas no centro da cidade, o filme destaca o Edifício Itatiaia, um marco arquitetônico da cidade do século 20 (em sua fase áurea, foi hotel de luxo). Também mostra os interiores de um casarão, a Casa Mac, que remonta à BH de outrora, quando a capital era considerada a cidade jardim.

Cena de Uma Onda no Ar, de Helvécio Ratton. Crédito: Reprodução da Internet

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