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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

CineBH e Max começam com dobradinha de clássico e contemporâneo

Por Carol Braga

23/08/2017 às 10:46

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Exibição de ‘O Garoto’, de Charles Chaplin com Orquestra Sesiminas. Crédito: Ana Ribas/Culturadoria

Por Francyne Perácio*

Luz, câmera e muita emoção foi o que presenciou quem assistiu a abertura da 11ª CineBH e 8º Brasil CineMundi na Praça da Estação na noite do dia 22 de agosto.  O caos urbano do hipercentro foi cuidadosamente abafado pela música e elementos visuais presentes no local. E foram muitos!

O show de jazz e blues era o cartão de visita antes da exibição de cinema. A exposição “A cidade em movimento”, montada em painéis e andaimes formou uma área de convivência. Estampa imagens de cidadãos em diferentes situações e pergunta: “Quem movimenta a cidade?” Em cada foto uma resposta: pessoas, inclusão, representatividade, mudanças e comunidade.

Para iniciar os trabalhos audiovisuais, em parceria com a Max, Minas Gerais Audiovisual Expo, a Cine BH exibiu o clássico do cinema, o longa “O Garoto” (1921), de Charles Chaplin. Apesar do vento frio na noite de terça, os holofotes continuaram posicionados para o Cine-Praça, uma estrutura com 900 lugares e um telão. Sem falar nos pufes espalhados pelo cinema ao ar livre.

O tempero final do espetáculo estava na participação da Orquestra de Câmara Sesiminas, regida pelo maestro Felipe Magalhães. A trilha sonora produzida ao vivo pelos músicos foi especialmente recriada para o evento.

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Abertura da Cine BH. Crédito: Ana Ribas/Culturadoria

Pré-estreia de “Corpo Elétrico”

Simultaneamente às apresentações na Praça da Estação, no Cine Theatro Brasil Vallourec, um mix de música, imagens e poemas completaram a programação da noite. Quem roubou a cena foi a atriz Lira Ribas, aproveitou o momento e deu o recado: “As gay, as bi trans e as sapatão, ta tudo organizada para fazer revolução!”

Antes de exibir para o público “Corpo Elétrico”, primeiro longa-metragem do mineiro Marcelo Caetano, o ator, crítico, cineasta e músico francês Piérre Leon recebeu o Troféu Horizonte. A mostra homenageia o artista e promove a retrospectiva de 14 filmes produzidos por ele.

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O filme

“Corpo elétrico” narra a história do cotidiano de jovens adultos trabalhadores de uma fábrica em São Paulo. O diferencial da obra está na abordagem dada no convívio entre os personagens. Alguns são homossexuais, como é o caso de Elias, paraibano de 23 anos, interpretado por Kelner Macedo. Vive relacionamentos abertos e não esconde quem é.

No longa é perceptível a ausência de ligações com a instituição família e ideologias sociais, o foco é levantar a bandeira do respeito à liberdade do outro. O que teve tudo a ver com a performance que abriu a Mostra Cine BH.

Sexo não é uma questão no filme dirigido por Caetano. O protagonista se entrega aos diversos parceiros que conquista ao longo do filme. Outro destaque para as participações especiais de Mc Linn da Quebrada e Márcia Pantera na trilha sonora e elenco.

Mostra CineBH

O tema central é “Cinema de Urgência”. Discutir por meio da arte e cultura, em especial os filmes, fatos e assuntos divulgados além de promover o debate sobre as produções cinematográficas referentes às crises vividas no Brasil atualmente.

A programação é variada, workshops, seminários, encontros com diretores, atrações artísticas, oficinas e 101 filmes entre nacionais e internacionais, 59 curtas, 1 média e 41 longas. Serão cinco dias de evento distribuído por nove locais, entre teatros e praças. A entrada é gratuita.

*Sob a supervisão de Carolina Braga

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