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Curadoria de informação sobre artes e espetáculos, por Carolina Braga

3ª edição da Max surpreende e aposta em novo formato para os painéis

Por espculturadoria

03/09/2018 às 13:12

Publicidade - Portal UAI
Elcio Paraiso/Divulgacao

Por Francyne Perácio

BH respirou cinema nos últimos dias. Além da 12ª Edição da Mostra Cine BH, a capital mineira recebeu, pela terceira vez, a MAX, Minas Gerais Audiovisual Expo. Já imaginou estar em um espaço com centenas de pessoas, onde o silêncio é o som que mais se ouve? Pode soar estranho, mas isso aconteceu!

Em um ambiente, em que sotaques de norte a sul do Brasil se misturavam, a conversa era feita ao pé do ouvido. Lado a lado, em uma espécie de arquibancada, cada pessoa vivia uma experiência individual de ouvir as palestras.

O espaço amplo separado em três palcos chamava atenção de quem chegava a MAX. Entretanto o mais curioso era ver a reação de cada um. Os participantes ficavam imersos em seus próprios mundos, sentados nas cadeiras ou deitados nos puffs.

Novo formato

Ao contrário das salas isoladas e conversas fechadas, o evento inovou e reuniu os visitantes em uma mesma plateia. O diferencial dos painéis era que cada um podia ouvir, por meio de um rádio, a palestra que quisesse. Bastava escolher a frequência conforme o telão. Parece confuso, mas não é!

E essa forma de interação traduz um dos temas discutidos nos três dias da MAX, na Expominas, o Vídeo por Demanda (VOD). Seja pelos rumos que o cinema que tem seguido, a partir desta tecnologia, ou pela regulamentação dela, assim como os canais da TV paga, e até mesmo a produção direcionada para os serviços de streaming.

Além das palestras, rodadas de conversas, defesa de projetos, Pitching, e uma arena interativa de realidade virtual, games e web séries, podiam ser degustados pelo público.

Paralelamente ao que acontecia na Expominas, na Praça da Estação, uma sala de cinema foi montada para as exibições gratuitas de clássicos. Estiveram em cartaz “Pulp Fiction”, de Tarantino, “Forrest Gump: o contador de histórias”, de Robert Zemeckis, entre outros. Oficinas e exposições no Museu de Artes e Ofícios, também na Praça da Estação, fechavam a programação da MAX.

Plateia da Max 2018. Foto: César Tropia/Divulgacao

Ainda mais empoderadas

A representatividade da mulher atingiu patamares superiores no cinema. O longa Mulher Maravilha, por exemplo, arrecadou nos EUA mais de US$ 103 milhões na estreia. No Brasil, mais de R$1,4 milhão.

Nas séries não é diferente. A produção “The Handmaid’s Tale, baseada no romance best-seller “O conto da Aia” teve mais de 20 indicações ao Emmy 2018.

E nesse contexto, a Max também discutiu a presença das mulheres no cinema. A distribuidora Elo Company apresentou o Selo Elas. O projeto busca propostas de longa-metragem com direção feminina para impulsionar o equilíbrio de filmes realizados por mulheres.

Telinhas x Telonas

Assistir qualquer produto audiovisual na palma das mãos ou pela TV, mas em qualquer horário, é cada vez mais comum nos dias de hoje. O Vídeo por Demanda ganha espaço no mercado e atrai públicos e empresas de todos os lugares do mundo.

Nesta semana, a MAX levantou questões sobre o cenário audiovisual na atualidade. Será o VOD uma ameaça aos canais fechados ou para as salas de cinema? Para o diretor de conteúdo do grupo Fox, Carlos Queiroz, o que muda é a plataforma, o que as pessoas vão assistir não varia.

“É tudo o mesmo universo, transportar os olhos e ouvidos de alguém para uma realidade, só que com saídas diferentes. O Vídeo por demanda não é uma ameaça, apenas mais uma janela e um serviço para o público”.

A gerente de produção da H20 Films Limited, Clarissa Lobo, explicou em seu painel que a queda de público nas salas de cinema, não é culpa somente do VOD, e a existência de um não significa o término de outro.

“Além das novas formas de se consumir conteúdo, tem muitos dificultadores. A crise econômica ao mesmo tempo que o preço dos ingressos aumenta, diminui a frequência nas salas. E é preciso pensar sempre na qualidade coletiva da experiência cinematográfica”. As pessoas vão ao cinema consumir filmes, para rir junto de alguém, chorar junto e assustar com outro”.

 

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