Foto: Thygo Andrade / Divulgação 
05 maio 2018

Morena Nascimento marca abertura do ‘Tiradentes em Cena’

Um ano após se tornar mãe a bailarina Morena Nascimento voltou aos palcos com solo especial e inédito para a abertura do Tiradentes em Cena, na noite desta sexta-feira, dia 04. ‘Pacha Harvey Mama Zulu’ foi uma dança dedicada a mãe dela. Segundo a bailarina, um espetáculo que coleciona intensidades no corpo.  A abertura ainda contou com discurso de autoridades, vídeo de artistas globais e leitura dramatizada. 

A bailarina trouxe um solo com elementos de toda sua trajetória. Uso de luzes, vela, trocas de figurino e expressão marcaram a apresentação. A performance misturou dramaturgia, artes visuais e trilha sonora bem elaborada porque são todas músicas que abordam o universo da mulher. Dessa forma, deixou claro a influência da dança contemporânea americana na sua formação. A presença da alemã Pina Bausch, uma das maiores coreógrafas da história, pode ser vista no figurino do espetáculo. Morena integrou a companhia de Pina por três anos.  

“Trouxe para Tiradentes um solo sobre a valorização da mulher. Quando danço, evoco gesto de outras no meu gesto. A apresentação é um prólogo do meu desejo de dançar todas as mulheres. Fico emocionado de estar na cidade e tenho uma ligação afetiva. Lembro do meu pai que morou aqui e morreu há dois anos. É especial”, conta Morena.

Morena Nascimento é uma das principais expoentes da nova geração da dança contemporânea. Com mãe e padrasto bailarinos, Morena formou-se em artes corporais na Unicamp, em 2001. O traço marcante das apresentações da bailarina é a versatilidade, uma vez que transita entre os papéis de intérprete, diretora e coreógrafa.

Foto: Thygo Andrade / Divulgação

Cerimônia

A idealizadora do evento, Aline Garcia, agradeceu as parceria e deu destaque à importância de abordar Liberdade como o tema em 2018. Daniel Prado, artista local, ainda leu e interpretou um texto de sua autoria sobre Teatro, amor e liberdade.

O Festival

Tiradentes em Cena chega em sua sexta edição se consolidando como um evento que pretende aproximar a população da cidade ao teatro.  O festival ocupará praças, becos, casarões e teatros entre os dias 04 a 12 de maio. Serão nove dias, com mais de 20 espetáculos, além de performances, rodas de conversa, oficinas, exposição e shows. Tendo Liberdade como tema a edição homenageia Zezé Motta. A programação completa você confere aqui.

Gostou? Compartilhe!

Artigos Relacionados

FETO 2018 amplia espaço e discussão sobre teatro estudantil

Vivência pessoais, luta e o documento mimeografado de Carlos Marighella foram as inspirações dos alunos do CEFART – Centro de Formação Artística e Tecnológica – para a criação do ‘Manual dx Guerrilheirx Urbanx’. O espetáculo de formação da turma de 2017 chega ao Teatro Francisco Nunes, no dia 23 de outubro, como parte das ações […]

Leia Mais

[Crítica em Diálogo] Insetos: um olhar irônico sobre a sociedade

A montagem que comemorou os 30 anos da Cia dos Atores esteve em cartaz em Belo Horizonte entre os meses de setembro e outubro. Dando continuidade ao projeto de buscar um diálogo crítico com os artistas de teatro, convidamos os integrantes do grupo a responder o texto crítico. Assim, acreditamos colaborar para o desenvolvimento, inclusive, […]

Leia Mais

Cinco tópicos sobre ‘Outros’, nova peça do Grupo Galpão

Toda estreia do Grupo Galpão é precedida de um agradável encontro com os atores. Em geral, ao chegar a este ponto, os discursos sobre a peça estão prontos. Pois o café da manhã para falar sobre Outros, a 24ª peça da Companhia, foi marcado também por diversos momentos em que os próprios artistas comentavam entre […]

Leia Mais

Comentários